Bom dia. Estamos na quinta-feira, 8 de outubro.
Cenários
Os contratos futuros dos principais índices americanos e as cotas do Exchange Traded Fund (ETF) EWZ iShares MSCI Brazil operam em baixa no pré-mercado desta quinta-feira, 8. Os contratos futuros do Nasdaq recuam 0,86%, e os do S&P 500 caem 0,58%.
A pressão vem da alta dos preços do petróleo, que reage ao risco de uma escalada militar no Oriente Médio. O EWZ, que serve de referência para o apetite de investidores estrangeiros por ativos brasileiros, está em baixa de 0,9%.
A principal causa é a alta dos preços do petróleo. Os contratos futuros de dezembro do Brent, referência para o mercado internacional e para a Petrobras, avançam 3,10%, a US$ 103,31 por barril. Os contratos com vencimento em novembro do WTI, referência para o mercado americano, ganham 2,82%, a US$ 90,77 por barril.
Segundo a NBC News, Donald Trump discutiu com sua equipe de segurança a possibilidade de retomar operações militares de grande escala no Irã nas próximas semanas. A emissora informa que as opções incluem ataques antes das eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para o mês que vem.
As tensões no Oriente Médio também aumentam. Os houthis, grupo apoiado pelo Irã, atacaram recentemente aeroportos na Arábia Saudita. Teerã, por sua vez, ataca navios-petroleiros no Estreito de Ormuz, rota por onde passa parte relevante do petróleo transportado por mar.
Nesse cenário, os investidores estão cada vez mais convencidos de que haverá uma alta dos juros americanos ainda neste ano. O movimento ganhou força com as declarações de Christopher Waller, membro do conselho de governadores do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos.
Waller afirmou nesta quinta-feira que novas altas de juros serão provavelmente necessárias para levar a inflação à meta de 2%. Ele disse, porém, que há “flexibilidade” quanto ao ritmo dos aumentos e deixou aberta a possibilidade de uma pausa na reunião de outubro do Fed.
“Se os dados econômicos continuarem a surgir conforme o esperado, antecipo novas altas para apoiar um retorno mais rápido da inflação à nossa meta de 2%”, disse Waller, em discurso preparado para um fórum do Banco Central da Turquia, em Istambul.
“Mas há alguma flexibilidade sobre quando essas altas ocorrerão. Elas não precisam acontecer em reuniões consecutivas, mas devem estar em vigor em um prazo aceitável”, completou.
As falas de Waller se somam às de outros dirigentes do Fed nos últimos dias. Eles sugerem que o banco central deve manter a taxa básica na faixa de 3,75% a 4% na reunião de 27 e 28 de outubro. Uma alta de juros deve ocorrer em dezembro, caso os dados mostrem desemprego baixo, crescimento da atividade e avanço limitado, se houver, no combate à inflação.
Perspectivas
Ao longo do dia, os investidores acompanham dois fatores. O primeiro são as notícias sobre o Irã e seus efeitos sobre o preço do petróleo. O segundo são os sinais do Fed sobre o ritmo dos juros nos Estados Unidos. As duas variáveis seguem como referência para o mercado até a reunião de outubro.
Indicadores
BRASIL
Sem indicadores relevantes
ESTADOS UNIDOS
Fala de Christopher Waller, do Fed
Pedidos iniciais de seguro-desemprego
Esperado: 200 mil
Anterior: 197 mil