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Pré-mercado: Trump Vai À Guerra Econômica e Petróleo Está em Queda

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta segunda-feira, 24 de agosto

4 min

Bom dia. Estamos na segunda-feira, 24 de agosto.

Cenários

A semana começa com uma queda no preço do petróleo, enquanto os investidores aguardam detalhes da guerra econômica de Donald Trump contra o Irã. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, concederá uma entrevista coletiva às 14h (horário de Brasília) para revelar medidas econômicas ainda mais severas contra um país que sofre sanções econômicas quase contínuas desde a Revolução Islâmica de 1979.

Os contratos futuros do petróleo Brent caíram 1,8%, para US$ 92,70 enquanto o petróleo bruto West Texas Intermediate dos EUA estava cotado a US$ 84,90 por barril, queda de 2,15%. Os contratos futuros dos principais índices americanos e as ações brasileiras negociadas em Wall Street iniciavam o dia em leve queda no pré-mercado.

Na semana passada, Trump afirmou que as sanções também atingirão qualquer país que auxilie o Irã, mas não mencionou Rússia e China, dois dos principais aliados da república islâmica. Por isso os investidores aguardam o que Bessent vai dizer.

A percepção dos analisas é que no caso de não haver nenhuma ação contra China, Rússia ou Índia as medidas carecerão de credibilidade, e o petróleo poderá sofrer uma recuperação.

Há também a sensação de que a mudança para sanções, que podem levar meses ou anos para surtir efeito, é uma admissão da Casa Branca de que a ação militar fracassou e o conflito se arrastará indefinidamente.

Os analistas também avaliam a possibilidade de Teerã retaliar com ataques contra a infraestrutura energética no Golfo. O Irã já prometeu interromper todas as exportações de petróleo do Golfo “se a guerra econômica continuar”.

Quando foi atacado, o país enfrentava inflação alta, moeda desvalorizada, escassez de energia, sanções econômicas e fragilidades estruturais profundas. Agora precisa lidar também com infraestrutura danificada, comércio interrompido, perda de produção e o custo da reconstrução.

Embora o discurso do governo iraniano permaneça desafiador, autoridades entrevistadas pela Reuters disseram temer que as novas punições econômicas possam aumentar as dificuldades, reacender a agitação e corroer ainda mais a legitimidade da República Islâmica.

Bessent também deverá enfrentar questionamentos sobre seu plano de recompra dupla de títulos, que, até agora, teve sucesso limitado em acalmar o mercado do Tesouro. Os rendimentos dos títulos de 30 anos estão sendo negociados em torno de 5,25%, muito próximos da máxima de 19 anos da semana passada, de 5,3371%.

Como muitos analistas observaram, as recompras não resolvem os problemas subjacentes da dívida e do déficit, apenas trocando dívidas de longo prazo por títulos de curto prazo e provavelmente com rendimentos mais altos.

O esforço de Bessent para afrouxar efetivamente as condições financeiras também entra em conflito com a aparente dependência do presidente do Fed, Warsh, do mercado de títulos para apertar a política monetária, de modo que ele não precise aumentar a taxa básica de juros e correr o risco da ira de Trump.

Perspectivas

A semana começa com queda nos preços. Há poucos indicadores econômicos relevantes nesta segunda-feira, mas a semana terá a prévia da inflação no Brasil, medida pelo IPCA-15, e a inflação americana de julho medida pelo Personal Consumption Expenditure. Na quinta e na sexta-feira será realizado o encontro anual de Jackson Hole, no Wyoming, onde espera-se que Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, sinalize qual sua visão para a inflação e para os juros.

Indicadores

BRASIL

Boletim Focus

ESTADOS UNIDOS

Sem indicadores relevantes

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