A câmara baixa da Suíça rejeitou um acordo com o Mercosul, em meio à oposição tanto da direita quanto da esquerda do espectro político.
Os parlamentares rejeitaram o acordo firmado no ano passado, na noite de quarta-feira, por 96 votos a 86, com nove abstenções. A resistência ao acordo veio tanto de parlamentares conservadores que representam os interesses dos agricultores quanto de partidos de esquerda, que levantaram preocupações relacionadas a questões como práticas trabalhistas e a destruição da floresta tropical.
A Suíça, maior economia da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), é o décimo primeiro maior investidor estrangeiro direto no Brasil, pelo critério de controlador final, com estoque de US$ 30,5 bilhões em 2023. Os investimentos diretos suíços concentram-se, sobretudo, nos setores financeiro, de seguros, da indústria de transformação e comércio.
Nesta quarta-feira (17), o Senado Federal havia aprovado o Projeto de Decreto Legislativo que trata do acordo de livre comércio entre os países do Mercosul e da EFTA. O acordo prevê a liberalização tarifária dos setores industrial e agrícola, levando em consideração as especificidades de cada mercado.
O acordo segue agora para a câmara alta do Parlamento e poderá retornar à câmara baixa caso seja aprovado lá.