Bom dia. Estamos na quarta-feira, 7 de outubro.
Cenários
Os investidores estão na expectativa da divulgação das Minutas da reunião do Federal Open Market Committee (Fomc), versão americana do Copom, realizada em setembro, que serão publicadas às 15 horas (hora de Brasília) desta quarta-feira (07). O mercado busca saber como os diretores do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, avaliam a inflação, o emprego e o nível de atividade econômica nos Estados Unidos, em busca de pistas sobre os próximos passos dos juros.
A reunião do Fomc nos dias 15 e 16 de setembro elevou os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 3,75% e 4,00% ao ano. Foi a primeira alta desde 2023. Logo após a decisão, o mercado apostava com força em novo aumento de 0,25 ponto percentual na reunião de outubro. Porém, esse cenário mudou nas últimas semanas devido a números positivos para a economia e a declarações menos severas de diretores do Fed.
As apostas de nova alta em outubro recuaram. Segundo o CME FedWatch, a chance de aumento de pelo menos 0,25 ponto percentual no fim do mês está em 21,6%. Há uma semana, estava em cerca de 51%. A CNBC cita 78% de probabilidade de manutenção dos juros. Para dezembro, o mercado precifica 68,6% de chance de alta.
Apesar da melhora pontual das expectativas para outubro, as perspectivas globais não são positivas. Os juros dos títulos do Tesouro americano sobem de forma sistemática desde o fim de fevereiro, quando começou a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
O petróleo aumenta a pressão. O Brent voltou a superar US$ 100 por barril, por temores de interrupção na oferta. Uma tempestade ameaça regiões produtoras nos Estados Unidos. Os houthis atacaram o aeroporto de Aden, no Iêmen. A inflação elevada e as preocupações com as contas públicas completam o quadro.
Nesta quarta-feira, o rendimento do título de 10 anos subia 6 pontos-base (centésimos de ponto percentual), para 5,322% ao ano, perto dos níveis de 2002. O de 30 anos avançava 6 pontos-base, para 5,703%, a maior marca em 24 anos.
Para complicar a situação, há divergências entre os diretores. O presidente do Fed de Nova York, John Williams, disse em 29 de setembro que não havia urgência após a alta. Jeff Schmid, presidente do Fed de Kansas City, disse na terça-feira (06) que o banco central precisa subir mais os juros.
A pouca orientação do presidente do Fed, Kevin Warsh, faz os investidores reagirem a cada dado e a cada discurso. Daí a expectativa com as Minutas, que devem mostrar como o Comitê avaliou a possibilidade de novas altas. Por isso, o texto costuma mexer com juros, câmbio e bolsas.
A agenda do dia traz ainda discursos de Christopher Waller, Neel Kashkari e Alberto Musalem, dirigentes do Fed. O Tesouro americano também realiza um leilão de US$ 39 bilhões em títulos de 10 anos. O resultado mostrará se os investidores aceitam comprar esses papéis com os rendimentos atuais.
Perspectivas
A quarta-feira começa com uma queda nos contratos futuros dos principais índices americanos e das ações brasileiras negociadas em Nova York no pré-mercado. Os preços do petróleo estão subindo. O barril do Brent avança 1,3% para US$ 101,9 devido a um ataque houthi no aeroporto de Aden, principal porto do Iêmen.
Indicadores
BRASIL
IGP-DI (Set)
Observado: + 1,50%
Esperado: ND
Anterior: 0,06%
Vendas de Veículos (Set)
Esperado: ND
Anterior: – 1,6%
Produção de Veículos (Set)
Esperado: ND
Anterior: 6,8%
ESTADOS UNIDOS
Atas da reunião do Fomc