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Banco do Brasil (BBAS3) Antecipa R$ 197 Milhões em JCP; Veja Quem Recebe e Quando Cai na Conta

Estatal aprovou remuneração de R$ 0,0345 por ação referente ao terceiro trimestre

3 min

O Banco do Brasil (BBAS3) aprovou o pagamento antecipado de cerca de R$ 197 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP) aos acionistas, referentes ao terceiro trimestre de 2026. A decisão foi tomada em reunião de diretoria no dia 14 de agosto e comunicada ao mercado por meio de fato relevante na noite de quarta-feira, 19.

O valor bruto corresponde a R$ 0,03450628312 por ação. O crédito está previsto para 11 de setembro, na modalidade à vista, sem atualização pela Selic.

As datas que o investidor precisa marcar

Para receber o provento, o acionista precisa ter as ações do banco em carteira até 1º de setembro, a chamada data com. A partir de 2 de setembro, os papéis passam a ser negociados na condição “ex-JCP“, ou seja, quem comprar a ação a partir dessa data não terá direito ao pagamento anunciado agora.

Na prática, o investidor tem duas opções: comprar o papel antes da data de corte para garantir o provento, ou aguardar o ajuste natural no preço da ação após o “ex”.

Confira o calendário:

  • Data com (último dia com direito): 1º de setembro de 2026
  • Início da negociação “ex-JCP”: 2 de setembro de 2026
  • Pagamento: 11 de setembro de 2026
  • Valor bruto: R$ 0,03450628312 por ação

Quanto isso representa

Um investidor com 1.000 ações do Banco do Brasil receberá cerca de R$ 34,50 brutos com essa parcela. Sobre o valor incide Imposto de Renda retido na fonte, à alíquota de 15%, característica do JCP que o diferencia dos dividendos, isentos para a pessoa física. Acionistas dispensados da tributação precisam comprovar a condição em uma agência do banco dentro do prazo indicado no comunicado.

Com a ação cotada a R$ 18,06 no fechamento de quarta-feira, a parcela isolada equivale a um retorno de aproximadamente 0,19% sobre o preço do papel.

Onde essa parcela se encaixa

O anúncio integra o cronograma de oito fluxos de remuneração divulgado pelo banco no início do ano, com quatro pagamentos antecipados ao longo dos trimestres e quatro complementares após o fechamento de cada período. Este é o pagamento antecipado do terceiro trimestre.

A distribuição vem poucos dias depois de outro comunicado: no dia 12 deste mês, após o balanço do segundo trimestre, o BB anunciou R$ 584,9 milhões em JCP complementar do 2T26, equivalente a cerca de R$ 0,10 por ação, também com pagamento em 11 de setembro. Neste caso, os valores são corrigidos pela Selic entre a data-base do balanço, 30 de junho, e o pagamento.

O ritmo mais contido de proventos reflete a decisão do banco de reduzir o payout para 30% em 2026, ante a faixa de 40% a 45% praticada em anos mais favoráveis. O corte foi motivado pela alta da inadimplência, especialmente no crédito rural, que pressionou os resultados e levou o banco a reforçar as provisões. O lucro líquido ajustado do primeiro semestre foi de R$ 7,3 bilhões, queda de 34% na comparação anual.

Em vídeo a investidores após o balanço do 2T26, o diretor financeiro Geovanne Tobias sinalizou que a recomposição da distribuição ainda depende do fortalecimento da posição de capital do banco. O dividend yield da BBAS3 nos últimos 12 meses está em torno de 3%, ante os patamares de dois dígitos vistos em ciclos anteriores.

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