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Pré-mercado: Abertura em Alta Apesar do Avanço no Preço do Petróleo

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta terça-feira, 4 de agosto

3 min

Bom dia. Estamos na terça-feira, 4 de agosto.

Cenário

A terça-feira começa com viés de alta nos mercados globais. Os futuros dos principais índices americanos operam em terreno positivo antes da abertura em Nova York. As ações brasileiras ambém sobem no pré-mercado, acompanhando o movimento externo. O apetite por risco predomina, mesmo com a commodity mais sensível ao humor global apresentando volatilidade.

O petróleo Brent sobe cerca de 2% nesta manhã, aproximando-se de US$ 85,70 o barril. O movimento contrasta com relatos de sessões anteriores, quando a commodity chegou a registrar quedas acentuadas diante de sinais de normalização do fluxo no Estreito de Ormuz e da manutenção do ritmo de aumento de produção pela Opep+.

A reversão desta terça-feira reforça a volatilidade do mercado de energia, que segue reagindo a cada novo sinal sobre as conversas entre Estados Unidos e Irã. Na segunda-feira, Teerã negou a existência de negociações em andamento com Washington, depois de o presidente Donald Trump afirmar que havia suspendido um ataque ao país para dar espaço à diplomacia.

Nos Estados Unidos, os investidores mantêm o foco na temporada de balanços do segundo trimestre, com divulgações relevantes previstas para os próximos dias. O mercado também segue monitorando os desdobramentos da política monetária americana.

O Federal Reserve (Fed), banco central americano, manteve a taxa de juros estável na reunião mais recente, pela quinta vez consecutiva. Hoje será divulgado o relatório JOLTs de junho, com os dados de abertura de vagas e da rotatividade de trabalho nos Estados Unidos, iniciando os números do mercado de trabalho do país.

No Brasil, o dia é marcado pelo início da reunião do Comitê de Política Monetária, o Copom, do Banco Central. O colegiado se reúne nesta terça e conclui os trabalhos na quarta-feira, quando o comunicado sobre a nova taxa Selic deve ser divulgado após o fechamento dos mercados.

A taxa básica de juros está em 14,25% ao ano, após três cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual nas reuniões de março, abril e junho. A expectativa predominante do mercado é de um novo corte de 0,25 ponto, levando a Selic a 14% ao ano.

Até poucos dias atrás, esse corte era visto como o último do ciclo em 2026. O cenário mudou com o boletim Focus divulgado na segunda-feira, que trouxe a primeira redução na projeção da Selic para o fim do ano desde março.

A mediana das estimativas caiu para 13,75% ao ano, ante os 14% que vinham prevalecendo na maior parte do ano. Com isso, os investidores devem dedicar atenção redobrada ao comunicado do Copom, buscando sinais sobre o ritmo dos próximos cortes e sobre como o colegiado avalia os riscos inflacionários recentes, entre eles a volatilidade do petróleo e o cenário fiscal doméstico.

Perspectivas

Os contratos futuros dos principais índices americanos e as cotas do Exchange Traded Fund (ETF) EWZ iShares MSCI Brazil estão em alta no pré-mercado.

Indicadores

BRASIL

Inflação IPC-Fipe (Jul)

Observado: – 0,03%

Esperado: ND

Anterior: + 0,18%

Produção Industrial (Jun)

Esperado: – 0,7%

Anterior: – 0,2%

Produção Industrial (12M)

Esperado: 3,0%

Anterior: 0,2%

ESTADOS UNIDOS

Balança Comercial (Jun)

Esperado: – US$ 73,00 bilhões

Anterior: – US$ 77,60 bilhões

Ofertas de Emprego JOLTS (Jun)

Esperado: 7,440 milhões

Anterior: 7,594 milhões

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