Ao projetar os próximos passos da instituição em um cenário de transformações como negociação 24/7 e tokenização de ativos, Chris Egan, CEO da B3, sintetizou a visão estratégica da companhia em quatro pilares prioritários: clientes, tecnologia, pessoas e confiança.
O avanço apoia a infraestrutura da bolsa paulista, que processa cerca de 10 milhões de negócios diariamente.
Egan detalhou que para dar suporte a essa demanda, a B3 acelerou sua transformação digital com o uso intensivo de inteligência artificial: 35 modelos de linguagem (LLMs) e cerca de 3 mil agentes de IA. A estrutura permitiu reduzir em 40% o tempo de entrega de novos produtos e soluções para o mercado.
Em discurso na B3 Week, Egan afirmou que a missão central da bolsa é conectar o Brasil ao fluxo global de capitais de forma bidirecional, para aumentar o acesso de investidores estrangeiros ao mercado do Brasil.
Um destaque, levantado pelo executivo, é a forte presença do capital internacional aqui e o avanço da diversificação de investimentos. Hoje quase metade do volume negociado no mercado de ações da B3 é de investidores não residentes.
No entanto, a bolsa já disponibiliza mais de 800 BDRs e 300 ETFs estrangeiros que permitem acesso à ativos e mercados globais para investidores brasileiros.