Nesta segunda-feira (26), economistas consultados pelo Banco Central (BC) reduziram as projeções para a inflação, o crescimento da economia e o dólar no fim deste ano. O Boletim Focus também mostrou uma revisão para baixo na expectativa para a taxa básica de juros em 2027.
Esse é o primeiro Focus pós-eleições presidenciais. Na disputa, Lula (PT) reverteu a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) e conquistou um quarto mandato na Presidência da República.
Após o resultado, ativos brasileiros negociados no exterior registravam fortes perdas. A expectativa é de pressão sobre as ações de empresas brasileiras e sobre o real no pregão desta segunda.
A estimativa para o IPCA ao fim de 2026 passou de 5,22% para 5,19%. Para 2027, houve uma leve alta, de 4,32% para 4,34%. Já a previsão para 2028 permaneceu em 3,75%.
A meta de inflação é de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
As expectativas para a atividade econômica também recuaram. O mercado prevê agora crescimento de 1,80% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, ante 1,83% na semana anterior. Para o próximo ano, a estimativa passou de 1,32% para 1,31%.
No câmbio, a projeção para o dólar no fim deste ano caiu de R$ 5,13 para R$ 5,05. Já para 2027, a estimativa recuou de R$ 5,22 para R$ 5,15.
A previsão para a Selic no encerramento de 2026 foi mantida em 13,25% ao ano. Os economistas esperam que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduza os juros em 0,25 ponto percentual na reunião de novembro. Outro corte, de mesma magnitude, é esperado para dezembro.
Para o fim do ano que vem, a projeção para a Selic caiu de 12% para 11,75% ao ano.