Soja tem desenvolvimento acima da média no Centro-Oeste

Segundo a empresa de análise Geosys Brasil, a umidade do solo deve continuar superior na região que é a principal produtora de grãos do país.

Redação
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Enquanto a umidade do solo está favorável para o cultivo de soja no Centro-Oeste, a região Sul apresenta poucas chuvas

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As lavouras de soja do Centro-Oeste apresentam desenvolvimento medido pelo vigor de vegetação (NDVI) acima da média, enquanto os cultivos da oleaginosa na região Sul preocupam devido aos baixos volumes de chuva, disse ontem (2) a empresa de análises por sensoriamento remoto Geosys Brasil.

Segundo previsão com base em modelo europeu, a umidade do solo deve continuar superior no principal polo produtor de grãos do Brasil, mantendo o cenário favorável para o bom crescimento das plantas na primeira quinzena de dezembro.

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“No Mato Grosso, o plantio da soja terminou nos últimos dias de novembro e o desenvolvimento das lavouras segue com NDVI… acima da média”, disse a empresa em nota.

Para Goiás, onde o NDVI também supera a média, a companhia informou que o volume de chuva esperado para dezembro deverá ser acima de 118 milímetros, menor do que a média para o período, mas a quantidade será suficiente para manter a umidade do solo e refletir no desenvolvimento das plantas.

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“No Mato Grosso do Sul, as lavouras de soja apresentam no momento NDVI acima da média, mas houve pouca chuva nos últimos dias, o que provocou queda da umidade do solo.”

Em contrapartida, a Geosys alertou que em novembro as áreas de soja da região Sul do país tiveram pouca chuva, o que não favorece as lavouras da cultura.

No Paraná, segundo o levantamento, houve o novembro mais seco dos últimos 20 anos, com chuva acumulada de 66,5 milímetros, contra média de 157,8 para o mês.

“O NDVI está abaixo da média, mas apresenta dinâmica melhor em comparação ao mesmo período de 2020, ano de forte quebra nas lavouras de soja devido à seca”, pontou a empresa sobre as áreas paranaenses.

Já no Rio Grande do Sul o NDVI também está abaixo da média, no segundo pior patamar dos últimos dez anos. “Não há previsão de bons volumes de chuva para as áreas de soja no Estado na primeira quinzena de dezembro”, ressaltou. (Com Reuters)

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