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Lucro da Weg Cai 2,1% no 2º Tri Pressionado por Queda da Demanda no Brasil e Aumento de Custos

A empresa teve uma receita líquida de R$10,14 bilhões, recuo de 0,6% na comparação anual

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As ações da Weg registravam forte alta nesta quarta-feira (22) após o grupo publicar um balanço do segundo trimestre acima das expectativas do mercado e que, segundo analistas, acalmou os investidores em relação ao desempenho para o ano como um todo.

Às 11h, os papéis da fabricante de motores elétricos e equipamentos de automação e geração de energia saltavam 9,2% para R$46,36 e lideravam os ganhos do índice Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro.

Segundo balanço divulgado pelaWeg, o lucro líquido para o segundo trimestre foi de R$1,56 bilhão no segundo trimestre, recuo de 2,1% sobre o desempenho de um ano antes.

A companhia apurou um resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$2,21 bilhões para o período, representando queda de 2,1% ano a ano.

Segundo a empresa, o desempenho foi principalmente impactado pela valorização do real e menor demanda por projetos de geração de energia renovável no Brasil.

As cifras, porém, vieram acima do consenso dos analistas, que esperavam lucro líquido de R$1,52 bilhão com Ebitda de R$2,12 bilhões para aWegno período, de acordo com dados da LSEG.

A empresa teve uma receita líquida de R$10,14 bilhões, recuo de 0,6% na comparação anual e também acima da expectativa média do mercado de faturamento de R$10,03 bilhões, segundo a LSEG.

A queda na receita foi causada principalmente pela operação no Brasil, onde o faturamento recuou 4,9% ante um menor nível de entregas no segmento de geração solar devido à ausência de novos projetos em 2026.

O grupo registrou um recuo na margem bruta de 33,2% ante 33,7% no mesmo período do ano anterior, enquanto os custos dos produtos vendidos foram impactados pelo aumento dos custos de matérias-primas, em especial o cobre, e pelas tarifas de importação nos EUA.

Desempenho reduz preocupações em 2026

De acordo com analistas do Itaú BBA, o lucro foi 10% melhor do que o esperado apoiado por um forte faturamento e Ebitda para o período.

Segundo Daniel Gasparete e equipe, o resultado reduz os riscos do consenso para 2026, já que os investidores temiam que a empresa não fosse capaz de atingir a margem Ebitda de 22% sinalizada pela administração. Eles acrescentaram que o mercado deve manter os lucros para 2027 na casa dos R$ 7,0 bilhões.

“Os investidores de longo prazo podem agora se sentir mais à vontade para comprar e aguardar que os lucros voltem a acelerar,” disseram.

Analistas do Citi destacaram que apesar da fraqueza na receita e das pressões de custo decorrentes do cobre e das tarifas dos EUA, aWegdemonstrou forte execução operacional e gestão de custos.

Estratégia de expensão continua

AWEGdisse que investiu R$794,9 milhões em modernização e expansão de capacidade produtiva no trimestre, comparado com R$583,4 milhões investidos no segundo trimestre de 2025. Do total, 44,5% serão destinados às unidades produtivas no Brasil e 55,5% para as unidades no exterior.

Com isso, o investimento acumulado no primeiro semestre de 2026 foi de cerca de R$1,42 bilhão.

AWeganunciou anteriormente que espera investir em 2026 cerca de R$3,54 bilhões em ativos imobilizados, além de R$22,4 milhões em ativos intangíveis, valores acima dos praticados em 2025.

“Continuamos com nossa estratégia de expansão de capacidade de fabricação que, aliada e diversificação de produtos e soluções, contribui para entrega de margens operacionais consistentes e retorno sobre o capital investido superior à média da indústria,” disse aWeg.

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