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Pré-mercado: Agosto Termina com Volta das Hostilidades no Oriente Médio

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta segunda-feira, 31 de agosto

3 min

Bom dia. Estamos na segunda-feira, 31 de agosto.

Cenários

Os contratos futuros dos principais índices americanos estão em leve queda no pré-mercado. O motivo é a retomada de ataques entre americanos e iranianos, os primeiros em mais de um mês.

O Comando Central dos Estados Unidos confirmou no domingo (30) que forças americanas atingiram dois lançadores de foguetes na ilha iraniana de Larak, no estreito de Ormuz. O ataque foi o primeiro reconhecido publicamente contra as posições iranianas desde o fim de julho.

A mídia estatal iraniana informou que o Irã atacou bases americanas na Jordânia em retaliação. As forças armadas jordanianas afirmaram ter interceptado mísseis que entraram no espaço aéreo do país. Não há registro de vítimas confirmadas até o momento.

Os preços do petróleo sobem com a retomada das hostilidades. O petróleo WTI é negociado a US$ 86,25 o barril, alta de 3,4%. O Brent, referência internacional, sobe 3,6%, a US$ 91,24 o barril.

As tensões no Oriente Médio e o temor com a inflação provocaram fortes oscilações no mercado americano durante o mês. A perspectiva de uma alta dos preços devido ao aumento do petróleo levou os rendimentos dos títulos públicos americanos aos níveis mais altos desde 2007.

Além disso, Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, fez novas advertências contra a inflação. Na sexta-feira (28), durante o seminário de Jackson Hole, ele disse que a inflação ainda o preocupa. Segundo Warsh, os dados deste verão vieram melhores do que o esperado, mas não indicam melhora consistente. Os investidores interpretaram essas declarações como uma sinalização de alta de 25 pontos-base nos juros referenciais americanos, os Fed Funds, na reunião de setembro.

Mesmo assim, Wall Street caminha para fechar o mês em alta, devido à valorização das ações das empresas de tecnologia. O Dow Jones sobe 2,1% no mês e busca o quinto avanço mensal seguido. O S&P 500 e o Nasdaq Composite sobem 3% e 4%, respectivamente, e teriam o primeiro mês positivo desde maio. Os dois índices bateram recordes históricos em agosto.

Ações ligadas a empresas de inteligência artificial lideram os ganhos do mês. O setor de tecnologia do S&P 500 sobe quase 6%. A Nvidia avança mais de 8%. Microsoft e Micron Technology sobem 11% e 13%.

Perspectivas

Com relação ao mercado brasileiro, a edição desta segunda-feira do Boletim Focus trouxe uma redução marginal da inflação esperada para 2026, que recuou para 5,01% ante os 5,02% da edição anterior e ante os 5,03% de quatro semanas atrás. As projeções para a taxa Selic seguem inalteradas, sendo de 13,75% ao ano em 2026 e de 12% ao ano em 2027.

O Ibovespa acumula sequência de sessões positivas e fechou a última, na sexta-feira, em alta de 0,30%. Petrobras concentrou o maior volume negociado no pregão anterior. As cotas do Exchange Traded Fund (ETF) EWZ iShares MSCI Brazil, que representa ações brasileiras negociadas no mercado americano, estão em leve alta no pré-mercado.

Indicadores

BRASIL

Boletim Focus

ESTADOS UNIDOS

PMI de Chicago (Ago)

Esperado: 57,8

Anterior: 57,6

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