Os Estados Unidos vão doar cerca de US$38 milhões em financiamento adicional para esforços de resposta ao Ebola, elevando o total para mais de US$200 milhões em financiamento direto, informou o Departamento de Estado em um comunicado nesta sexta-feira.
O departamento, que não detalhou como o dinheiro deve ser gasto, disse que trabalha em estreita colaboração com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDCs) dos EUA, com a República Democrática do Congo e Uganda para “montar uma resposta rápida e abrangente” ao surto de Ebola.
A Organização Mundial da Saúde e os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (África CDC) lançaram um plano continental conjunto de preparação e resposta, buscando cerca de US$ 319 milhões (mais de R$ 1 bilhão) até novembro para apoiar o controle de surtos em países afetados e fortalecer a prontidão em nações vizinhas. A versão final do plano estima as necessidades totais de financiamento em US$ 518 milhões.
O Departamento de Estado afirma que os cidadãos norte-americanos expostos ao vírus, mas sem sintomas, ficarão em quarentena no Quênia, em uma instalação que está sendo construída.
A situação geral do Ebola
Na República Democrática do Congo, país onde se originou o surto, os casos de ebola aumentaram em 71 em um único dia, além de outras 21 mortes registradas.
Profissionais de saúde estão ampliando os testes na cidade mineradora, indicando uma epidemia que pode ser muito maior do que se imaginava. Segundo autoridades, o vírus está se espalhando em uma região permeada por conflitos armados, deslocamentos em massa e sistemas de saúde frágeis, o que dificulta o ratreio de casos.
Segundo um relatório divulgado pelo Instituto Nacional de Saúde Pública do Congo, na última sexta-feira (5), o número de casos confirmados em laboratório já atingiu a marca de 452, já o de mortes entre pacientes subiu para 82.