Os contratos futuros de café arábica na bolsa ICE caíam nesta quarta-feira (6), com os traders avaliando as possíveis consequências da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre as importações do Brasil.
Os EUA, o maior importador de café do mundo, impuseram uma tarifa sobre as importações do Brasil, o maior exportador global, congelando o comércio entre os dois países. “Neste momento, você tem que pagar a tarifa e, quem sabe, amanhã não haverá tarifa. Por que levá-lo para lá (para os EUA) agora? Portanto, o mercado está congelado”, disse um trader.
Os preços do café arábica caíam cerca de 1,5%, para US$ 2,9425 (R$ 16,10 na cotação atual) por libra-peso, por volta das 11h20 (horário de Brasília), depois de subirem cerca de 5% nas duas primeiras sessões desta semana.
As tarifas dos EUA são vistas como favoráveis aos preços no curto prazo, já que os comerciantes se esforçam para redirecionar os fluxos comerciais e colocar as mãos nos estoques.
O ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, disse na quarta-feira que fará uma ligação na próxima semana com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, em uma tentativa de normalizar as relações com Washington. “Será na quarta-feira e, dependendo do andamento das conversas, poderá haver uma reunião presencial”, disse ele aos repórteres.
Espera-se que o Brasil aumente as exportações para a China e para a União Europeia para ajudar a compensar, pelo menos parcialmente, a perda de vendas para os Estados Unidos, que podem precisar buscar suprimentos adicionais da América Central e da África.
O café robusta também recuava aproximadamente 1,5%, para cerca de US$ 3.300 (R$ 18 mil) a tonelada métrica, no mesmo horário. O forte ritmo das exportações do Vietnã, maior produtor de robusta, ajudou a manter o mercado bem abastecido. Os preços do açúcar diminuíram, enquanto os do cacau subiram.