Maior consumidor de café do mundo, EUA têm dificuldade de comprar café colombiano

Luisa Gonzalez/Reuters
Luisa Gonzalez/Reuters

Parte desse café colombiano, segundo eles, será substituída por outros grãos suaves provenientes de países da América Central, mas em menor escala

Processadoras de café dos Estados Unidos estão enfrentando dificuldades para garantir estoques da commodity colombiana, uma vez que protestos recentes no país sul-americano afetaram as entregas ao maior consumidor de café do mundo.

Os estoques de café colombiano, cujos grãos do tipo arábica suave são muito populares entre os norte-americanos, estão diminuindo rapidamente, à medida que torrefadoras com contratos para fornecer o produto especificamente classificado como 100% colombiano a supermercados e cafeterias correm para garantir estas sacas, disseram importadores.

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Parte desse café colombiano, segundo eles, será substituída por outros grãos suaves provenientes de países da América Central, mas em menor escala.

“Você não consegue, na verdade, substituir o café colombiano. Grandes torrefadoras têm compromissos de entregar esses pacotes a supermercados”, disse um importador baseado nos EUA, acrescentando que seu estoque desse tipo de café praticamente se esgotou nos últimos dias.

Ele afirmou que, no mercado físico local, os preços do café colombiano estocado nos EUA subiram até US$ 0,75 por libra-peso sobre os contratos futuros negociados na ICE, ante prêmios de US$ 0,55 a US$ 0,58 vistos antes dos protestos antigoverno na Colômbia, que bloquearam estradas e interromperam o fluxo de café aos portos.

Os protestos terminaram, mas ainda levará algum tempo para que os fluxos normais sejam retomados.

“Deve levar de 60 a 90 dias. Há uma oferta pequena de café colombiano chegando aos portos para desembarque”, disse Christian Wolthers, sócio da importadora norte-americana Wolthers Douque LLC.

Jairo Castano Vargas, que trabalha para uma exportadora colombiana independente, afirmou que, apesar de os protestos terem formalmente acabado, os problemas persistem.

“Alguns caminhões com produtos foram atacados por manifestantes quando se aproximavam dos portos”, disse ele. O porto de Cartagena ainda opera com apenas 20% de sua capacidade de carregamento.

Um terceiro importador norte-americano afirmou que algumas torrefadoras que não estão contratualmente obrigadas a fornecer café de uma origem específica podem substituir os grãos colombianos por outros cafés em seus “blends”.

Ele também disse que torrefadoras de café especiais, de menor porte, poderão retirar temporariamente os produtos colombianos da prateleira caso não consigam encontrá-los a preços razoáveis.(Com Reuters)


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