O J.P. Morgan elevou a recomendação das ações brasileiras para “overweight” nesta segunda-feira, revertendo um rebaixamento de agosto, e afirmou que vê um perfil de risco-retorno mais favorável para o mercado após o recente resultado do primeiro turno da eleição presidencial do país.
A corretora afirmou que a redução da incerteza política a levou a reavaliar os ativos brasileiros, o que motivou a elevação da recomendação de “neutro”.
“Esse potencial de alta é melhor do que o que qualquer outro mercado da América Latina pode oferecer”, escreveram os estrategistas do J.P.Morgan em uma nota.
O Ibovespa subia quase 8,52% no início da tarde desta segunda, colocando o principal índice acionário do maior país da América Latina a caminho de seu maior salto em um único dia desde o início da pandemia. A Petrobras, gigante do setor de petróleo , subia 10%, enquanto o banco BTG Pactual disparou 27,78%.
A previsão surge um dia após o primeiro turno da eleição presidencial, que definiu um segundo turno no dia 25 de outubro entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O desempenho de Flávio no primeiro turno, melhor do que o esperado, impulsionou as expectativas de políticas mais favoráveis ao mercado, sustentando os preços dos ativos brasileiros e melhorando o ânimo dos investidores.
A corretora previu que as ações brasileiras poderiam valorizar entre 12% e 20%. As perspectivas de novas reduções na taxa Selic, apoiadas por um real mais forte, poderiam impulsionar ainda mais as ações, acrescentou.
Embora as ações brasileiras tenham ficado atrás de algumas de seus pares dos mercados emergentes em alguns momentos deste ano, o J.P. Morgan afirmou que os recentes desdobramentos políticos o levaram a adotar uma visão mais construtiva em relação à região como um todo.
Enquanto isso, os analistas rebaixaram a recomendação do Chile para “neutra”, citando preços mais baixos do lítio, custos mais elevados do petróleo e condições econômicas domésticas moderadas.