1. Início
  2. /
  3. Forbes Money
  4. /
  5. Por que bilionários do Vale do Silício estão financiando políticos pró-IA
Forbes Money

Por que bilionários do Vale do Silício estão financiando políticos pró-IA

Marc Andreessen e Ben Horowitz ampliam doações a candidatos republicanos para influenciar as regras da inteligência artificial nos Estados Unidos. Juntos, já destinaram US$ 92 milhões às eleições de 2026

16 min

Em janeiro, a empresa de venture capital do Vale do Silício Andreessen Horowitz anunciou que havia captado R$ 81,7 bilhões (US$ 15 bilhões) em novos fundos. Foi uma captação que elevou os ativos da gestora, fundada há 17 anos, para mais de R$ 490,2 bilhões (US$ 90 bilhões). O montante é quase o dobro do registrado em 2024.

O anúncio também deu aos cofundadoresMarc AndreesseneBen Horowitza oportunidade de expor suas ambições sobre como pretendem ajudar a remodelar os Estados Unidos — e o mundo.

“Como líder americana em venture capital, o destino das novas tecnologias nos Estados Unidos está, em parte, sobre nossos ombros”, escreveu Horowitz em um post no blog em que anunciou a captação. “Nossa missão é garantir que os Estados Unidos vençam os próximos 100 anos de tecnologia. Isso começa por vencer nas principais arquiteturas do futuro — IA e cripto.”

A gestora investiu pela primeira vez naOpenAIem abril de 2023, quando a companhia valiaR$ 157,9 bilhões (US$ 29 bilhões). A avaliação da gigante de inteligência artificial atingiuR$ 4,64 trilhões (US$ 852 bilhões)em março. A expectativa é que a empresa abra seu capital no próximo ano com um valor superior aR$ 5,45 trilhões (US$ 1 trilhão).

ASpaceX, que recebeu seu primeiro investimento da Andreessen Horowitz em 2023, abriu o capital em junho avaliada emR$ 9,8 trilhões (US$ 1,8 trilhão). O resultado representou um retorno de13 vezessobre o investimento.

Dois meses depois, a companhia adquiriu a startup de programação com inteligência artificialCursor, outra empresa do portfólio da Andreessen Horowitz, porR$ 326,8 bilhões (US$ 60 bilhões). Nesse caso, o retorno foi de150 vezes.

A gestora também é uma investidora da startup de software Databricks. Em agosto, a companhia concluiu uma rodada de financiamento que a avaliou em R$ 1,03 trilhão (US$ 190 bilhões), ante R$ 256 milhões (US$ 47 milhões) quando recebeu o primeiro investimento da Andreessen Horowitz.

Mais conhecida comoa16z, a gestora captou outrosR$ 27,2 bilhões (US$ 5 bilhões)até agosto. Somados, esses recursos representam quase20% de todo o capital levantado por fundos de venture capital nos Estados Unidos em 2026, segundo a PitchBook.

A empresa é agora, com ampla vantagem, a maior gestora de venture capital dos Estados Unidos. Em março, administrava mais deR$ 577,3 bilhões (US$ 106 bilhões)em ativos. (Veja a tabela.)

Graças à enorme captação de recursos, a uma série de saídas bem-sucedidas de investimentos e à disparada das avaliações de empresas de IA, a Forbes estima agora que Andreessen possui uma fortuna de R$ 101,3 bilhões (US$ 18,6 bilhões). Já Horowitz tem R$ 98,6 bilhões (US$ 18,1 bilhões).

Isso os coloca entre os venture capitalists mais ricos dos Estados Unidos, atrás dePeter Thiel, cuja participação na Palantir — empresa que ele cofundou e preside — representa quase metade de sua fortuna deR$ 205,9 bilhões (US$ 37,8 bilhões), e do lendário investidorJohn Doerr, que possuiR$ 118,7 bilhões (US$ 21,8 bilhões)e atua no setor há muito mais tempo.

Um representante da a16z não quis comentar. Andreessen e Horowitz, no entanto, falam regularmente no blog da empresa e em sua rede de podcasts e programas. Juntos, eles já apareceram27 vezes na lista Midas daForbes, que reúne os principais investidores de venture capital.

A gestora também ficou em primeiro lugar no recém-divulgadoranking Strebulaev-Jackson AI Venture de 2026, que reúne as 50 principais empresas de venture capital. O levantamento foi elaborado pelo professorIlya Strebulaev, de Stanford, e pelo professorBlake Jackson, da Universidade Estadual de Ohio, que acompanham de perto o setor.

“A Andreessen Horowitz está na vanguarda dos investimentos iniciais e continua apoiando empresas em áreas de ponta, como IA e defesa. Isso permitiu que crescesse muito rapidamente”, afirma Strebulaev.

“À medida que as empresas permaneceram privadas por mais tempo e cresceram mais rápido, surgiu a necessidade de mais capital, e o modelo tradicional de venture capital não comportava isso. A Andreessen Horowitz tornou-se muito grande, e isso a ajudou porque, com a IA, existe uma demanda enorme por grandes rodadas de financiamento, algo que muitas empresas de venture capital não conseguem atender.”

Os dois bilionários agora usam cada vez mais esse poder parainfluenciar as políticas do governo americano.

Democratas de longa data, Andreessen e Horowitz doaram juntos apenasR$ 13,6 milhões (US$ 2,5 milhões)entre 2009 e 2022. Desde então, porém, as contribuições chegaram aR$ 964 milhões (US$ 177 milhões), incluindoR$ 501,1 milhões (US$ 92 milhões)no atual ciclo eleitoral. Grande parte do dinheiro foi destinada a republicanos.

A mudança começou com um ensaio publicado pelos dois em 2023, no qual anunciaram pela primeira vez a intenção de apoiar explicitamente candidatos políticos.

“Somos apartidários, eleitores de uma única questão: se um candidato apoia um futuro otimista impulsionado pela tecnologia, somos a favor dele. Se quiser sufocar tecnologias importantes, somos contra”, escreveu Horowitz.

“Cada centavo que doarmos será destinado a apoiar candidatos que pensam como nós e a combater aqueles que pretendem destruir o futuro tecnológico avançado dos Estados Unidos.”

De empreendedores a gigantes do venture capital

Os cofundadores da a16z se conheceram na década de 1990 na startup de navegadores de internet Netscape. Andreessen havia criado a empresa com o também bilionário Jim Clark, em 1994. Horowitz trabalhava como gerente de produto. Depois de vender a companhia para a AOL, em 1998, por R$ 22,9 bilhões (US$ 4,2 bilhões), os dois fundaram a empresa de software para data centers Opsware.

Em 2007, venderam a companhia para a HP por R$ 8,7 bilhões (US$ 1,6 bilhão). Dois anos depois, criaram a Andreessen Horowitz em seu escritório em Menlo Park, Califórnia, na famosa Sand Hill Road.

O sogro de Andreessen era o falecido bilionário do setor imobiliário do Vale do Silício John Arrillaga, que teve papel importante no desenvolvimento da região que se tornaria o epicentro dos investimentos de venture capital. Desde o início, Andreessen e Horowitz pretendiam construir uma gestora muito diferente das tradicionais empresas de venture capital.

A apresentação do primeiro fundo afirmava que a companhia buscaria uma nova geração de fundadores “megalomaníacos”. Assim como o lendário CEO da Apple, Steve Jobs, esses empreendedores usariam a tecnologia para “deixar uma marca no universo”. A estratégia nasceu das próprias experiências dos dois como fundadores de startups.

“Entramos nisso depois de termos sido empreendedores durante toda a nossa carreira. Temos uma visão real do que você realmente precisa quando é empreendedor”, disse Andreessen àForbesem 2012.

“Estamos fazendo isso com base em nossa experiência, não em teoria. Estamos construindo a empresa de venture capital que gostaríamos que existisse quando estávamos criando empresas.” Na época, a abordagem era incomum no Vale do Silício.

“Eles construíram o que ficou conhecido como modelo favorável aos fundadores. A maioria das empresas de venture capital é muito pequena, tem apenas alguns sócios, seleciona as companhias com muito cuidado e não possui muitos funcionários”, afirma Strebulaev.

“A Andreessen Horowitz criou um modelo diferente, dizendo: ‘Para as startups terem sucesso, vamos ajudá-las’. Eles contrataram muitas pessoas para auxiliar as empresas com marketing, desenvolvimento de negócios, questões jurídicas e outras áreas.”

Em menos de três anos, o primeiro fundo da gestora já havia registrado alguns de seus retornos mais impressionantes. Em 2011, a empresa quadruplicou seu investimento de dois anos de R$ 272,3 milhões (US$ 50 milhões) na Skype, quando a Microsoft comprou a companhia por R$ 46,3 bilhões (US$ 8,5 bilhões).

Uma aposta de R$ 5,45 bilhões (US$ 1 bilhão). Andreessen classificou o resultado como um “retorno monstruoso”. Fundadores de startups eram atraídos pela disposição da gestora em fazer grandes apostas, mesmo quando outros investidores consideravam determinada avaliação exagerada ou acreditavam que o mercado para aquela empresa ainda não existia.

“Eles eram os mais agressivos e otimistas. Não estavam esperando o mercado. Tinham suas próprias convicções”, disse Brian Chesky, cofundador do Airbnb, à Forbes em 2012. Ao longo dos anos, a Andreessen Horowitz investiu em muitas das empresas que definiram a era moderna da internet. A lista inclui Airbnb e Twitter, em 2011; GitHub, em 2012; Instacart, em 2014; Plaid, em 2018; Substack, em 2019; e Roblox, em 2020.

A gestora também começou a investir em criptomoedas em 2013. Entre suas apostas estavam a fintech cripto Ripple Labse a corretora Coinbase, anos antes de a tecnologia chegar ao grande público. Em 2019, uma década após sua fundação, a Andreessen Horowitz já havia gerado mais de R$ 54,5 bilhões (US$ 10 bilhões) em lucros para seus investidores.

Esse histórico foi fundamental para ampliar a reputação da gestora. “Qual é a principal forma de diferenciação em qualquer setor? Ser o número um”, disse Andreessen à Forbes em 2019.

Naquele mesmo ano, a empresa se registrou como consultora de investimentos, sem deixar de atuar como gestora de venture capital. A mudança permitiu fazer apostas maiores em criptomoedas e ações de empresas listadas. Outro fator importante para seu sucesso é o grande número de sócios experientes em setores que vão de saúde a fintech.

“Eles têm um time muito profundo”, acrescenta Strebulaev. O professor cita os resultados do ranking Strebulaev-Jackson de 2026 dos 100 principais investidores de venture capital em IA. A Andreessen Horowitz tem 11 sócios na lista, mais do que qualquer outra gestora. Horowitz ocupa a segunda posição, enquanto Andreessen aparece em 23º lugar. A estratégia também ajudou a companhia a continuar atraindo fundadores bem-sucedidos.

“A equipe de investimentos deles oferece mais do que capital. Eles são verdadeiros parceiros”, afirma Daniel Nadler, bilionário, CEO e cofundador da empresa de IA médica OpenEvidence. A Andreessen Horowitz investiu pela primeira vez na companhia em março e voltou a aportar recursos em setembro, quando a empresa estava avaliada em R$ 81,7 bilhões (US$ 15 bilhões).

“É muito valioso trabalharmos com o fundo de crescimento, mas também de perto com as equipes de biotecnologia e saúde. Eles entendem tanto de vendas corporativas quanto de como um produto é adotado pelos usuários individuais. Isso é importante para um produto como o nosso, no qual os médicos são os clientes.” Os próprios investidores da Andreessen Horowitz também colheram bons resultados.

Entre 2011 e agosto de 2025, a gestora distribuiu R$ 138,3 bilhões (US$ 25,4 bilhões) líquidos aos investidores, segundo uma apresentação obtida no ano passado pelo jornalista de tecnologia Eric Newcomer. O montante sobe para R$ 201,5 bilhões (US$ 37 bilhões) quando são considerados recursos reinvestidos ou devolvidos aos sócios da gestora.

A entrada de Andreessen e Horowitz na política

Considerando o quanto as fortunas dos dois e o sucesso da gestora dependem de políticas favoráveis ao setor de tecnologia, não surpreende que os poderosos investidores tenham levado para o lado pessoal o ceticismo deJoe Bidenem relação às grandes empresas de tecnologia e passado a prestar mais atenção à política.

O movimento ganhou força em 2024, quando Biden disputava a reeleição. Andreessen e Horowitz passaram a entrar cada vez mais em conflito com o governo. Na visão dos dois, a equipe de Biden mostrava pouca disposição para conversar sobre os temas políticos considerados prioritários por eles: inteligência artificial e criptomoedas.

“Não tínhamos uma relação com o governo. Não conseguíamos estabelecer uma. Isso me deixava louco”, disse Horowitz posteriormente em um podcast. Donald Trump, por outro lado, estava disposto a se reunir com investidores de tecnologia tão ricos e influentes. Andreessen e Horowitz participaram de um jantar de três horas com Trump em seu clube de golfe em Bedminster, Nova Jersey, em julho de 2024.

Dez dias depois, os dois discutiram a eleição presidencial em seu podcast. Em seguida, falaram publicamente sobre a decisão de apoiar Trump. “Provavelmente vou ter muitos amigos irritados comigo por dizer qualquer coisa positiva sobre o presidente Trump. Isso desperta muitas emoções, é difícil”, disse Horowitz, que nunca havia apoiado um candidato republicano à Presidência.

“Mas o futuro do nosso negócio, o futuro da tecnologia e o futuro dos Estados Unidos estão literalmente em jogo. Acreditamos que Donald Trump é realmente a escolha certa.” Os dois acabaram destinando R$ 462,9 milhões (US$ 85 milhões) às eleições de 2024.

A maior parte, R$ 364,9 milhões (US$ 67 milhões), foi destinada ao Fairshake, comitê de ação política (PAC) favorável ao setor de criptomoedas. Andreessen também doou mais de R$ 27,2 milhões (US$ 5 milhões) a Trump e a seus comitês. Horowitz contribuiu com R$ 13,6 milhões (US$ 2,5 milhões).

Depois que Biden desistiu da disputa e foi substituído por Kamala Harris — que Horowitz já havia recebido em sua casa durante seu churrasco anual para CEOs —, o investidor também doou R$ 13,6 milhões (US$ 2,5 milhões) a um super PAC favorável a Harris. Após a vitória de Trump, os sócios de longa data doaram, cada um, R$ 16,3 milhões (US$ 3 milhões) ao fundo da posse presidencial e, desde então, não recuaram de sua aproximação.

Andreessen tornou-se visitante da propriedade de Trump em Mar-a-Lago, na Flórida, durante a transição. Ele ajudou a formular a política tecnológica do presidente e a avaliar nomes para cargos importantes. Dois sócios da gestora entraram no governo. Horowitz, por sua vez, participou da cerimônia em que Trump sancionou a lei pró-cripto GENIUS Act, em julho de 2025.

Os dois também acompanharam o presidente em visitas de Estado, incluindo encontros com líderes sauditas no ano passado e com o rei Charles III, em abril. O texto publicado por Horowitz em janeiro para anunciar os novos fundos indicava ambições maiores do que simplesmente ganhar dinheiro.

O documento se parece mais com um manifesto político e defende que o governo dos Estados Unidos adote IA e criptomoedas para “defender e promover os interesses americanos”. Horowitz fez um alerta:

“Se não conseguirmos direcionar as políticas do país para o caminho certo, os Estados Unidos provavelmente perderão sua posição de líder mundial em tecnologia.”

Bilionários ampliam doações nas eleições de 2026

Com esse objetivo, os dois bilionários já destinaram juntosR$ 501,1 milhões (US$ 92 milhões)ao ciclo eleitoral de 2026.

Isso faz deles osquintos maiores doadores dos Estados Unidos, atrás apenas do megadoador democrataGeorge Soros, comR$ 555,5 milhões (US$ 102 milhões); do fundador da Susquehanna,Jeff Yass, e sua mulher, Janine, comR$ 599,1 milhões (US$ 110 milhões); dos magnatas de produtos para transporteElizabeth e Richard Uihlein, comR$ 817 milhões (US$ 150 milhões); e deElon Musk, comR$ 2,43 bilhões (US$ 446 milhões).

Em declarações públicas, os dois fundadores bilionários fazem questão de destacar que já trabalharam tanto com democratas quanto com republicanos na regulamentação da inteligência artificial.

O maior beneficiário de sua ofensiva de doações, porém, foi o super PAC pró-IA Leading the Future. Os dois ajudaram a lançar o grupo em agosto de 2025 ao lado do presidente da OpenAI e também bilionário Greg Brockman. Em seu site, o super PAC afirma que seu objetivo é “identificar, manter e ampliar o número de candidatos pró-IA”.

Andreessen e Horowitz contribuíram com R$ 272,3 milhões (US$ 50 milhões). Grande parte do restante do financiamento veio de Brockman. Por meio de sua rede de PACs, o Leading the Future já gastou R$ 212,4 milhões (US$ 39 milhões) nas eleições. A maior parte desse montante — R$ 152,5 milhões (US$ 28 milhões) — foi usada para apoiar republicanos e se opor a democratas.

Andreessen e Horowitz também doaram juntos R$ 65,4 milhões (US$ 12 milhões) ao super PAC MAGA, Inc., ligado a Trump, e R$ 27,2 milhões (US$ 5 milhões) a outros republicanos. Aos democratas, destinaram pouco mais de R$ 2,7 milhões (US$ 500 mil). Os dois também contribuíram com R$ 130,7 milhões (US$ 24 milhões) para PACs favoráveis às criptomoedas.

A maior parte do financiamento foi direcionada a candidatos contrários a regulações rígidas para a inteligência artificial. Trump, o maior beneficiário das doações dos dois, classificou os temores em relação à IA como uma “farsa”. Lideranças republicanas no Congresso também resistiram a amplas pausas ou moratórias sobre o desenvolvimento da tecnologia.

OLeading the Futuresegue a mesma linha. O grupo apoia candidatos alinhados à sua proposta de criar uma estrutura regulatória nacional, em vez de um mosaico de regras estaduais, e se opõe a restrições que possam dificultar o desenvolvimento da inteligência artificial.

Até agora, os esforços dos dois bilionários e de outros investidores parecem estar produzindo resultados. O governo Trump e o Congresso controlado pelos republicanos não impuseram grandes regulamentações ao desenvolvimento da IA.

Em setembro, Trump recebeu um grupo de importantes executivos do setor de inteligência artificial na Casa Branca. Ao final, assinou um documento de uma página pedindo às empresas de IA que fiscalizassem seus próprios modelos. Andreessen e Horowitz não estavam presentes. Um de seus principais aliados, porém, participou do encontro: Greg Brockman, parceiro dos dois no Leading the Future.

Brockman assinou o acordo em nome da OpenAI. A abordagem regulatória mais branda do atual governo ajudou a impulsionar a disparada das avaliações das empresas do setor. No processo, também contribuiu para aumentar os resultados financeiros de Andreessen e Horowitz.

Esse cenário, porém, pode mudar depois de 3 de novembro. Uma onda crescente de oposição à inteligência artificial e aos data centers pode levar a Washington uma nova leva de parlamentares mais céticos em relação à tecnologia.

*Reportagem originalmente publicada em Forbes.com

Acompanhe a Forbes no Google

Adicione a Forbes como fonte preferida no Google e encontre nossas notícias com mais facilidade.

Assine Forbes. Inspire-se, lidere, conquiste. Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação.