Após disparar mais de 8% na véspera na esteira da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o dólar iniciou a terça-feira (27) em baixa ante o real, com o mercado demonstrando maior acomodação.
Às 10h, o dólar à vista cedia 1,22%, a R$5,3406 na venda. O dólar futuro para novembro, atualmente o mais líquido no mercado brasileiro, tinha queda de 0,57%, aos R$5,3475.
O dólar encerrou a segunda-feira com alta de 8,36%, aos R$5,4066, com os investidores reagindo negativamente à vitória de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL). Além do ajuste de posições, a disparada refletiu os receios em torno da continuidade da atual política fiscal.
Nesta terça-feira (27), porém, o dólar oscilava em baixa, ensaiando um ajuste em relação ao movimento da véspera.
Em rápida entrevista a jornalistas no Ministério da Fazenda nesta manhã, o ministro Dario Durigan reafirmou a intenção do governo de buscar o centro da meta fiscal. A medida, segundo ele, será tratada com o Congresso.
O ministro pontuou ainda que a forte pressão vista na segunda-feira (26) na bolsa, no câmbio e no mercado de juros futuros representou uma “troca de posição, porque o mercado estava apostando em outro candidato”.
Para ele, já há nesta terça-feira (27) uma reação no mercado local de acomodação de expectativas.
No exterior, a moeda norte-americana também cedia ante outras divisas de países emergentes, como o peso chileno e a rupia indiana. No entanto, avançava ante o euro e a libra.
Às 9h45, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, subia 0,15%, a 102,170.
Às 11h30, o Banco Central realiza seu leilão regular de rolagem de swap cambial, com oferta de 80.000 contratos para 3 de novembro.
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