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Pré-mercado: China Pode Comprar Petróleo dos EUA e Investidor Teme Inflação

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta sexta-feira, 15 de maio

4 min

Bom dia. Estamos na sexta-feira, 15 de maio.

Cenários

Esta sexta-feira (15) começa com os contratos futuros dos principais índices americanos em baixa no pré-mercado. O que preocupa os investidores são temores renovados de inflação devido às novas altas do preço do petróleo. Mais uma vez, a atuação dos Estados Unidos está pressionando as cotações da commodity. A diferença é que agora a movimentação não tem relação direta com o que está ocorrendo no Estreito de Ormuz.

Na madrugada desta sexta-feira, após encerrar sua visita oficial à China, o presidente Donald Trump afirmou em uma entrevista que os Estados Unidos passariam a fornecer petróleo ao país asiático para compensar os problemas do abastecimento provocados pela guerra entre EUA e Irã. O bloqueio iraniano a Ormuz reduziu o transporte de petróleo e a China foi um dos maiores prejudicados.

Trump afirmou – em uma conversa que não foi confirmada por autoridades de Pequim – que a China poderia comprar petróleo americano. “Eles vão comprar no Texas, na Luisiana e no Alasca”, disse Trump. Isso provocou uma forte alta nas cotações.

O barril do petróleo do tipo West Texas Intermediate (WTI), referência para o mercado americano, está em alta de 3,5% a pouco menos de US$ 105, ao passo que os preços do Brent, referência para o mercado internacional e para a Petrobras avançam para pouco menos de US$ 107.

Os índices mais recentes de inflação no Brasil e nos Estados Unidos mostram que a alta consistente das cotações do petróleo tem pressionado os preços de diversos outros setores das economias. Nos Estados Unidos, o “núcleo” do índice, que não considera os preços de alimentos de energia, está em 2,8 % nos 12 meses até abril, um ponto percentual inteiro abaixo dos 3,8 % observados no índice geral nesse mesmo período.

Apesar de a inflação parecer estar restrita aos combustíveis e à energia, o petróleo é um componente importante dos insumos industriais. Os preços de plásticos e de fertilizantes são afetados pelas cotações do petróleo. No Brasil e nos Estados Unidos, os índices de inflação no atacado já estão em alta, o que cria um risco potencial de transmissão para a inflação no varejo.

Os investidores fazem essa conta. É unânime a expectativa de manutenção dos juros nos EUA na próxima reunião do Federal Open Market Committee (Fomc), agendada para o fim de junho. Além disso, a probabilidade de que essa manutenção siga na reunião seguinte, agendada para o fim de julho, subiu de 87% para 97% em apenas uma semana. E nesse mesmo período a expectativa de uma leve alta dos juros subiu de zero para cerca de 2%.

Essa perspectiva afeta os preços das ações. Para complicar ainda mais a situação, Kevin Warsh, novo presidente do Federal Reserve (FED), o banco central americano, deve tomar posse nesta sexta-feira. Indicado por Trump, Warsh poderá ser mais leniente com a inflação do que Jerome Powell, que permaneceu no cargo nos últimos oito anos. Essa incerteza, acrescida da alta dos preços do petróleo, vem pressionando as ações para baixo.

Perspectivas

Os contratos futuros dos principais índices americanos e as cotas do Exchange Traded Fund (ETF) EWZ iShares MSCI Brazil iniciam a última sessão da semana em baixa no pré-mercado, com os investidores atentos aos sinais de inflação no Brasil e nos Estados Unidos e no aguardo da troca de comando no FED.

Indicadores

BRASIL

Crescimento do setor de serviços (Mar)

Esperado: ND

Anterior: 0,1%

Crescimento do setor de serviços (12 M)

Esperado: ND

Anterior: 0,5%

ESTADOS UNIDOS

Produção industrial (Abr)

Esperado: + 0,3%

Anterior: – 0,5%

Produção industrial (12 M)

Esperado: ND

Anterior: + 0,74%

Índice Empire State de atividade industrial (Mai)

Esperado: 7,30

Anterior: 11,00

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