A mineradora Aura Minerals (AURA33) reportou lucro líquido recorde de US$ 217,7 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 129% frente ao trimestre anterior, informou a companhia em fato relevante nesta quarta-feira (5).
O resultado foi impulsionado por ganhos contábeis que não envolvem entrada efetiva de dinheiro, ligados à marcação a mercado de instrumentos de proteção sobre o preço do ouro, com um ganho não realizado de US$ 126 milhões no trimester.
Excluído o efeito, o lucro líquido ajustado foi de US$ 97,4 milhões, queda de 11% ante o trimestre anterior. No lado operacional, o desempenho foi mais fraco na comparação sequencial: a produção de ouro equivalente caiu 8%, para 75.437 onças e o EBITDA ajustado, medida de geração de caixa operacional, recuou 19% para US$ 196,6 milhões.
Dividendo de US$ 0,72 por ação e recompra de até US$ 200 milhões
No mesmo balanço, a Aura anunciou o retorno aos acionistas que acompanha os resultados recordes.
A mineradora vai distribuir US$ 0,72 por ação ordinária, ou US$ 0,24 por BDR — o certificado negociado na B3, na proporção de três BDRs para cada ação, em um total aproximado de US$ 60,4 milhões, referente ao segundo trimestre e acima do mínimo previsto em sua política de dividendos.
Os direitos ao provento são dos investidores posicionados até 18 de agosto de 2026, com pagamento em 28 de agosto para as ações e por volta de 8 de setembro para os BDRs, convertido em reais pela taxa de câmbio a ser divulgada às vésperas do pagamento. O dividendo equivale a um dividend yield de cerca de 4,3% em 12 meses.
Além do provento, o conselho aprovou um novo programa de recompra de ações e BDRs de até US$ 200 milhões, reforçando a política de remuneração da companhia em um semestre de produção recorde.