Em19 de setembro do ano passado, David Wright e Melanie Alder, cofundadores e também marido e mulher à frente da empresa de comércio eletrônico Pattern, subiram juntos ao púlpito da Nasdaq, na Times Square. Os dois vestiam camisas pretas de botão e tênis Nike Air Force personalizados em azul e roxo. Wright, CEO da companhia sediada em Lehi, no estado de Utah, pegou o microfone para agradecer à sala repleta de funcionários.
“Mel e eu sempre ouvimos a pergunta: ‘Como vocês conseguiram?’. Nós não conseguimos… isso é um esporte coletivo”, exclamou Wright, enquanto tirava um dos tênis e, entusiasmado, o erguia diante da plateia. Foi um momento surreal para Wright e Alder. Tocar o sino da Nasdaq era algo que jamais haviam imaginado quando começaram, em 2013, revendendo ímãs de geladeira na Amazon a partir da sala de estar de Alder.
“Estávamos apenas tentando ganhar um pouco de dinheiro extra”, explica Wright, em uma sala de reuniões na sede da Pattern, com vista para a extensa paisagem montanhosa de Utah, no polo tecnológico conhecido como Silicon Slopes. “Sim, no começo, éramos apenas nós tentando sustentar nossas famílias”, acrescenta Alder, sentada ao lado dele.
Na época, ambos eram casados com outras pessoas. Alder criava quatro filhos com o homem que hoje é seu ex-marido, enquanto Wright tinha seis filhos com sua agora ex-mulher. Dinheiro já não é uma preocupação. Desde a abertura de capital em setembro, as ações da Pattern quase dobraram de preço, impulsionadas por uma valorização que se estendeu por quatro meses a partir de março e levou o valor de mercado da companhia para mais de US$ 4 bilhões (R$ 20,44 bilhões).
Em julho, quando os papéis da Pattern atingiram o recorde de US$ 29 (R$ 148,19), o patrimônio líquido do CEO David Wright chegou a US$ 1,7 bilhão (R$ 8,69 bilhões), enquanto o de Alder, diretora de estratégia, alcançou US$ 1,1 bilhão (R$ 5,62 bilhões).
Embora as ações tenham recuado desde então, o casal, que possui conjuntamente 55% da empresa, detinha em 7 de agosto uma participação avaliada em US$ 2,2 bilhões (R$ 11,24 bilhões), além de quase US$ 90 milhões (R$ 459,9 milhões) em dinheiro obtidos com a venda de parte de suas ações pouco depois do IPO.
Hoje casados, Wright e Alder oficializaram a união em 2018 e, juntos, têm dez filhos — incluindo dois deles, uma filha de Wright e um filho de Alder, que começaram a namorar pouco depois do casamento dos pais e hoje também são casados.
Como funciona o negócio da Pattern
O coração dos negócios da Pattern está em livrar marcas de consumo de uma das maiores dores de cabeça do comércio eletrônico: entender como operar em marketplaces lucrativos, mas extremamente complexos, como a Amazon, explica Scott Needham, ex-revendedor e fundador da SmartScout, empresa de pesquisa de mercado da Amazon.
A Pattern compra os produtos das marcas em grandes quantidades e assume todo o processo de venda, desde a criação das lojas virtuais até a logística de entrega. A empresa ganha dinheiro revendendo esses produtos com uma margem adicional em mais de 70 marketplaces, entre eles Amazon, TikTok Shop, Walmart e a plataforma sul-coreana Coupang.
Ao longo dos anos, a Pattern também adicionou serviços tecnológicos complementares ao negócio, utilizando ciência de dados e inteligência artificial para ajudar mais de 200 marcas — incluindo Panasonic, SkullCandy e Spanx — a vender seus produtos de maneira mais eficiente.
A marca de enxaguante bucal SmartMouth, por exemplo, registrava apenas algumas vendas na Amazon quando contratou a Pattern. A empresa conseguiu monitorar os preços de todos os enxaguantes bucais anunciados na plataforma e, a partir dessas informações, recomendar um novo valor que posicionasse melhor a SmartMouth diante dos concorrentes sem comprometer sua margem de lucro.
O software de inteligência artificial da Pattern, alimentado com imagens e vídeos dos enxaguantes bucais da SmartMouth, automatizou diversas campanhas publicitárias e criou descrições de produtos elaboradas para melhorar sua posição nos resultados de busca. Para isso, utilizou informações de anúncios e lojas de concorrentes, além de um amplo banco de dados interno acumulado pela Pattern ao longo de uma década vendendo na Amazon. Três anos depois, a SmartMouth afirma que a Amazon se tornou seu maior canal de vendas.
Essa estratégia ajudou a impulsionar um crescimento de receita superior a 40% em todos os trimestres desde que a Pattern abriu seu capital. O faturamento chegou a US$ 2,5 bilhões (R$ 12,78 bilhões) no ano passado, alta de 39% em relação a 2024, e a companhia já registrou US$ 1,6 bilhão (R$ 8,18 bilhões) em receitas no primeiro semestre de 2026.
Mas as elevadas despesas necessárias para comprar todo esse estoque e administrar entregas e devoluções para os varejistas fazem com que as demonstrações financeiras da Pattern se pareçam mais com as de uma empresa de vestuário ou de restaurantes do que com as de uma badalada companhia de tecnologia.
No ano passado, o lucro líquido somou apenas US$ 16 milhões (R$ 81,76 milhões), em grande parte devido a despesas extraordinárias relacionadas à abertura de capital. No primeiro semestre de 2026, o lucro líquido continuou modesto, equivalente a 3% da receita, ou US$ 56 milhões (R$ 286,16 milhões).
Apesar de ser um negócio intensivo em capital, a Pattern superou as expectativas de resultados em todos os trimestres e, aos poucos, começa a ganhar reconhecimento. Isso ajudou a companhia, ainda pouco conhecida, a despertar o interesse de investidores do mercado acionário e a dobrar o preço de suas ações desde março, disseram à Forbes vários analistas de software.
Também em março terminou o período de lock-up de seis meses — intervalo posterior à abertura de capital durante o qual funcionários e investidores privados ficam impedidos de vender suas ações. Com o fim da restrição, mais papéis passaram a estar disponíveis para os investidores no mercado.
A valorização foi suficiente para transformar a Pattern em uma das empresas mais valiosas da pitoresca região de Silicon Slopes, em Utah, conhecida sobretudo por abrigar companhias de tecnologia como a Qualtrics, especializada em software de análise de pesquisas e adquirida por US$ 12,5 bilhões (R$ 63,88 bilhões) em 2023, e o serviço de testes de DNA Ancestry.com, comprado por US$ 4,7 bilhões (R$ 24,02 bilhões) em 2020. E, se depender de Wright, um dia a Pattern será a empresa mais valiosa do estado.
O início da parceria
Wright cresceu em Utah com cinco irmãos. Seu pai trabalhava como avaliador de terrenos e sua mãe era professora do ensino fundamental. Alder foi criada em Nevada ao lado de sete irmãos. Seu pai sustentava toda a família com um emprego público que pagava apenas US$ 45 mil (R$ 229,95 mil) por ano, enquanto sua mãe permanecia em casa cuidando dos filhos.
Wright e Alder estudaram na Brigham Young University (BYU), em Provo, Utah, e seus caminhos se cruzaram em diferentes momentos da vida, mas eles nunca chegaram a se conhecer formalmente até que Scott Keate, então marido de Alder, os apresentasse.
Keate conhecia Wright havia anos. Vizinhos desde a infância, eles cresceram a duas casas de distância um do outro, estudaram na BYU e trabalharam na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias durante períodos que coincidiram. “Scott era alguém que Dave admirava. Acho que Scott era um ano mais velho do que Dave e foi um grande destaque da equipe de corrida cross-country quando eram jovens. Dave ficava meio impressionado com ele”, afirma uma fonte que conhecia os dois.
Por volta de 2011, as duas famílias buscavam complementar a renda com negócios imobiliários quando Keate soube que Wright procurava alguém para ajudá-lo a vender algumas de suas propriedades. Foi então que apresentou Wright à sua então esposa, Alder. Nos anos seguintes, Wright teve a oportunidade de observar de perto a maneira como ela trabalhava. “Se alguma coisa entrasse no mercado, ela já estava na propriedade enquanto ainda colocavam a chave na porta”, lembra Wright. “Ela tinha um jeito de conversar com as pessoas que fazia com que elas lhe dessem qualquer coisa que ela quisesse.”
Por isso, quando Wright soube que a mulher de seu primo havia ganhado US$ 2 milhões (R$ 10,22 milhões) revendendo faixas infantis para cabelo pela internet, não conseguiu pensar em ninguém melhor do que Alder para comandar as operações de um negócio semelhante que pretendia criar.
Durante um almoço em janeiro de 2013, Alder — que permanecia em casa cuidando dos filhos enquanto Keate, seu então marido, trabalhava em período integral como gerente de consultoria na Adobe — aceitou a proposta e começou a trabalhar imediatamente. Eles começaram com ímãs de geladeira, mas logo passaram a comercializar suplementos, loções, óleos essenciais e praticamente qualquer produto ao qual conseguissem ter acesso.
Tudo era entregue em grandes quantidades na casa de Alder e depois embalado e despachado a partir de sua sala de estar. Ela administrava as operações cotidianas, enquanto Wright contribuía principalmente com a parte tecnológica depois de cumprir sua jornada no emprego que mantinha como analista de dados na Igreja.
“Eu não tinha coragem de pedir demissão. Não sabia se daria certo”, diz Wright. “Ela comandou tudo de 2013 a 2015 — e, se formos sinceros, esses dois primeiros anos são justamente o período em que as empresas sobrevivem ou morrem.”
O crescimento da empresa — e uma mudança na relação
Em 2015, o negócio, então chamado iServe, começou a ganhar força e assinou seu primeiro contrato para se tornar revendedor exclusivo da fabricante de suplementos de saúde Thorne.
A empresa também passou a registrar lucros de forma consistente — o suficiente para que os cofundadores recebessem seus primeiros salários. Wright e seu colega Jason Wells, que se tornou diretor de tecnologia, deixaram então seus empregos para se dedicar integralmente à iServe.
Foi também naquele ano que Wright e Alder começaram a passar visivelmente mais tempo juntos, lembra Keate, ex-marido de Alder. Ainda em 2015, Alder e Wright afirmam que, separadamente, começaram a considerar o divórcio de seus respectivos cônjuges, alegando que estavam infelizes em seus casamentos por motivos que não tinham relação um com o outro.
Keate, porém, afirma que Alder admitiu a ele, naquele ano, que começava a desenvolver sentimentos por Wright. Segundo Keate, embora ele não acredite que Wright e Alder tenham estabelecido um relacionamento amoroso formal antes dos divórcios, a proximidade entre os cofundadores foi um dos fatores que pesaram para ele na separação.
A ex-mulher de Wright não quis comentar. Alder, que deixou a Igreja em 2009 depois de ter sido criada como mórmon, afirma que só passou a considerar um relacionamento com Wright depois que ele também deixou a instituição religiosa.
Wright, que abandonou a Igreja pouco depois de seu divórcio, em 2016, conta que reuniu coragem para convidar Alder para jantar no primeiro encontro dos dois, no fim daquele ano. “Você pega dois fanáticos por dados e começa a combinar isso com religião, e surgem perguntas suficientes para que, acho, nós simplesmente acabássemos saindo daquele caminho”, diz Wright.
“Na verdade, acho que foi nesse momento que se abriu a possibilidade de um relacionamento”, acrescenta Alder. “Considero muito importante estar alinhada nesse aspecto.” Menos de dois anos depois do primeiro encontro, no início de 2018, os cofundadores se casaram. Naquele mesmo ano, também mudaram o nome da empresa de iServe para Pattern, inauguraram uma sede corporativa em Silicon Slopes, em Utah, e começaram a instalar centros de distribuição fora do estado à medida que aceleravam a expansão.
O primeiro investimento externo
Depois de sete anos financiando o negócio com recursos próprios, a Pattern recebeu seu primeiro investimento externo em 2020. Foram duas rodadas de captação que, juntas, somaram US$ 277 milhões (R$ 1,42 bilhão) e avaliaram a companhia em US$ 2 bilhões (R$ 10,22 bilhões) na época.
O novo capital foi usado para aquisições, expansão internacional e contratação de profissionais à medida que crescia a demanda pelos serviços da empresa.
No fim de 2022, a Pattern já tinha 1.400 funcionários, dois novos escritórios, em Singapura e na Índia, e vendas anuais de US$ 1 bilhão (R$ 5,11 bilhões). Mas o rápido crescimento também trouxe desafios.
Em 2022, o fundador de uma empresa de cuidados com a pele que a Pattern havia adquirido em 2020, como parte de uma nova estratégia de negócios, entrou com uma ação judicial alegando comportamento sexista de superiores homens contra funcionárias de sua equipe. A Pattern negou as acusações e apresentou uma ação contra o fundador, alegando que ele havia mentido sobre a rentabilidade de seu negócio antes da aquisição.
Um porta-voz da Pattern disse à Forbes que tanto a ação quanto o processo movido pela companhia contra o fundador foram encerrados por meio de um acordo em 2024, sem admissão de irregularidades por nenhuma das partes. Embora os processos tenham sido resolvidos, o comportamento sexista descrito na ação não surpreendeu diversos ex-funcionários que conversaram com a Forbes sob condição de anonimato por medo de retaliações.
Três deles relataram episódios distintos em que homens em posições de autoridade gritaram e repreenderam funcionárias durante reuniões de equipe. Um desses casos teria ocorrido no último ano. Avaliações anônimas publicadas nos últimos anos no site de empregos Glassdoor reproduzem percepções semelhantes. Uma delas afirma que a empresa parecia “um clube de velhos amigos glorificado, no qual as mulheres frequentemente são afastadas e excluídas, muitas vezes de forma não intencional”.
Outra avaliação, mais contundente, dizia: “Se você não é um homem casado que se formou na BYU, então não há lugar para você nesta empresa.” Dois ex-funcionários, ambos com a maior parte de suas carreiras profissionais desenvolvida em Utah, disseram considerar que esse tipo de comportamento desrespeitoso não era “excepcionalmente ruim ou muito diferente” dentro da chamada “bolha de Utah”.
Eles citaram a população predominantemente mórmon do estado, os rígidos papéis de gênero e a influência que, na percepção deles, esses fatores exerceram sobre ambientes de trabalho nos quais as mulheres muitas vezes podem se sentir ignoradas, menosprezadas e excluídas.
“A Pattern leva preocupações desse tipo a sério”, escreveu um porta-voz da empresa à Forbes. “A Pattern mantém canais para que os funcionários façam denúncias, incluindo meios anônimos, investiga as reclamações quando elas são apresentadas e toma providências com base nas conclusões.”
Quando o processo foi encerrado, a Pattern já havia abandonado completamente sua breve estratégia de desenvolver marcas internamente, em vez de depender integralmente de clientes externos. A companhia acabou demitindo funcionários que havia incorporado ou contratado para essa iniciativa ou transferindo-os para outros departamentos.
Dificuldades semelhantes decorrentes do crescimento foram sentidas em toda a empresa. À medida que a estratégia da Pattern mudava rapidamente — supostamente, muitas vezes, por decisão de Wright —, vários departamentos passaram pelo que diversos ex-funcionários descrevem como mudanças bruscas e frequentes, caracterizadas internamente como “reestruturações” que envolviam demissões repentinas. Dois ex-executivos, ambos demitidos, disseram que cinco integrantes da alta administração foram dispensados ou deixaram a companhia no intervalo de aproximadamente um ano, por volta de 2024.
Os dois também lembram que Wright exigia lealdade intensa e demitia rapidamente quando considerava que alguém discordava dele, principalmente em relação aos rumos da tecnologia da empresa. Atualmente, cinco dos 11 integrantes da equipe executiva estão em suas funções há menos de dois anos. “Ou é do jeito do Dave ou é rua”, afirmou um ex-funcionário.
“Dave é bem-sucedido por um motivo”, disse um ex-executivo que foi demitido. “O cara não é burro e construiu uma equipe de pessoas leais.” Um porta-voz da Pattern rejeitou a caracterização de que as demissões teriam ocorrido de maneira abrupta ou de que o termo “reestruturação” fosse utilizado para disfarçar sua verdadeira natureza.
“O mais importante é que, depois que tomamos uma decisão, a equipe siga unida naquela direção. Isso é compromisso com o negócio, não com uma única pessoa”, escreveu Wright à Forbes. “As decisões de pessoal aqui são baseadas em desempenho e resultados, e não no fato de alguém concordar ou não comigo.”
Alder, por sua vez, afirma ter começado a assumir um papel menos central na empresa alguns anos atrás, deixando a função de diretora de operações para assumir um cargo na área de estratégia em 2018.
Diversos ex-funcionários de níveis hierárquicos mais baixos dizem que raramente viam Alder e que praticamente ninguém interagia com ela no dia a dia. Vários ex-executivos, no entanto, descrevem como o relacionamento do casal — e o fato de frequentemente conversarem sobre trabalho em casa — fazia com que ela aconselhasse Wright em decisões de nível mais elevado, inclusive em questões de recursos humanos. Por trás das decisões tomadas por Wright no escritório, muitos acreditam que Alder exerce enorme influência. “Ele praticamente a idolatra”, afirmou um ex-executivo.
Utah como casa
Quem vê de fora talvez não entenda, mas Wright e Alder afirmam que não conseguiriam imaginar a construção da Pattern em nenhum outro lugar além de Utah.
“A ética de trabalho é incrível. As pessoas têm muita integridade e crescem com muita disciplina desde muito novas”, diz Wright, que também destaca as condições tributárias favoráveis do estado. “A cultura conservadora favorece os negócios de muitas maneiras.”
De fato, a U.S. News & World Report classificou Utah neste ano como o melhor estado dos Estados Unidos no ranking geral pelo quarto ano consecutivo, um recorde. O resultado foi impulsionado pelo crescimento econômico e pelas oportunidades oferecidas pelo estado — incluindo a expansão do setor de tecnologia —, além da infraestrutura pública e da educação.
Ainda assim, nenhuma empresa de Utah está entre as 500 maiores companhias abertas dos Estados Unidos em receita. Isso ao mesmo tempo intriga e motiva Wright, que acredita que a Pattern está a caminho de integrar esse grupo.
Alguns críticos discordam. Entre eles está um duro relatório publicado em dezembro de 2025 pela newsletter financeira The Bear Cave, especializada em teses de venda a descoberto, que argumentou que a Pattern jamais chegará perto desse patamar.
O documento citou a dependência excessiva da Amazon — responsável por 93% da receita da companhia no ano passado —, a concentração na categoria de suplementos de saúde, que representou 69% das compras de estoque no período, e fracassos anteriores de aceleradoras ou agregadoras da Amazon, como a Pharmapacks, que apresentou um crescimento de receita surpreendentemente expressivo nos anos anteriores à sua falência, em 2022.
As ações da Pattern despencaram 13% no dia em que o relatório foi publicado, no ano passado. Desde então, os papéis dobraram de valor. A Pattern não quis comentar o relatório. Independentemente disso, Wright e Alder dizem nunca ter vivido um momento tão empolgante.
“Estamos na interseção da transformação mais significativa na maneira como os consumidores compram — e isso será o comércio agêntico”, afirma Wright. “Houve um momento em que pensávamos que talvez existissem apenas alguns modelos de IA — OpenAI, Gemini —, mas acho que todos estamos percebendo rapidamente que existem muitos modelos se destacando, mais do que imaginávamos.”
Em um futuro no qual os consumidores possam fazer compras diretamente por meio de diversos modelos de inteligência artificial, a Pattern afirma que pretende tratá-los como novos marketplaces — da mesma forma que aprendeu a operar no TikTok Shop quando a plataforma ganhou popularidade. Wright não detalha seus planos, mas classifica as compras por meio da inteligência artificial como uma das maiores oportunidades que a Pattern já teve.
Ainda não está claro quando comprar diretamente por modelos de IA se tornará algo comum — ou mesmo se isso de fato acontecerá. Por enquanto, porém, não faltam motivos para tirar o sono dos cofundadores.
*Reportagem originalmente publicada em Forbes.com