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50 Over 50: As Mulheres Que Transformam Experiência em Sucesso

Sexta edição da lista traz estrelas como Whoopi Goldberg e Demi Moore, além de líderes de gigantes como Alphabet, OpenAI e NASA

16 min

Tracee Ellis Ross lembra-se vividamente de uma época, quando era mais jovem, em que olhava maravilhada para os rostos de mulheres duas, três (ou mais) décadas mais velhas. “Via essa coisa que as mulheres tinham, e pensava: ‘Meu Deus, como eu consigo isso? Eu não tenho isso!’”

A “coisa” que tanto fascinava Ross e que ela queria para si mesma? As olheiras que a maioria das pessoas com mais de 30 anos chamaria pejorativamente de “bolsas”. Mas a atriz e fundadora nunca viu essa característica facial como algo a ser consertado ou escondido. “Para mim, eram evidências de vida”, diz ela. “Eram evidências de sabedoria.”

Para Ross e as outras 199 empreendedoras, criadoras e inovadoras da lista 50 Over 50 da Forbes de 2026, a sabedoria duramente conquistada que só pode vir com a idade é uma vantagem no trabalho e na vida — e permite que cada uma dessas mulheres cause seu maior impacto profissional em sua sexta, sétima, oitava e nona décadas de vida.

Em um ano no qual uma pesquisa viral da L’Oréal mostrou que 70% das mulheres sentem que se tornam mais invisíveis à medida que envelhecem, a sexta lista anual 50 Over 50 é um lembrete de que, embora a longevidade saudável não seja garantida a ninguém, as mulheres com mais de 50 anos podem ser profissionalmente mais poderosas e influentes do que em qualquer outro momento de suas carreiras.

“Cresci na cultura chinesa, onde envelhecer é algo que você abraça, que você almeja”, diz a cofundadora e CEO da Social Finance, Tracy Palandjian, que já mobilizou mais de US$ 500 milhões para mostrar que o retorno sobre o investimento (ROI) e o impacto social podem andar de mãos dadas. “A idade traz o reconhecimento de padrões; você consegue lidar muito melhor com as complexidades.”

Como resumiu a CEO da World Coffee Research, Jennifer “Vern” Long: “Ter mais de 50 anos me traz a confiança que vem com a experiência de já ter visto que os limões da vida não rendem apenas limonadas — mas, quem sabe, uma bela torta de limão.”

A lista reúne um grupo de 200 rostos com histórias únicas de reinvenção, persistência diante de obstáculos e um compromisso em deixar o mundo um pouco melhor do que o encontraram. A seleção é dividida em quatro categorias principais: Impacto, Investimento, Inovação e Lifestyle. Embora essas mulheres se diferenciem em suas origens e áreas de atuação, o que une todas elas é a crença de que ter mais de 50 anos é uma vantagem.

Confira alguns destaques da lista 50 Over 50 de 2026. Veja a lista completa aqui.

Lifestyle

Tracee Ellis Ross | 53 | Atriz; Fundadora, Pattern Beauty

Jamel Toppin/Forbes

Tracee Ellis Ross atua desde os 20 anos, mas só ao completar 53 ela riscou da lista o marco da sua sonhada estreia na Broadway. Em julho, ela subiu ao palco para estrelar a premiada peça “Every Brilliant Thing” — uma performance densa construída sobre 40 páginas de monólogo e improvisações constantes com a audiência, um formato muito amado pela atriz.

“Estar conectada a seres humanos é o grande trabalho da minha vida. É o meu propósito. É o que mais me traz alegria”, relata.

A mesma paixão serviu de motor para a criação da Pattern Beauty, sua empresa de beleza focada em cabelos texturizados e crespos, lançada em 2019.

Hoje as embalagens da Pattern recheiam as prateleiras de varejistas de peso como Sephora, Ulta e Macy’s. “Cerca de 73% de toda a população global tem cabelo texturizado”, observa Ross. “Portanto, a marca pode ficar exatamente do tamanho desse número.”

Whoopi Goldberg | 70 | Atriz; Cofundadora, AWSN (All Women’s Sports Network)

Após quatro décadas como um ícone da cultura pop e parte do seleto clube de vencedores do EGOT (artistas que ganharam Emmy, Grammy, Oscar e Tony), Whoopi Goldberg ajudou a cofundar a AWSN (All Women’s Sports Network) — a primeira rede de televisão global dedicada 100% aos esportes femininos.

Ela passou quase 15 anos no amadurecimento do projeto antes do lançamento do canal em 2024, determinada a dar às atletas a visibilidade que ela acreditava ter sido sistematicamente negada. Hoje, a emissora chega a mais de 1 bilhão de dispositivos espalhados por 65 países, e transmite competições de gigantes como UEFA, FIBA e Athletes Unlimited.

Além disso, no meio do ano, Goldberg estreou um revival da peça teatral de um ato que lançou na Broadway em 1984.

Demi Moore | 63 | Atriz

A atuação catártica de Demi Moore no filme “A Substância” marcou um renascimento em sua carreira, e rendeu à estrela sua primeira indicação ao Oscar e ao Globo de Ouro após passar mais de 40 anos nas telonas.

O papel reacendeu o clamor da crítica, destravou uma nova e próspera fase profissional e reafirmou seu lugar no panteão das atrizes principais de Hollywood. Ela manteve esse ritmo implacável em 2026 com um papel ampliado na segunda temporada da série de sucesso “Landman” (da Paramount+).

Latriece Watkins | 51 | Presidente e CEO, Sam’s Club

Latriece Watkins se tornou presidente e CEO da atacadista Sam’s Club em 2026. A nomeação foi o ápice de quase três décadas de carreira dentro do Walmart, onde começou como estagiária de finanças imobiliárias e escalou os degraus até se tornar diretora de merchandising da gigante do varejo.

Agora ela lidera o Sam’s Club, um negócio de US$ 96 bilhões movido a clubes de compras, à frente de uma das maiores divisões do grupo. Watkins ajudou a remodelar os conceitos de mercado corporativo, o que tornou o Walmart mais atraente para consumidores de renda alta.

Jennifer Yuh Nelson | 54 | Diretora e animadora

Jennifer Yuh Nelson dirigiu e moldou a cara das maiores e mais amadas franquias de animação de Hollywood — e quebrou barreiras corporativas históricas contra mulheres no processo.

Nascida na Coreia do Sul, ela imigrou para os EUA aos 4 anos e formou-se em ilustração na California State University. Foi a primeira mulher a liderar sozinha a direção de um longa de animação de estúdio (“Kung Fu Panda 2”, de 2011, que arrecadou bilheterias na casa dos US$ 665 milhões ao redor do globo).

Cinco anos depois, ela codirigiu “Kung Fu Panda 3”, sucesso de US$ 520 milhões. Desde o estouro nos cinemas, Nelson ramificou o portfólio para produções em live-action e faturou prêmios Emmy em sequência no cargo de diretora supervisora do sucesso pop da Netflix, “Love, Death & Robots”.

Impacto

Jennifer Garner | 54 | Atriz; Cofundadora e Chief Brand Officer, Once Upon a Farm

Jamel Toppin/Forbes

Em fevereiro, Jennifer Garner foi à Bolsa de Valores de Nova York para tocar o sino de abertura e celebrar o IPO de US$ 724 milhões da Once Upon A Farm, empresa de papinhas orgânicas que cofundou em 2017.

As ações dispararam 17% no primeiro dia de negociação, mas Garner já domina a arte de ignorar o barulho do mercado financeiro. “As pessoas me dizem: ‘Você precisa ficar de olho nas ações’, e eu respondo: ‘Vocês subestimam a minha disciplina’”, diz.

A função de Chief Brand Officer foi somada ao seu papel como rosto da empresa ao longo da última década, tudo em paralelo à sua carreira de atriz.

O trabalho de Garner no cinema, na TV e em publicidade rendeu a ela cerca de US$ 125 milhões ao longo da vida. Hoje, ela é a maior acionista individual da Once Upon A Farm, com uma fatia de 7% (avaliada em cerca de US$ 50 milhões).

O mais importante para Garner: os alimentos da marca agora possuem o selo de aprovação do WIC (programa federal dos EUA de assistência alimentar para baixa renda) em 20 estados. “Essa tem sido a nossa verdadeira estrela-guia”, afirma.

Jennifer “Vern” Long | 53 | CEO, World Coffee Research

Com as mudanças climáticas, que provocam altas nas temperaturas, alterações nos padrões de chuvas e mais doenças nas lavouras das regiões cafeeiras do planeta, Jennifer “Vern” Long lidera a força-tarefa global para desenvolver plantas de café mais resistentes e altamente produtivas.

Desde que assumiu a liderança da World Coffee Research em 2019, ela uniu mais de 200 empresas de 30 países e 11 governos diferentes para lançar o primeiro programa global de desenvolvimento de variedades de café.

A iniciativa entrega cultivares com rendimentos mais altos e resiliência genética em um ritmo 2,5 vezes mais rápido do que antes, o que protege tanto a segurança alimentar dos agricultores quanto a mesa dos consumidores.

Anousheh Ansari | 59 | CEO, XPRIZE Foundation

Como CEO da XPRIZE Foundation, Anousheh Ansari lidera a organização por trás de algumas das maiores competições científicas do planeta, com foco em acelerar inovações em clima, saúde e tecnologia. Sob a sua gestão, o XPRIZE lançou os três maiores prêmios da história da fundação: US$ 100 milhões para Remoção de Carbono, US$ 101 milhões para Longevidade e US$ 119 milhões para Escassez de Água.

Empreendedora e engenheira, Ansari fez história em 2006 como a primeira mulher de origem iraniana a ir ao espaço, quando financiou o próprio voo a bordo da nave russa Soyuz TMA-9 rumo à Estação Espacial Internacional. A organização afirma que suas competições já ajudaram a catalisar mais de US$ 31 bilhões em investimentos socioeconômicos subsequentes.

Julie K. Brown | 64 | Jornalista investigativa, Miami Herald

Não é exagero dizer que o mundo jamais saberia sobre a rede global de tráfico sexual e o abuso de jovens mulheres cometidos pelo bilionário Jeffrey Epstein se não fosse o trabalho de Julie K. Brown.

A veterana repórter investigativa do Miami Herald expôs os crimes em uma série de matérias entre 2017 e 2018 que culminaram nas prisões de Epstein e de sua cúmplice, Ghislaine Maxwell.

Ela continuou a dar voz às vítimas nas coberturas seguintes e, em 2026, recebeu uma citação especial do Prêmio Pulitzer pela forma como seu trabalho reverberou ao redor do mundo.

Margaret Wickens Pearce | 60 | Cartógrafa

Cartógrafa da Nação Indígena Citizen Potawatomi, Margaret Wickens Pearce recebeu a prestigiosa bolsa da MacArthur Foundation em 2025 por colocar o conhecimento e a história indígena no centro dos mapas que retratam o nosso mundo.

Em 2020, ela publicou um relatório divisor de águas que revelou como o governo dos Estados Unidos financiou fundos patrimoniais de 50 universidades com a venda de quase 11 milhões de acres de terras confiscadas de nações tribais. “Espero aumentar a consciência das pessoas sobre o mundo ao seu redor e inspirar a curiosidade para aprender mais”, declara.

Inovação

Ritu Narayan | 53 | Cofundadora e CEO, Zum

Jamel Toppin/Forbes

Com a Zum, sua startup avaliada em US$ 1,7 bilhão, a veterana executiva do Vale do Silício Ritu Narayan leva inteligência artificial para um dos ícones mais tradicionais dos Estados Unidos: o ônibus escolar amarelo.

A ideia para a empresa, cofundada por ela e seus irmãos em 2015, surgiu das próprias dificuldades em encontrar transporte confiável para levar e buscar os filhos na escola. “Minha mãe, educadora na Índia, deixou o emprego pelo mesmo motivo”, disse Narayan à Forbes. “E eu, sentada aqui no Vale do Silício, no epicentro da inovação, me deparei com o seguinte pensamento: ‘Será que eu também vou ter que deixar o meu emprego e a minha carreira?’”.

A Zum compra ônibus e vans e conecta toda a frota via tablets e GPS a um aplicativo que permite a pais e professores acompanharem os trajetos.

A receita da companhia atingiu US$ 333 milhões em 2025, um salto de 35% em relação ao ano anterior, e atende a 5.000 escolas pagantes em todo o país.

Charlie Blackwell-Thompson | 60 | Diretora de lançamento, NASA

Charlie Blackwell-Thompson moldou a história da exploração espacial. Em 2016, ao ser nomeada para o cargo, tornou-se a primeira mulher a atuar como diretora de voo da agência.

Ela é a mente responsável pelo planejamento e pela gestão de todas as operações de contagem regressiva de lançamento do programa Artemis.

Em abril de 2026, foi a voz dela que autorizou a decolagem da tripulação da Artemis II para quebrar o recorde de distância em viagens espaciais humanas. “Nesta missão histórica, vocês levam consigo as esperanças e os sonhos de uma nova geração”, disse ela aos astronautas momentos antes da ignição.

Karen S. Carter | 55 | CEO, Dow

Karen Carter assumiu o cargo de CEO da Dow em julho de 2026, e fez história como a primeira mulher a liderar a gigante de ciência dos materiais — com faturamento de US$ 40 bilhões — desde sua fundação em 1897.

Ela iniciou a trajetória na empresa como estagiária em 1994 e ascendeu por áreas cruciais. Ao longo dos anos, ela passou por vendas e marketing, operações de negócios internacionais na Ásia-Pacífico, recursos humanos, e pela divisão de plásticos especiais e embalagens (um segmento de US$ 23 bilhões).

Antes de se tornar CEO, Carter ocupava a posição de COO da companhia.

Christina Maslach | 80 | Psicóloga social

Graças a Christina Maslach, o mundo passou a entender não apenas o que é a Síndrome de Burnout, mas também os fatores que a causam e como preveni-la.

Quando ela iniciou as pesquisas na década de 1970, o termo sequer existia; hoje, o Inventário de Burnout de Maslach é uma das ferramentas mais utilizadas globalmente para medir o problema.

“Ainda vejo líderes com o seguinte discurso: ‘vamos dar uma folga para as pessoas, e quando voltarem o burnout terá sumido’”, disse Maslach à Forbes em 2022. “Não, não vai. Se o profissional voltar para o mesmo ambiente com os estresses originais, isso não vai curar o problema.”

Investimento

Tracy Palandjian | 55 | Cofundadora e CEO, Social Finance

Jamel Toppin/Forbes

Desde que cofundou a Social Finance — uma organização sem fins lucrativos que também atua como consultoria de investimentos — em 2011, Tracy Palandjian já captou mais de US$ 500 milhões de investidores que buscam unir retorno financeiro e impacto social.

Entre as iniciativas apoiadas estão o refinanciamento de hipotecas predatórias, para garantir condições mais justas a mutuários de baixa renda, e a Claude Corps, uma nova parceria com a Anthropic e a CodePath para inserir profissionais capacitados em inteligência artificial dentro de ONGs.

“É possível trazer o rigor e a disciplina dos mercados e a responsabilidade do capital, e aplicar tudo isso em um contexto social para pensar em formas diferentes de melhorar a vida das pessoas”, diz Palandjian.

Ruth Porat | 68 | Presidente e CIO, Alphabet e Google

Desde que se tornou presidente e CIO da Alphabet e do Google em 2023, Ruth Porat passou a supervisionar os braços de venture capital da gigante, o portfólio de investimentos da divisão de inovações Other Bets e os aportes em infraestrutura.

Ela lidera esforços globais para expandir oportunidades econômicas e dialoga com governos sobre a criação de empregos.

Anteriormente, no cargo de CFO da Alphabet por quase uma década, ela trouxe a rígida disciplina de Wall Street para o Google, após uma carreira de 27 anos no Morgan Stanley.

Hoje, ela ajuda a guiar o destino de uma companhia avaliada em mais de US$ 2 trilhões, ao mesmo tempo em que lidera as iniciativas filantrópicas da Alphabet e ocupa uma cadeira no conselho da gestora Blackstone.

Denise Dresser | 55 | CRO, OpenAI

Denise Dresser ingressou na OpenAI como CRO em dezembro e assumiu o controle das estratégias de receita da empresa-mãe do ChatGPT.

Hoje, a OpenAI gera US$ 2 bilhões em receita por mês, e 40% desse montante vêm de clientes corporativos, o que supera a velocidade de gigantes da indústria como Meta e Alphabet.

Antes de ir para a OpenAI, Dresser passou 14 anos na Salesforce. Seu cargo mais recente por lá foi o de CEO do Slack (adquirido pela Salesforce em 2021). No início da carreira, ela trabalhou como consultora na empresa de auditoria Arthur Andersen.

Glenda McNeal | 65 | Chief Partner Officer, American Express

Executiva de longa data da American Express, Glenda McNeal foi nomeada para o cargo inédito de Chief Partner Officer em 2024. Agora, ela lidera acordos e iniciativas globais em todos os segmentos, desde tecnologia e viagens até esportes.

Quatro anos antes, a veterana de 37 anos de casa fez história ao se tornar a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira no comitê executivo da companhia. McNeal também atua no conselho do Lincoln Center for the Performing Arts e é membro do Council on Foreign Relations.

Metodologia

A lista 50 Over 50 de 2026 foi produzida em parceria com a coapresentadora do programa “Morning Joe”, Mika Brzezinski, e sua iniciativa Know Your Value.

Chegar à lista final de 200 nomes é um processo de meses de pesquisa e reportagem que começa no primeiro semestre, quando a equipe solicita ao público em geral as suas melhores indicações. Essas nomeações (das quais a Forbes recebeu milhares desde 2021) são avaliadas e complementadas com apurações de jornalistas especialistas da Forbes e do Know Your Value.

Para serem elegíveis à lista norte-americana de 2026, as candidatas precisavam ter residência ou atuação principal nos Estados Unidos e data de nascimento até 31 de dezembro de 1975. A equipe manteve um olhar afiado para mulheres que lideram organizações de forma ativa, constroem negócios, avançam em descobertas científicas, moldam políticas públicas, criam impacto cultural ou impulsionam mudanças sociais.

De modo geral, espera-se que as fundadoras e CEOs de empresas com fins lucrativos liderem companhias em operação há pelo menos um ano e com faturamento mínimo de US$ 4 milhões em receita. Todas as candidatas são avaliadas com base no impacto de seus trabalhos recentes e em seu conjunto da obra, com ênfase especial nas realizações alcançadas após os 50 anos. Outra regra de ouro: nenhuma pessoa pode ter aparecido em uma lista 50 Over 50 anterior.

*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com

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