1. Início
  2. /
  3. Forbes Money
  4. /
  5. Pré-mercado: Ata da Reunião do FED Deixa Claro Que Juro nos EUA Pode Subir
Forbes Money

Pré-mercado: Ata da Reunião do FED Deixa Claro Que Juro nos EUA Pode Subir

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta quinta-feira, 21 de maio

4 min

Bom dia. Estamos na quinta-feira, 21 de maio.

Cenários

Os investidores iniciam a sessão da quinta-feira (21) avaliando as perspectivas dos juros americanos e do conflito no Irã. Na quarta-feira (20) o Federal Reserve (FED), o banco central americano, publicou as Minutas da reunião do Federal Open Market Committee (Fomc), versão americana do Copom. E, para não fugir da rotina, Donald Trump emitiu declarações contraditórias sobre o Irã, o que adicionaram uma camada de incerteza ao cenário.

As minutas do Fomc sobre a reunião realizada nos dias 28 e 29 de abril trouxeram aquilo que boa parte do mercado já desconfiava. O comunicado oficial reconheceu que a inflação segue elevada, em parte refletindo o recente aumento dos preços globais de energia, e que os desdobramentos no Oriente Médio contribuem para um elevado nível de incerteza sobre o cenário econômico.

Se a inflação americana persistir elevada, o FED pode elevar os juros. A mensagem não é nova, mas agora está formalizada, o que aumenta a probabilidade de que isso ocorra. Segundo a ata, diversos diretores do FED teriam preferido remover do Comunicado pós-reunião a mensagem que sugeria um viés de baixa para os juros. O FED manteve os juros referenciais americanos a taxa básica na faixa entre 3,5% e 3,75% ao ano pela terceira reunião consecutiva, mas o tom da ata foi suficiente para reacender o debate sobre o calendário de cortes — ou a ausência deles.

Para os investidores, o recado é claro — e incômodo. O ciclo de afrouxamento monetário que muitos esperavam para 2026 pode não apenas se atrasar, como pode dar lugar a um movimento em sentido contrário. Opções precificadas no mercado indicavam cerca de 30% de probabilidade de um aumento de juros até o primeiro trimestre de 2027, enquanto a mediana das expectativas dos participantes pesquisados passou a antecipar eventuais cortes apenas para o terceiro ou quarto trimestre de 2026 — mais tarde do que nas projeções anteriores. Em outras palavras: o mercado está começando a aceitar que a janela para juros mais baixos pode ser mais estreita e mais distante do que se imaginava.

A quarta-feira trouxe mais declarações contraditórias do presidente Donald Trump sobre o Irã. Enquanto negociadores americanos discutiam propostas com o lado iraniano, Trump fez afirmações que contradiziam o próprio conteúdo das tratativas, ao mesmo tempo em que intercalava ameaças de destruir infraestruturas iranianas. O resultado prático, do ponto de vista dos mercados, é a perpetuação da incerteza sobre os preços do petróleo e sobre a estabilidade geopolítica de uma região que tem poder de afetar toda a cadeia global de energia.

Perspectivas

A sessão da quinta-feira começa com os investidores pessimistas sobre as perspectivas para o preço do petróleo. A ausência de uma definição para o conflito no Irã está fazendo o barril do Brent avançar pouco mais de 2% para US$ 107,35. Isso reforça as preocupações de inflação global, o que pode levar o banco central dos Estados Unidos a elevar os juros. Logo cedo, os contratos futuros dos principais índices americanos estão em queda no pré-mercado. As ações brasileiras negociadas nos Estados Unidos também recuam, em baixa de cerca de 1%.

Indicadores

BRASIL

Reunião do Conselho Monetário Nacional

ESTADOS UNIDOS

Pedidos iniciais de seguro-desemprego

Esperado: 201 mil

Anterior: 211 mil

PMI Industrial (Mai)

Esperado: 53,8

Anterior: 54,5

PMI do setor de serviços (Mai)

Esperado: 51,1

Anterior: 51,0

PMI Composto S&P Global (Mai)

Esperado: ND

Anterior: 51,7

Assine Forbes. Inspire-se, lidere, conquiste. Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação.