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Taxa de Desemprego Fica em 5,6% até Maio, o Menor Nível para o Período desde 2012

O Brasil adicionou 558 mil ocupados no trimestre, elevando o total para 102,7 milhões, enquanto o contingente de desempregados caiu para 6,1 milhões

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O mercado de trabalho brasileiro segue desafiando as previsões de desaceleração. Mesmo sob juros ainda elevados e uma economia em ritmo mais moderado, a taxa de desemprego caiu para 5,6% no trimestre encerrado em maio, o menor patamar para o período desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012. Mais do que um novo recorde, o dado reforça que o emprego permanece como um dos principais sustentáculos da atividade econômica.

O resultado representa uma leve melhora em relação ao trimestre anterior, quando a taxa era de 5,8%. Quanto menor a taxa de desocupação, menor é o contingente de pessoas procurando emprego sem conseguir uma vaga. O número de pessoas ocupadas aumentou em 558 mil no período, elevando a população empregada para 102,7 milhões de brasileiros, enquanto o número de desempregados recuou para 6,1 milhões, uma redução de 624 mil pessoas em relação ao mesmo período do ano passado. A força de trabalho voltou a crescer, chegando a 108,8 milhões de pessoas.

Os indicadores de qualidade do mercado também mostraram melhora. A taxa composta de subutilização da força de trabalho, que reúne desempregados, trabalhadores com jornada insuficiente e pessoas disponíveis para trabalhar, caiu para 13,3%, o menor nível dos últimos anos. A população subutilizada diminuiu para 15,1 milhões de pessoas, enquanto o número de desalentados – aqueles que desistiram de procurar emprego – recuou para 2,4 milhões.

Há, porém, sinais de acomodação. O contingente de trabalhadores com carteira assinada no setor privado permaneceu praticamente inalterado em 39,3 milhões de pessoas, indicando que a expansão recente da ocupação ocorreu sem um avanço expressivo da formalização. Ainda assim, a taxa de informalidade recuou para 37,3%, abaixo dos 37,8% registrados um ano antes, refletindo um crescimento relativamente mais forte do emprego formal ao longo dos últimos doze meses.

Outro componente que ajuda a explicar a resistência da economia é a renda. O rendimento médio habitual permaneceu em R$ 3.726, mas acumula alta real de 4% em relação ao ano passado. Com mais pessoas empregadas e salários maiores, a massa de rendimentos alcançou R$ 377,7 bilhões, avanço anual de 4,8%. Esse crescimento sustenta o consumo das famílias, principal motor da atividade brasileira, mesmo em um ambiente de crédito ainda caro.

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