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Suno Asset Capta R$ 620 Milhões para Expandir Fundo Solar com Ativos já Operacionais

Ao priorizar usinas fotovoltaicas já em operação, a Suno Asset busca escalar o SNEL11 com menor risco e maior previsibilidade de receitas

3 min

A Suno Asset concluiu a quarta oferta pública do SNEL11 , fundo imobiliário financiado a investimentos em energia renovável, com captação superior a R$ 620 milhões. Criado para investir em usinas fotovoltaicas , o fundo tem sua receita originada da negociação desses ativos para empresas de grande porte.

Com a operação, o valor de mercado do SNEL11 é aproximado de R$ 950 milhões. Contando com outros fundos administrados pela Suno, em eles FIIs e agronegócio, o ativo tem sob gestão R$ 3,3 bilhões.

O foco agora está na alocação dos recursos captados. Segundo a gestora, uma parte relevante do montante deve ser investida nos próximos 60 dias, com negociações já em estágio avançado.

“A ideia foi acelerar o crescimento comprando ativos que já estão operacionais, sem assumir risco de construção ou de desempenho inicial”, afirma José Daronco, head de relações com investidores da Suno Asset, à Forbes Brasil.

O plano é direcionar os recursos para a aquisição de cerca de 110 megawatts pico em usinas fotovoltaicas distribuídas em oito estados e no Distrito Federal. Entre as novas regiões mapeadas estão Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e Paraná.

Embora algumas operações não sejam concluídas, parte do capital pode permanecer temporariamente aplicada em ativos financeiros. Segundo a Suno, mais de 85% das usinas em análise já estão em operação. Como também conta com contratos de renda mínima garantida, mecanismo que, segundo o gestor, preserva o fluxo de caixa no período inicial após a incorporação dos ativos ao fundo.

“Essas aquisições tendem a ser marginalmente positivas para o cotista atual, porque ampliam a geração de receita e ajudam a diluir riscos operacionais”, diz Daronco.

Uma parcela da investigação ocorreu por meio da entrega de ativos pelos próprios vendedores das usinas, que optaram por receber cotas do fundo. Segundo o executivo, esse modelo não traz risco adicional de curto prazo ao investidor de bolsa.

“Existem travas contratuais que impedem vendas abruptas dessas cotas. Além disso, muitos desses empresários escolheram permanecer no fundo porque veem mais liquidez e eficiência tributária nessa estrutura”, afirma.

Mudança na lei

Questionado a respeito de eventuais mudanças na legislação e como isso poderia impactar o desempenho do fundo, a Daronco minimiza possíveis riscos regulatórios. Segundo ele, as regras aplicáveis ​​às usinas de geração distribuída já em operação estão protegidas pelo marco legal, o que reduz a chance de impactos relevantes em caso de mudanças futuras. “Mesmo em um cenário de ajuste na conta de luz, o efeito tende a ser pequeno no resultado consolidado do fundo”, diz.

Em 2025, o SNEL11 registrou retorno total de 11,39%, considerando a variação da cota e os rendimentos distribuídos no período, de acordo com dados de mercado. A maior parte do retorno veio dos dividendos mensais, característica típica dos fundos imobiliários.

Com o novo ciclo de aquisições, a Suno busca ampliar escala e diversificação geográfica em um momento de negociações do mercado de energia solar, mantendo o foco em ações operacionais e geração recorrente de caixa, segundo o executivo.

[histórias da web]

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