"Ninguém me ensinou a ser CEO numa guerra", diz empreendedora ucraniana

Fundadora de uma startup de educação, a Forbes Under 30 Olga Kravchenko mora em Londres e fala sobre a dor de ver sua equipe e família lutando para se proteger.

Alexandra Sternlicht
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Olga Kravchenko, Forbes Under 30 e fundadora de uma startup de educação e cultura, em protesto contra o ataque à Ucrânia em Londres

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Esta semana tive algumas conversas com ucranianos que fizeram parte da lista Under 30 da Europa no momento em que eles assistem seu mundo se desfazendo. Uma delas, Olga Kravchenko, é cofundadora da startup de acesso virtual à cultura, Musemio. Ela está em Londres enquanto sua equipe e sua família ficaram na Ucrânia. Sua mãe, avó e irmã de 10 anos buscaram abrigo em uma garagem subterrânea em sua cidade natal, Kiev.

Kravchenko interrompeu em grande parte as operações comerciais de sua empresa de realidade virutal, que ajuda as crianças a se envolverem com museus, a fim de garantir a segurança de sua equipe, mas ela continua resoluta. “A única coisa que posso fazer é continuar administrando o negócio.”

Às 3h da manhã de quinta-feira (24), a empreendedora acordou ao saber que sua cidade natal havia sido invadida por forças russas. Como CEO e cofundadora do empresa, se dedicou a levar história para as crianças, transformando museus ao redor do mundo em experiências de realidade virtual. Ela mora em Londres, mas sua família e sua equipe de cinco pessoas estão baseadas em Kiev. “A coisa mais assustadora que posso imaginar acontecendo agora é a queda da conexão telefônica e não conseguir chamá-los”, diz Kravchenko. “Ninguém me ensinou a ser um CEO em tempos de guerra, especialmente quando sua equipe é remota.”

“Experiência assustadora”

Durante a pandemia, a receita de sua empresa aumentou seis vezes, sua lista cresceu e incluiu pontos como o London Transport Museum, e a própria Kravchenko entrou na lista Forbes Under 30 Europe Arts & Culture de 2021. Agora, ela está descobrindo como manter sua equipe em segurança.“Esta é a experiência mais assustadora que alguém poderia viver. Pedi às pessoas que aumentassem seus níveis de empatia ao máximo e entendessem que não sabemos o que vai acontecer na próxima hora.”

Para administrar tudo isso, Kravchenko está evitando as notícias e se concentrando em se comunicar com seu círculo íntimo, distraindo-se administrando o Musemio. “Ainda estou confusa, mas minhas esperanças são que o conflito não dure muito e possamos voltar ao normal.”

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Sua mensagem para a comunidade empresarial: se você tem funcionários ou parceiros de negócios ucranianos, continue trabalhando com eles durante esta crise e tenha alguma flexibilidade. “O que mais precisamos é de apoio para a economia ucraniana, apoio os empresários e para nossas famílias, que estão vivendo o maior pesadelo que eu jamais poderia imaginar.”

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