Neste domingo (19), Espanha e Argentina disputarão a final da Copa do Mundo de 2026 — confronto que ocorre no MetLife Stadium, chamado durante o torneio de New York New Jersey Stadium (ou Estádio de Nova York/Nova Jersey).
O estádio, originalmente, é de dois times de futebol americano, o New York Giants e o New York Jets.
Afora os tradicionais jogos da NFL, em 2016 o MetLife Stadium foi o palco da final da Copa América Centenário de 2016, quando o Chile derrotou a Argentina nos pênaltis.
Também foi por lá que ocorreu a final do Mundial de Clubes de 2025, em que o Chelsea venceu o Paris Saint-Germain por 3 a 0.
O estádio da final da Copa do Mundo já foi palco de shows de vários artistas, incluindo Bruce Springsteen, Beyoncé, Ed Sheeran e Taylor Swift.
Na Copa de 2026, recebeu sete jogos antes da final, sendo cinco da fase de grupos. Aliás, foi por lá que estreou a Seleção Brasileira, com um empate por 1 a 1 com o Marrocos.
Onde fica o estádio da final da Copa do Mundo de 2026
O MetLife Stadium fica em East Rutherford, no estado de Nova Jersey, a cerca de 13 quilômetros de Manhattan.
Apesar da proximidade com Nova York, o estádio está administrativamente em Nova Jersey, e por isso a denominação da FIFA na Copa foi “New York/New Jersey Stadium“.
Essa troca de nome é feita por uma política da FIFA. A federação veta nomes comerciais em suas competições. Assim, estádios com naming rights sempre sofrem essa troca de nome em Copas do Mundo e outros torneios.
O MetLife Stadium está no Meadowlands Sports Complex, uma das regiões esportivas mais relvantes dos EUA. A região é conhecida como Tri-State (Nova York, Nova Jersey e Connecticut).
Histórico, construção e valores
O MetLife Stadium foi inaugurado em abril de 2010, substituindo o Giants Stadium, que ocupava o mesmo terreno desde 1976 e foi demolido neste mesmo ano.
No total, são 640 mil metros quadrados usando 40 mil toneladas de aço reciclado, parte oriunda do antigo estádio demolido.
A construção foi feita pela Skanska, uma das maiores incorporadoras do mundo, sediada na Suécia e fundada na década de 1880.
Em termos de arquitetura, participou o consórcio liderado pelo 360 Architecture (atual HOK), com participação de Rockwell Group, EwingCole, e Bruce Mau Design.
Por que a FIFA escolheu o MetLife Stadium
A escolha combinou três critérios: capacidade, localização e histórico.
O MetLife tem a maior capacidade entre os 16 estádios do torneio, de cerca de 82 mil pessoas.
A localização é estratégica, visto que a arena fica na região de Nova York.
Na questão do histórico, para além das partidas de futebol, o local também já foi usado várias vezes em grandes eventos da NFL, por abrigar jogos dos Giants e Jets.
Os valores envolvidos e o motivo do nome
Um dos diferenciais é o fato de que o estádio foi construído 100% com recursos privados — todo o capital veio dos dois times da NFL, em um regime 50/50.
O capital foi levantado por meio de uma joint venture chamada New Meadowlands Stadium Company, LLC.
O custo total foi de US$ 1,6 bilhão, cerca de R$ 8,3 bilhões no câmbio atual.
O nome vem da Metropolitan Life Insurance Company (MetLife), que é uma das maiores empresas de serviços financeiros e seguradoras do mundo.
Ela comprou os naming rights em meados de 2011, em valores estimados entre US$ 17 milhões e US$ 21 milhões. O contrato tem vigência de 25 anos.
É o estádio mais caro da Copa do Mundo?
Dentro da Copa do Mundo de 2026, o MetLife Stadium é o 3º mais caro.
O SoFi Stadium, em Inglewood, Califórnia, custou entre US$ 5 bilhões e US$ 5,5 bilhões, tornando-se o estádio mais caro já construído no mundo.
- SoFi Stadium — Estados Unidos (Inglewood, Califórnia) — R$ 28,6 bilhões
- Mercedes-Benz Stadium — Estados Unidos (Atlanta, Geórgia) — R$ 9,3 bilhões
- MetLife Stadium — Estados Unidos (East Rutherford, Nova Jersey) — R$ 8,3 bilhões
- Levi’s Stadium — Estados Unidos (Santa Clara, Califórnia) — R$ 8,3 bilhões
- AT&T Stadium — Estados Unidos (Arlington, Texas) — R$ 5,98 bilhões
- BC Place — Canadá (Vancouver) — R$ 3 bilhões
- Lincoln Financial Field — Estados Unidos (Filadélfia, Pensilvânia) — R$ 2,66 bilhões
- Lumen Field — Estados Unidos (Seattle, Washington) — R$ 2,23 bilhões
- Arrowhead Stadium — Estados Unidos (Kansas City, Missouri) — R$ 2,17 bilhões
- NRG Stadium — Estados Unidos (Houston, Texas) — R$ 1,82 bilhão
- Gillette Stadium — Estados Unidos (Foxborough, Massachusetts) — R$ 1,68 bilhão
- Estadio Akron — México (Zapopan, Guadalajara) — R$ 1,05 bilhão
- Estadio BBVA — México (Guadalupe, Monterrey) — R$ 1,03 bilhão
- BMO Field — Canadá (Toronto) — R$ 682 milhões
- Estadio Azteca — México (Cidade do México) — R$ 623 milhões
- Hard Rock Stadium — Estados Unidos (Miami Gardens, Flórida) — R$ 597 milhões
A polêmica do gramado
Durante os jogos da NFL, o estádio usa gramado sintético. No entanto, para a Copa do Mundo, a FIFA exigiu a substituição por gramado natural.
A grama foi cultivada em fazendas na Carolina do Norte e transportada ao estádio em maio deste ano.
A mudança não fez com que os problemas fossem totalmente evitados, dado que durante o torneio diversas seleções — incluindo Brasil e França — fizeram críticas públicas às condições do gramado, chamando-o de ressecado e fora dos padrões do futebol de alta performance.
Além disso, jogadores e comissões técnicas também alegaram que o gramado do estádio da final da Copa do Mundo tinha irregularidades (desníveis) na superfície e desgastava rapidamente durante as partidas.