Com desafios de massificação, realidade virtual viverá nova fase com 5G

Expectativa é de que a quinta geração possa ajudar a movimentar um ecossistema que é promessa há anos, mas ainda enfrenta barreiras .

Luiz Gustavo Pacete
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Getty Images

A estimativa é de que o 5G movimente mais de R$ 120 bilhões no Brasil até 2025, o que favorecerá as tecnologias de VR

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Em fevereiro deste ano, a Meta, dona do Facebook e Instagram, desativou um projeto com 300 profissionais responsáveis por desenvolver sistemas operacionais para tecnologias de Realidade Virtual (VR). Não necessariamente a empresa estava desistindo da tecnologia, pelo contrário, o objetivo foi ajustar a forma de trabalho para conseguir avançar em experiências imersivas. O VR, inclusive, representa, estrategicamente, o futuro do metaverso, que transformou-se no foco da Meta. No entanto, VR, mesmo sendo promessa há anos, ainda vive desafios de massificação e adoção por parte do público. Em 2014, o Facebook comprou a Oculus VR, empresa que segue importante dentro de sua estratégia. À época, foram investidos US$ 2 bilhões.

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Várias fases e promessas foram vividas desde então para que o VR caísse no gosto popular, mesmo que a necessidade de devices específicos e o preço dos equipamentos dificultassem os processos. Estudo da consultoria IDC mostra que uma nova fase se inicia, desta vez impulsionada pelo 5G. A estimativa é de que o 5G movimente mais de R$ 120 bilhões no Brasil até 2025, considerando vários tipos de tecnologias que serão impulsionadas, entre elas o VR.

Tendências de VR

Nesta nova fase, a tecnologia atinge um estágio de maior maturidade já que, com a pandemia, ela passou a ser uma opção além dos games e entretenimento. Várias empresas já fazem uso de VR para treinamentos e convenções empresariais. Em seu report recente, publicado em março, durante o festival SXSW, a pesquisadora de tendências Amy Webb revelou algumas previsões em relação às tecnologias imersivas. Amy destacou que uma nova fase dessa tecnologia será muito mais funcional neste novo período em que se fala de metaverso. “Óculos inteligentes e funcionais estão prestes a suplantar o smartphone como dispositivo predominante. Se o futuro é o metaverso, os óculos inteligentes serão nosso principal caminho”, disse Amy.

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A pesquisadora também aponta que as tecnologias de som já existem para impulsionar ainda mais esse ecossistema. “Elas existem há mais de uma década, um dos mais onipresentes exemplos dela são os fones de ouvido com cancelamento de ruído. Mas à medida que a tecnologia amadurece surgem novas possibilidades com os usuários sendo capazes de atingir ambientes específicos. Das aplicações estão desde entretenimento e uso industrial, mas também aplicações terapêuticas para aqueles com sensibilidades únicas. E as tecnologias de som serão fundamentais para potencializar a experiência do VR”.

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