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WTA Exige Teste Genético do Gene SRY para Disputar o Circuito Feminino

Nova política, anunciada no domingo, entra em vigor nesta terça-feira e substitui regra que previa dois anos de testosterona reduzida

3 min

A WTA anunciou que todas as tenistas deverão passar por um teste genético único, voltado ao gene SRY, para poderem competir no circuito profissional feminino. A entidade confirmou a atualização da política de elegibilidade no domingo, com entrada em vigor nesta terça-feira (21).

Como funciona o teste do gene SRY

O exame, realizado apenas uma vez na carreira da atleta, identifica o gene SRY, que ajuda a determinar o sexo biológico. Segundo a WTA, o procedimento pode ser feito por esfregaço bucal ou exame de sangue, e a triagem das jogadoras terá início em 2026.

“A elegibilidade para participar de torneios da WTA será confirmada por meio de um processo de triagem obrigatório e único para o gene SRY”, disse um porta-voz da WTA à Reuters. “A triagem das jogadoras terá início em 2026, seguindo todas as medidas adequadas de confidencialidade e proteção de dados e em paralelo a um programa abrangente de envolvimento das jogadoras”, completou.

O que mudou em relação à regra anterior

A política antiga da WTA permitia que mulheres transgênero disputassem o circuito caso declarassem seu gênero como feminino e mantivessem nível reduzido de testosterona por dois anos antes de competir. Atualmente, não há mulheres transgênero conhecidas em atividade em nenhum nível do tênis profissional.

“A WTA reconhece que esta é uma questão delicada e complexa e está comprometida em tratar todas as jogadoras com dignidade e implementar a política de maneira respeitosa e ponderada”, afirmou o porta-voz da entidade.

Uma divisão antiga no esporte feminino

A tenista transgênero Renee Richards competiu no circuito profissional feminino entre 1977 e 1981, antes de se tornar treinadora de Martina Navratilova, 18 vezes campeã de Grand Slam em simples e crítica da inclusão de atletas trans. A número um do mundo, Aryna Sabalenka, disse no ano passado considerar injusto enfrentar jogadoras transgênero. Já Billie Jean King, 12 vezes campeã de Grand Slam e vencedora da “batalha dos sexos” de 1973, classifica a exclusão de atletas trans como discriminação.

Outras federações já adotaram medidas semelhantes

A World Athletics e a World Boxing introduziram testes genéticos parecidos nos últimos anos. Em março, o Comitê Olímpico Internacional determinou que apenas atletas biologicamente do sexo feminino, com gênero definido por teste único, poderão disputar provas femininas nos Jogos Olímpicos.

Grupos de defesa dos transgêneros afirmam que excluir atletas transgêneros equivale a discriminação. Críticos da inclusão argumentam que passar pela puberdade masculina confere vantagem musculoesquelética que a transição de gênero não atenua.

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