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De SP ao Rio, BODY Discute os Impactos da Autoestima e da Diversidade na Vida e nos Negócios

Projeto levou ao Rio Innovation Week debates sobre futuro inclusivo, autonomia feminina e o poder da autenticidade

4 min

O BODY é um projeto que criei para discutir temas que atravessam corpo, autoestima, identidade, liberdade, diversidade e o impacto disso na vida, no consumo e nos negócios. Mais do que um evento, é uma plataforma de reflexão e um encontro para trocas entre criadores, líderes, marcas e especialistas, que nasceu em São Paulo com a missão de trazer conversas difíceis, mas necessárias, para o centro do palco.

Nesse mês, pela primeira vez, o BODY aconteceu fora da capital paulista e ganhou espaço no Rio Innovation Week, maior evento de inovação da América Latina, dentro da Conferência de Luxo Contemporâneo e Inovação. Tivemos um dia inteiro dedicado ao BODY, com painéis que reuniram vozes inspiradoras como Thaynara OG, Rita Batista, Marciele Albuquerque, Nathalia Garcia, Lore Improta, Gkay, Deborah Secco, Mariana Xavier, Dina Carmona, Weena Tikuna, entre muitas outras.

A seguir, compartilho alguns dos principais insights que emergiram das conversas e que nos ajudam a pensar sobre quem somos, o lugar que estamos ocupando e criar um presente e futuro mais inclusivo, diverso e com liberdade feminina.

Diversidade como patrimônio vivo

A diversidade do Brasil não é apenas uma característica cultural, mas um patrimônio vivo que carrega força política, social e econômica. Ser um país plural é mais do que ter uma multiplicidade de vozes e identidades; é ter nas mãos a potência de transformar essa pluralidade em inovação, inclusão e oportunidades. Ao reconhecer essa força, empresas e lideranças entendem que diversidade não é apenas pauta de representatividade, mas de competitividade e impacto real.

Independência financeira como chave para mulheres

Autonomia financeira não é apenas um valor aspiracional: é um pilar de saúde mental e de liberdade. Por isso, investir em oportunidades de emprego, capacitação e redes de apoio é essencial para o fortalecimento das mulheres. Cada vez que o mercado abre espaço para que mais mulheres tenham independência financeira, ele não só gera impacto individual, mas transforma famílias, comunidades e economias inteiras.

Autoestima além da beleza

Outro insight poderoso foi o entendimento de que autoestima não nasce da estética, mas da segurança em ser quem se é. Essa confiança abre portas muito além de qualquer padrão, porque desloca o olhar do julgamento externo para a valorização interna. No contexto do consumo e do mercado, isso muda tudo: significa que marcas e empresas precisam se conectar com a autenticidade das pessoas, em vez de tentar encaixá-las em moldes ultrapassados.

Responsabilidade crítica e consumo consciente

Não basta esperar que transformações caiam do céu. É preciso assumir responsabilidade crítica sobre o que consumimos e produzimos. Esse olhar vai além da sustentabilidade e exige preparo técnico, consciência e engajamento. No setor produtivo, isso implica pensar na cadeia, inovação em materiais e práticas que realmente sustentem um futuro viável.

Ocupar espaços exige preparo e confiança

Um aprendizado essencial que ecoou no BODY foi que ocupar espaços demanda preparo técnico, mas também autoconfiança. Não basta apenas estar pronto; é preciso acreditar que se pertence ao lugar que se propôs a ocupar. Essa é uma mensagem potente não só para mulheres e grupos minorizados, mas para qualquer profissional que almeja posições de liderança: acreditar é tão transformador quanto estar capacitado.

Relações sólidas pedem estrutura

Outro ponto fundamental foi a ideia de que relações sólidas não são informais: elas exigem estrutura e precisam gerar resultado para ambas as partes. Isso vale para parcerias profissionais, para marcas que se conectam com criadores e para qualquer relação de negócios que pretenda ser de longo prazo. O recado é claro: reciprocidade e consistência constroem confiança, e confiança é a moeda mais valiosa em qualquer mercado.

Levar o BODY ao Rio Innovation Week foi mais do que uma expansão geográfica; foi um marco de consolidação da sua relevância como plataforma de pensamento. Os insights compartilhados são pistas do futuro: um futuro que não se constrói apenas com ideias, mas na forma como enxergamos uns aos outros e como escolhemos nos relacionar com o mundo.

*Juliana Ferraz é sócia da Holding Clube e tem quase 30 anos de carreira no universo da comunicação e eventos no Brasil.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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