1. Início
  2. /
  3. Forbes Tech
  4. /
  5. CES 2026 Apresenta as Três Macrotendências Que Dominarão a Tecnologia Este Ano
Forbes Tech

CES 2026 Apresenta as Três Macrotendências Que Dominarão a Tecnologia Este Ano

De acordo com novos dados da CTA (Consumer Technology Association), o mercado global de tecnologia de consumo e bens duráveis deve atingir a marca de US$ 1,3 trilhão em 2026

4 min

O cenário tecnológico global está deixando para trás a fase do deslumbramento com “novidades” para entrar em um ciclo de maturidade e eficiência operacional. Essa é a definição do relatório anual de tendências que a Consumer Eletronics Show (CES) divulga. De acordo com novos dados da CTA (Consumer Technology Association), entidade que realiza o evento, o mercado global de tecnologia de consumo e bens duráveis deve atingir a marca de US$ 1,3 trilhão em 2026.

Embora o hardware continue a ser o maior volume de receita (estimado em US$ 371 bilhões nos EUA), é o setor de Software e Serviços que dita o ritmo de crescimento, com uma alta projetada de 4,2%. Esse movimento sinaliza uma mudança de paradigma: a inteligência e a autonomia tornaram-se mais valiosas que o dispositivo em si.

O relatório também destaca as três macrotendências que devem guiar o esforço e investimento das empresas de tecnologia neste ano de 2026. De acordo com Kenneth Corrêa, Professor da FGV e autor do livro “Organizações Cognitivas”, o ano será de consolidação  e escala de tecnologias como inteligência artificial generativa.

Abaixo, analisamos os três pilares que guiarão os negócios e os investimentos nos próximos 24 meses, segundo a CES:

1
Transformação Inteligente: Da Resposta à Ação (IA Agêntica)

Se 2024 foi o ano da curiosidade com a IA Generativa, 2026 marca o momento em que a inteligência artificial “coloca o macacão de trabalho”. A tendência batizada pela CTA como Intelligent Transformation foca na transição do chatbot passivo para o agente autônomo. De acordo com Kenneth Corrêa, essa evolução é o ponto de inflexão para o mercado corporativo. Segundo ele, “estamos vendo a consolidação da IA se tornando um agente ativo. Ela sai da tela e ganha corpo através da robótica e visão via óculos inteligentes”.

A produtividade já é mensurável: nos EUA, usuários de IA economizam, em média, 8,7 horas por semana. No mundo físico, robôs de empresas como Unitree e Richtech Robotics deixaram de ser protótipos para assumir funções logísticas e de assistência médica. No digital, o destaque fica para as Redes de Agentes Inteligentes (como Manus, recentemente adquirida pela Meta), que resolvem problemas complexos de ponta a ponta sem supervisão constante.

2
Longevidade: A Saúde como Gestão de Dados Contínua

A segunda megatendência, Longevity, redefine a relação entre consumidor e saúde. O modelo tradicional de “tratamento de doenças” está sendo substituído pela gestão proativa do bem-estar, impulsionada por wearables de alta precisão e biotecnologia. O monitoramento silencioso e contínuo através de dispositivos como o Oura Ring e a balança Body Scan 2 da Withings permite que o indivíduo tome decisões baseadas em dados em tempo real. Kenneth Corrêa destaca que esse movimento representa o “empoderamento pelos dados”, onde a tecnologia permite uma abordagem personalizada que antes era restrita ao ambiente hospitalar. Gigantes como a L’Oreal já aplicam essa lógica ao setor de beleza, utilizando IA para diagnósticos dermatológicos precisos, transformando o varejo em uma extensão do cuidado preventivo.

3
Engineering Tomorrow: Tecnologia em Escala Planetária

A terceira coluna, Engineering Tomorrow, conecta a inovação digital à infraestrutura pesada. Aqui, a tecnologia resolve desafios críticos de segurança alimentar, mobilidade e energia. É a área de maior impacto para economias como a brasileira. No campo e construção: a automação atinge a maturidade com máquinas autônomas da John Deere e Doosan, fundamentais para aumentar o rendimento em países exportadores de commodities. Mobilidade: o conceito de Veículos Definidos por Software (SDVs) transforma automóveis em computadores sobre rodas, liderado por parcerias entre Qualcomm e BMW. Energia: A sustentabilidade deixa de ser uma meta ESG para se tornar uma solução de engenharia avançada, focada na eletrificação e na modernização das redes.

Assine Forbes. Inspire-se, lidere, conquiste. Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação.