Exportação de soja do Brasil sofre com quebra, enquanto EUA se fortalecem

A expectativa se compara com embarques de 87,88 milhões de toneladas da safra anterior, 4 milhões de toneladas acima do recorde registrado.

Da Reuters
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Homem segurando grãos de soja
Homem segurando grãos de soja

A expectativa se compara com embarques de 87,88 milhões de toneladas da safra anterior, 4 milhões de toneladas acima do recorde registrado

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As exportações de soja do Brasil na temporada 2021/22 não deverão exceder o volume de 82 milhões de toneladas, registrando um recuo na comparação com o ciclo anterior devido à quebra de safra pela seca, apontou hoje () análise da Refinitiv.

“As exportações brasileiras para o ano comercial 2021/22… vão principalmente depender da nova colheita”, de acordo com relatório da área de pesquisa da Refinitiv.

A expectativa se compara com embarques de 87,88 milhões de toneladas da safra anterior (fevereiro/janeiro), 4 milhões de toneladas acima do recorde anterior, registrado em 2017/18.

De acordo com a análise, esse grande volume exportado pelo Brasil na temporada passada deixou os estoques iniciais baixos para 2021/22, dependendo da entrada da nova safra, que foi afetada por problemas climáticos como a seca no Sul, enquanto as primeiras colheitas foram atrasadas por chuvas excessivas no Centro-Oeste.

O analista Libin Zhou citou ainda que o tempo adverso recente resultou em “significativas” perdas para a produção do Brasil no novo ciclo, cuja produção foi rebaixada para 131,5 milhões de toneladas, segundo avaliação da Refinitiv atualizada nesta quarta-feira.

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Até o início de janeiro, a Refinitiv projetava a safra em 141,5 milhões de toneladas.

A projeção atual representa um número 7,5 milhões de toneladas abaixo da perspectiva do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), divulgada em janeiro.

“A seca e o calor contínuos estão, sem dúvida, impactando as culturas nos estágios de enchimento de vagens, mas ao mesmo tempo permitiram que as colheitas acelerassem”, notou a Refinitiv.

A Refinitiv também reduziu a previsão de safra da Argentina devido ao clima desfavorável, para 43,6 milhões de toneladas, o menor volume desde 2017/18.

A produção menor que o esperado no Brasil e na Argentina deverão “fortalecer” os embarques dos Estados Unidos nos próximos meses.

Até 27 de janeiro, os norte-americanos tinham embarcado 5,4 milhões de toneladas no mês, e o total poderia chegar a 6,25 milhões de toneladas, menor que o recorde de janeiro do ano passado, mas acima da média de cinco anos, segundo a Refinitiv.

Com resultado da quebra de safra na América do Sul, a Refinitiv elevou a previsão de exportações da oleaginosa dos EUA em 2021/22 para 57,8 milhões de toneladas.

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