Com a aproximação do aniversário de 50 anos da Apple, a companhia passa a investir mais intensamente em tecnologia para os próximos lançamentos, especialmente no que se refere ao uso de IA. Em reunião geral realizada nesta quinta-feira, 5, com funcionários da empresa, Tim Cook afirmou que os novos dispositivos devem aproveitar ainda mais de recursos de inteligência artificial.
“A IA é uma das oportunidades mais profundas de toda a nossa geração”, disse o executivo, conforme publicado pela Bloomberg. “Acredito sinceramente que não há empresa melhor posicionada do que a Apple para permitir que nossos clientes usem a IA de maneiras profundas e significativas.”
Cook não demostrou hesitação quanto aos avanços de IA por parte dos concorrentes, mas afirmou estar “entusiasmado” com a corrida tecnológica, já que ela abre oportunidades para a empresa americana evoluir. “Haverá novas categorias de produtos e serviços viabilizados por IA, e estamos extremamente entusiasmados com isso”, acrescentou.
Mesmo após importantes mudanças no board de liderança da Apple — com a saída de John Giannandrea, chefe de IA, e de mais quatro executivos da área –, Cook comentou sobre o desempenho positivo do negócio de serviços no último trimestre do ano passado, que colocou a Apple frente à concorrência.
Apple Intelligence
O iPhone 15 Pro e versões posteriores já contam com o Apple Intelligence, sistema composto por ferramentas de IA generativa com foco em produtividade e criação. A proposta é otimizar tarefas diárias e priorizar a privacidade de dados dos usuários.
Entre as funcionalidades oferecidas estão edição de imagens, escrita inteligente, visual intelligence e tradução em tempo real (esta última, a partir do iOS 26). A IA está integrada em aplicativos nativos do iPhone, como Notas, Mail, Câmera e Fotos.
Para o iOS 27, os recursos de IA devem receber upgrades importantes, incluindo a atualização da Siri, que deve ficar mais compatível com outros assistentes rivais de IA generativa. A decisão foi anunciada após uma onda de críticas direcionadas à Apple, alegando que a interface e as funcionalidades do iPhone pareciam “paradas no tempo” em relação a outras marcas. O desenvolvimento de um assistente de saúde, o Mulberry, chegou a ser anunciado pela empresa, mas logo a proposta que foi descartada. Segundo Eddy Cue, vice-presidente sênior da área de serviços, o “coach de saúde” não seria o suficiente para impulsionar as estratégias da empresa.

No início desde ano, a Apple firmou um acordo com o Google para utilizar o modelo de inteligência artificial Gemini, além da tecnologia de computação em nuvem da marca para impulsionar recursos de IA. O anúncio foi feito por meio de um comunicado conjunto das duas empresas: “Após uma avaliação cuidadosa, a Apple determinou que a tecnologia de IA do Google oferece a base mais sólida para os Foundation Models (ou Modelos de Fundação da Apple) e está entusiasmada com as novas experiências inovadoras que ela proporcionará aos usuários da Apple”.
Por mais que o acordo possa indicar uma dificuldade por parte da Apple em desenvolver um modelo de IA próprio, a novidade foi bem recebida por Wall Street.