1. Início
  2. /
  3. Forbes Money
  4. /
  5. Ibovespa Cai e Dólar Sobe com Pesquisas Mostrando Empate Técnico entre Flávio e Lula
Forbes Money

Ibovespa Cai e Dólar Sobe com Pesquisas Mostrando Empate Técnico entre Flávio e Lula

O índice cedeu 1,04%, a 206.887,52 pontos, e a moeda americana encerrou a sessão com elevação de 0,74%, a R$ 5,022

6 min

O Ibovespa encerrou a terça-feira em queda firme, após uma sessão marcada por realização de lucros depois dos recordes históricos da semana anterior, ao mesmo tempo em que investidores avaliaram as últimas pesquisas eleitorais sobre a disputa presidencial. O índice caiu 1,04%, a 206.887,52 pontos, após marcar 206.146,15 na mínima e 209.071,98 na máxima do dia.

O volume financeiro no pregão desta terça-feira somou R$45,63 bilhões.

Na volta do feriado, a bolsa brasileira passou por ajustes após atingir altas históricas na casa dos 209 mil pontos na última semana, embalada pelo resultado do primeiro turno da disputa presidencial.

Desde então, o foco dos investidores se voltou para as pesquisas de intenção de voto para o segundo turno.

Levantamento BTG/Nexus divulgado nesta terça-feira mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 48% das intenções de voto contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro levantamento do instituto após o primeiro turno da eleição, realizado em 4 de outubro. O resultado é um empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Também divulgada nesta terça, a pesquisa PoderData/Aya mostrou Flávio com 51% e Lula 49%, empatados dentro da margem de erro de 1,8 ponto percentual.

Parte do mercado enxerga uma possibilidade maior de um ajuste fiscal em um eventual governo Flávio Bolsonaro, embora o senador ainda não tenha delineado um plano concreto de controle das contas públicas.

“Com o segundo turno em 25 de outubro e as pesquisas mostrando uma disputa apertada, o mercado deve continuar reagindo a cada novo levantamento”, disse Maria Carolina Luchesi, especialista de investimentos da Hike Capital.

Segundo a profissional, com a maior cautela no exterior por conta da correção das empresas ligadas à inteligência artificial, “o cenário aponta para volatilidade elevada nas próximas semanas, o que não significa, necessariamente, uma reversão da tendência”.

Em Nova York, as bolsas tiveram desempenho negativo na maior parte do dia, com as ações do setor de chips ampliando as perdas recentes e os investidores analisando os resultados trimestrais mistos do Citigroup e de outros grandes bancos dos EUA. O S&P 500 fechou em queda de 0,02%.

Destaques

• VALE ON recuou 1,09%, pressionando negativamente o Ibovespa, em linha com o desempenho do preço do minério de ferro no exterior. O contrato de minério de ferro para janeiro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) na China encerrou o pregão com queda de 1,1%, US$101,11 por tonelada.

• ITAÚ UNIBANCO PN recuou 1,57%, em dia de perdas no setor. BRADESCO PN caiu 0,97% e BANCO DO BRASIL ON cedeu 1,58% enquanto SANTANDER BRASIL UNIT ganhou 0,17%.

• PETROBRAS PN subiu 1,52% e PETROBRAS ON avançou 0,72%, na contramão das perdas da commodity no exterior.

• MAGAZINE LUIZA ON caiu 7,04%, sendo um dos destaques negativos da bolsa e C&A MODAS ON caiu 5,96%, em dia de alta dos juros futuros.

Dólar sobe

O dólar fechou a terça-feira pós-feriado no Brasil em alta, depois de novos dados da corrida presidencial indicarem empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto no exterior a moeda norte-americana cedeu ante boa parte das demais divisas.

O dólar à vista encerrou a sessão com elevação de 0,74%, a R$5,0227. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 8,50%. Às 17h15, o dólar futuro para novembro — o mais negociado no Brasil — subia 0,56% na B3, aos R$5,0400.

A nova pesquisa BTG/Nexus mostrou pela manhã Flávio com 48% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% de Lula. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois estão em empate técnico. O percentual de eleitores que não pretendem votar ou que votarão em branco ou nulo está em 5%. O levantamento foi realizado entre 10 e 12 de outubro.

Essa foi a primeira pesquisa realizada pela Nexus após o primeiro turno, quando Flávio ficou 1,87 ponto percentual à frente de Lula.

Na pesquisa PoderData/Aya, também divulgada nesta terça-feira, Flávio obteve 51% e Lula somou 49%, empatados dentro da margem de erro de 1,8 ponto percentual. O segundo turno eleitoral acontece em 25 de outubro.

No mercado, boa parte dos agentes considera que, com Flávio no Planalto, crescem as chances de um maior controle das contas públicas — ainda que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado propostas concretas de ajuste.

No limite, o equilíbrio das contas públicas abriria espaço para juros mais baixos, o que se refletiu na semana passada na redução de prêmios na curva de DIs (Depósitos Interfinanceiros) e no recuo do dólar ante o real.

Nesta terça-feira, porém, o dólar se manteve em alta, na esteira dos números sobre a corrida eleitoral.

“Ontem o dólar subiu lá fora, então hoje houve um ajuste técnico de alta na abertura da sessão no Brasil. Mas depois também surgiram as pesquisas, que assustaram o mercado”, comentou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. “Então, foi mais o ‘trade eleitoral’ que fez com que o dólar subisse ante o real”, acrescentou.

O movimento esteve na contramão do exterior, onde a moeda norte-americana recuou ante divisas fortes como o iene, o euro e a libra. O dólar também cedeu ante divisas de emergentes como a rupia indiana, o peso colombiano e o rand sul-africano, mas avançou ante o peso mexicano.

Às 17h05, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,34%, a 102,190.

No fim da manhã, por conta de um problema técnico, o Banco Central cancelou o leilão regular de rolagem de swap cambial com oferta de 50.000 contratos para 3 de novembro.

Assine Forbes. Inspire-se, lidere, conquiste. Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação.