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Ibovespa Fecha em Queda com Pesquisas Eleitorais no Foco

O Datafolha divulgará uma nova pesquisa sobre o segundo turno no início da noite desta quinta-feira

8 min

O Ibovespa encerrou a quinta-feira em queda, com investidores aguardando a publicação de nova pesquisa Datafolha sobre o segundo turno das eleições presidenciais, após sondagens recentes mostrarem o estreitamento da distância entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,06%, a 204.324,26 pontos, após marcar 203.110,43 na mínima e 206.520,28 na máxima do dia.

O volume financeiro no pregão desta quinta-feira somou R$40,67 bilhões.

O Datafolha divulgará uma nova pesquisa sobre o segundo turno no início da noite desta quinta-feira.

Na véspera, pesquisa Quaest mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) somava 44%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, o que classifica o resultado como empate técnico, assim como a pesquisa BTG/Nexus publicada na terça-feira.

Na leitura de parte dos operadores do mercado, uma vitória de Flávio Bolsonaro poderá elevar as chances de um maior controle das contas públicas, apesar do candidato e seus porta-vozes econômicos ainda não tenham apresentado propostas concretas de ajuste.

Nesse contexto, o Ibovespa exibiu queda firme ao longo da manhã, superando o 1%. Contudo, no início da tarde, o movimento perdeu força, com o índice chegando a operar no zero a zero, mas firmou-se no campo negativo novamente nas horas seguintes.

“Historicamente, mais volatilidade é esperada nesse período, tanto no dólar quando no Ibovespa, e o mercado costuma ser mais sensível ao noticiário”, disse o analista de investimentos da Nomad, Luca Girardi.

Dessa forma, segundo o profissional, “aceno de candidatos, discursos, legislações aprovadas, pesquisas, enfim, movimentações nesse período podem gerar mais volatilidade do que costumeiramente gerariam”.

Nesse contexto, os investidores também acompanharão a participação do presidente Lula na sabatina na TV Globo, nesta quinta-feira, após o Jornal Nacional.

Outro elemento doméstico observado pelo mercado foi aprovação, na noite de quarta-feira, do fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada de trabalho semanal no Senado, em uma vitória para o governo Lula em um dos principais temas da campanha eleitoral.

Em Nova York, o S&P 500 fechou em alta de 0,32%, recuperando-se das perdas iniciais, à medida que os investidores, preocupados com as ações do setor de IA, passaram a apostar na Eli Lilly, na UnitedHealth e em outras ações dos setores de saúde e de bens de consumo.

DESTAQUES

• PETROBRAS PN caiu 1,29% e PETROBRAS ON recuou 1,23%. No exterior, o petróleo Brent no exterior, que fechou em queda de 0,13%, a US$105,92 o barril.

• ITAÚ UNIBANCO PN recuou 1,29%, em mais uma sessão negativa para a maior parte do setor. BRADESCO PN perdeu 0,67% e BANCO DO BRASIL ON cedeu 1,78%, enquanto SANTANDER BRASIL UNIT subiu 0,60%.

• VALE ON recuou 0,45%, em linha com o movimento do preço do minério de ferro no exterior, que atingiu a menor cotação em dois anos. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) na China encerrou o pregão diurno com queda de 0,44%, a US$100,36 por tonelada.

• DIRECIONAL ON despencou 9,26%, sendo a maior queda do Ibovespa, após a construtora e incorporadora divulgar queda nas vendas e nos lançamentos do terceiro trimestre. MRV ON fechou em queda de 4,94% e CURY ON caiu 3,84%.

• MAGAZINE LUIZA ON caiu 4,24%, revertendo a alta vista pela manhã e ficando entre as maiores perdas do índice. A empresa anunciou nesta quinta-feira que iniciou uma parceria com a Shopee para levar itens de seu estoque próprio ao marketplace digital.

• ASSAÍ ON caiu 3,14%. A empresa disse na véspera que não tem estudos em andamento ou uma oferta subsequente de ações em preparação, segundo comunicado ao mercado.

• CASAS BAHIA ON, que não faz parte do índice, subiu 1,83%. Na véspera, a empresa anunciou que seu conselho de administração aprovou contratação de crédito rotativo de R$250 milhões junto ao Banco do Brasil.

Dólar acelera alta com mercado ansioso antes de pesquisa Datafolha

O dólar ganhou força ante o real na reta final desta quinta-feira e fechou a sessão com alta superior a 1%, em meio à preocupação de investidores de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possa ter se aproximado do senador Flávio Bolsonaro (PL) na pesquisa eleitoral do Datafolha.

O novo levantamento do Datafolha sobre as intenções de voto no segundo turno será divulgado no início da noite. Durante o dia, o dólar também reagiu em alta à pesquisa Quaest mostrando empate técnico entre os dois candidatos na disputa presidencial.

O dólar à vista encerrou a sessão com elevação de 1,17%, a R$5,0885, o maior valor de fechamento desde 2 de outubro, dois dias antes do primeiro turno, quando era cotado a R$5,2173.

No ano, a divisa passou a acumular baixa de 7,30%.

Às 17h15, o dólar futuro para novembro — o mais negociado no Brasil — subia 0,79% na B3, aos R$5,1040.

Pesquisa Quaest divulgada na noite de quarta-feira mostrou Flávio com 46% das intenções de voto no segundo turno, contra 44% de Lula. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, os candidatos estão tecnicamente empatados. Os indecisos são 1%, enquanto 9% disseram que votarão em branco, nulo ou que não votarão.

O levantamento revelou também que Flávio é rejeitado por 54% dos eleitores e Lula por 53%.

Esse cenário de empate técnico trazido pela Quaest, já identificado pela pesquisa BTG/Nexus na terça-feira, voltou a impulsionar as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) e o dólar ante o real nesta quinta-feira.

Isso porque no mercado boa parte dos agentes considera que com Flávio no Planalto cresceriam as chances de um maior controle das contas públicas — ainda que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado até o momento propostas concretas de ajuste.

Também na noite de quarta-feira, o Senado aprovou o fim da escala de trabalho 6 x 1 e a redução da jornada de trabalho semanal, em uma vitória para o governo Lula em um dos principais temas da campanha eleitoral.

Flávio, que não discursou sobre o assunto durante os debates no Senado, votou pelo fim da escala, em uma mudança de posição sobre a proposta. Na terça-feira, o senador defendeu que o governo pague uma compensação às empresas, mas não abordou os eventuais impactos fiscais disso.

Na reta final da sessão, o dólar atingiu novos picos em meio à expectativa que antecede a divulgação da nova pesquisa Datafolha. Às 16h30 — meia hora antes do fechamento — o dólar à vista atingiu a cotação máxima de R$5,0991 (+1,38%), para depois fechar perto disso.

O avanço do dólar ante o real contrastou com o cenário visto no exterior, onde a moeda norte-americana sustentou perdas ante outras divisas fortes e ante boa parte das divisas de países emergentes.

Às 17h15, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes — caía 0,18%, a 102,030.

Brent fecha praticamente estável enquanto EUA consideram aliviar sanções à frota-sombra

O petróleo Brent apresentou poucas variações nesta quinta-feira, enquanto os investidores avaliavam possíveis medidas dos Estados Unidos para flexibilizar as restrições à “frota-sombra” mundial de petroleiros, e o conflito no Oriente Médio mantinha um prêmio de risco geopolítico no mercado.

A referência internacional fechou em queda de 0,13%, a US$105,92 o barril.

Os futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos fecharam em alta de US$ 2,88, ou 3,03%, a US$97,97 por barril, depois que uma grande redução nos estoques de petróleo dos EUA ajudou a sustentar os preços.

As discussões sobre a “frota-sombra” ocorrem dias depois que o presidente norte-americano Donald Trump suspendeu temporariamente as sanções ao diesel russo para amenizar um aumento repentino nos preços globalmente. As novas negociações se concentram na possibilidade de Washington permitir que “petróleo legal” seja transportado em navios anteriormente sancionados, disse uma autoridade norte-americana.

O Departamento de Energia afirmou que qualquer medida para aliviar as sanções à frota-sombra não ajudaria a Rússia a transportar petróleo ou derivados. O Departamento do Tesouro encaminhou as perguntas ao Departamento de Energia.

Os estoques de petróleo e de refinados dos EUA caíram, enquanto os estoques de gasolina aumentaram na semana passada, informou a Administração de Informações sobre Energia (AIE) nesta quinta-feira. [EIA/S]

Os estoques de petróleo caíram 8,6 milhões de barris, para 415,6 milhões de barris, na semana encerrada em 9 de outubro, informou a AIE, em comparação com as expectativas dos analistas em uma pesquisa da Reuters, que apontavam para uma redução de 288 mil barris.

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