A Copa do Mundo de 2026 contará com mais seleções do que usual, com 48 países disputando o torneio – e deste total, menos da metade podem ser acessados por investidores da bolsa de valores brasileira.
Conforme levantamento da bolsa de valores, a B3, são 22 países passíveis de investimentos dentre todos que disputarão a Copa do Mundo de 2026.
Isso, considerando veículos como Fundos de Índice (ETFs, na sigla em inglês) e Recibos de Ações Estrangeiras (BDRs), que são usualmente utilizados para realizar aportes fora do Brasil, dispensando a abertura de conta em uma instituição financeira estrangeira.
No caso dos ETFs (Exchange Traded Funds), são fundos de índice negociados em bolsa, como se fossem uma ação, que acompanham o desempenho de uma carteira teórica – eventualmente um índice de ações de um país, de uma região ou de um setor.
Já os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) são certificados negociados na bolsa de valores brasileira que representam ativos emitidos no exterior, como ações de empresas ou cotas de ETFs. Como exemplo, existem inclusive BDRs de empresas brasileiras que são listadas no exterior, como XP (XPBR31) e Nubank (ROXO34).
Com esses produtos, o investidor consegue acessar mercados globais pela B3. No entanto, os aportes são feitos em real, e não em dólar.
Em quais países da Copa do Mundo 2026 é possível investir pela bolsa brasileira:
- África do Sul
- Alemanha
- Arábia Saudita
- Argentina
- Austrália
- Bélgica
- Brasil
- Canadá
- Colômbia
- Coreia do Sul
- Escócia
- Espanha
- Estados Unidos
- França
- Inglaterra
- Japão
- México
- Noruega
- Países Baixos
- Suécia
- Suíça
- Turquia
No caso dos Estados Unidos, que estão dentre os três países-sede da Copa do Mundo 2026, há uma ampla gama de ativos disponíveis, dado que se trata do país que abriga o maior ecossistema de mercado de capitais do mundo.
Nos EUA, há produtos como IVVB11 e o SPXl11 que buscam acompanhar o S&P 500, índice formado pelas 500 empresas mais negociadas e que cobre aproximadamente 80% da capitalização de mercado disponível no país.
No caso dos BDRs, existem ativos de empresas como Apple (AAPL34), Microsoft (MSFT34) e Amazon (AMZO34).
Um caso emblemático da edição de 2026 é o da Arábia Saudita. O país sediará a Copa do Mundo 2034 e passou a ter exposição crescente no mercado global nos últimos anos, via fundo soberano (PIF) e aquisições em ligas esportivas, futebol e entretenimento. A nação do Golfo Pérsico está acessível na B3 pelo ETF iShares MSCI Saudi Arabia(BKSA39).
Na Europa, a particularidade está em Inglaterra e Escócia. Apesar de ambas as seleções serem independentes no futebol — uma das poucas modalidades onde isso ocorre —, no mercado financeiro ambas são representadas pelo mesmo produto, o ETF chamado de MSCI United Kingdom Index (BEWU39).
Já a Argentina possui ativos como o ARGT39 e o ARGE11, que dão exposição a empresas argentinas negociadas nas bolsas americanas, como MercadoLibre e Globant.
Para o Brasil, a oferta é a mais ampla de todas: oito ETFs replicam o Ibovespa, principal índice da bolsa local, formado pelas ações mais negociadas do mercado, contemplando Vale, Petrobras, Itaú e outras gigantes.
Vale destacar que acesso não é necessariamente oportunidade, e BDRs e ETFs atrelados a índices de países em crise ou com problemas econômicos carregam riscos cambiais, políticos e de liquidez.