Os 4 museus mais instagramáveis do mundo

Reprodução Forbes
O Atelier des Lumières cria experiências imersivas com obras de arte famosas como “A Noite Estrelada”, de Van Gogh

Resumo:

  • A nova era das redes sociais mudou a experiência e até o intuito da visita a museus;
  •  Documentar e compartilhar virou rotina nos tempos atuais, e uma boa foto é essencial;
  •  Confira uma lista de quatro museus pelo mundo perfeitos para posts no Instagram.

O Instagram mudou o consumo de arte. Muitos não se contentam mais em simplesmente olhar uma obra na parede. É preciso experimentar a arte, documentá-la e compartilhar o momento com os outros.

LEIA MAIS: Os segredos da todo-poderosa da arte contemporânea

O Forbes Travel Guide encontrou exposições que oferecem cenários dignos de post no Instagram, mudando o jeito como definimos arte e o ambiente de um museu. Da curadoria de grafites a murais digitais, confira quatro destinos que você precisa ver com seus próprios olhos.

  • “Beyond the Streets”, no Brooklyn, em Nova York

    Espalhada por dois andares, essa vasta exibição dá à arte de rua uma merecida retrospectiva em Nova York. A exposição “Beyond the Streets” (em português, “além das ruas”) começou em Los Angeles, mas a edição nova-iorquina é duas vezes maior e conta com mas de 150 artistas internacionais, incluindo veteranos como Eric Haze, que criou logos para a banda Beastie Boys e outros grupos de hip-hop, e outros artistas, como Takashi Murakami, Jean-Michel Basquiat e Keith Haring.

    As Guerrilla Girls, um grupo anônimo de ativistas feministas, trouxeram sua marca registrada: estilo provocador e de humor agressivo que mostram as desigualdades de gênero no mundo da arte. “Quantas mulheres tiveram sua exposição própria em museus de Nova York no ano passado? Zero no Guggenheim, Metropolitan e Whitney, e uma no Museu de Arte Moderna”, está escrito em uma das obras. Uma parede tem o enorme rosto de um gorila com olhos amarelos hipnotizantes e, acima, a frase “Se você mantiver as mulheres fora, elas se tornam rancorosas.”

    Outro destaque é a instalação “Facing the Giant: Three Decades of Dissent” (em português, “Encarando o Gigante: Três Décadas de Divergência”), um olhar sobre os 30 anos de carreira do artista Shepard Fairey, que ficou conhecido por criar o pôster “Hope”, icônico da campanha presidencial de Barack Obama. A exibição começa com à obra de 1989 “André the Giant”, um adesivo que, de acordo com o artista, serviu de teste psicológico no qual as pessoas projetavam seus sentimentos e que segue o caminho de estampas com tendências mais políticas e colagens que abordam temas mais obscuros, como a cobertura da mídia do cárcere em massa de afro-americanos.
    Onde ficar: hospede-se no The William Vale, recomendado pelo Forbes Travel Guide. A cervejaria Brooklyn Beer Garden domina o quarto andar do descolado hotel durante o verão, servindo produtos artesanais e exibindo grafites de artistas locais como Bianca Romero, que cria camadas de recortes de revistas e tintas coloridas para explorar questões de identidade, e Mad Vaillain, que desenha personagens da cultura pop em quadrinhos e vestidos como vilões. O hotel tem enormes murais externos e vistas para o centro da cidade.

  • Mori Building Digital Art Museum: teamLab Borderless, em Tóquio

    Um dos museus mais descolados de Tóquio (que tem como grande fã o DJ Steve Aoki), essa exposição permanente tem como objetivo libertar a arte das restrições físicas. Para isso, todas as instalações no espaço de mais de 10 mil metros quadrados são interativas, fazendo do frequentador parte essencial do mundo digital.

    Aproximadamente 520 computadores e 470 projetores de vídeo criam obras como a “Forest of Resonating Lamps” (em português, “Floresta das Lanternas Ressoantes”), uma área repleta de lanternas. Ao entrar e tocar uma lanterna, sua luz se propaga para duas lanternas próximas e continua a se espalhar pelas outras luminárias até todas estarem acesas, até que a luz volta à primeira lanterna. Se existe mais de uma pessoa na sala, o processo ocorre simultaneamente, criando um efeito 3D surreal.

    Onde ficar: Se os ingressos se esgotarem, o hotel quatro estrelas Conrad Tokyo garante acesso. O pacote Suite & Borderless garante entrada para o museu, uma suíte e café da manhã.

    O Conrad é um ótimo ponto de descanso para uma viagem de arte. A elegante torre tem sua própria coleção surpreendente, com obras de mais de 25 artistas japoneses. No lobby do primeiro andar, “Purification 1”, de Nobuyuki Tanaka, cria o clima, com um enorme caule vermelho de laca e suas pétalas de margarida caídas ao lado.

  • The Neon Museum, em Las Vegas

    Aventure-se e descubra uma parte esquecida de Las Vegas. O Neon Museum preserva os antigas placas da cidade, desde 1930, em uma área de cerca de 9.000 metros quadrados. O museu oferece entrada livre, mais opte por um tour guiado para aprender sobre a história por trás dos brilhantes letreiros, que vão desde a guitarra de mais de 24 metros do Hard Rock Café até as icônicas letras de “Stardust”.

    Visite o museu a noite para ver as obras iluminadas e o “Brilliant!”, um show de 30 minutos que incorpora música e filmagens de arquivo e as antigas placas brilhantes.

    Para ter uma experiência diferente, o “Lost Vegas: Tim Burton @ The Neon Museum Presented by the Engelstad Foundation”, é uma exibição que acontece no dia 15 de outubro, próximo ao Halloween. Esculturas do diretor de cinema Tim Burton e artes digitais incorporam algumas das placas da coleção fixa do museu, que apareceram no filme de ficção científica “Marte Ataca!”. Essa será a primeira vez grande parceria do museu.

    Onde ficar: Vá ao Wynn Plaza, onde é possível ver um neon giratório e piscante de flores e setas de 2,7 metros, uma mistura dos conceitos de Murakami e Virgil Abloh, que usa flechas em seu trabalho com a marca de roupas Off-White e também trabalha como diretor artístico de roupas masculinas da Louis Vuitton.

    Depois, descanse no hotel cinco estrelas Wynn Tower Suites ou no quatro estrelas Wynn Las Vegas. Ambos são cheios de arte que, com luxo, protegem os hóspede das luzes da cidade.

  • Atelier des Lumières, em Paris

    Pinturas clássicas ganham vida na antiga fundição do distrito parisiense do 11° arrondissement. Aberto em 2018, o centro de arte digital usa obras de artistas como Gustav Klimt e as transforma em experiências imersivas. Assista às peças coreografadas em paredes de mais de dez metros e no chão, com a ajuda de 140 vídeoprojetores a laser em um incrível espetáculo de imagens.

    “Van Gogh: Starry Night” é a instalação mais recente, um show que usa a obra “Noite Estrelada”. As cores fortes e pinceladas curtas parecem pular da parede. Versões enormes de obras como “Os Comedores de Batata” e “Os Girassóis”, entre outros, flutuam de uma imagem à outra, com uma trilha sonora eclética que inclui Janis Joplin, Giacomo Puccini e Miles Davis.

    As projeções acontecem repetidamente, então, não tem como perder nenhuma. Como os assentos são limitados, prepare-se para se sentar no chão de concreto e se vista apropriadamente.

    Onde ficar: O hotel Le Royal Monceau – Raffles Paris foi feito para fãs da arte, e não só por causa de suas acomodações desenhadas pelo designer francês Philippe Starck.

    Aproveite os mas de 700 títulos na loja de livros de arte do hotel cinco estrelas. Visite a Art District, galeria de arte contemporânea onde encontrei obras como “Einstein”, do artista Mr. Brainwash, na qual o cientista carrega uma placa de protesto em que se lê “Love Is the Answer” (“amor é a resposta”) com um fundo de grafites, e vinis com capas ilustradas por Banksy.

    Para uma experiência mais completa, consulte o concierge de arte que pode guiá-lo pela coleção de 300 obras do Le Royal Monceau, marcar aulas de violão privadas (com a acústica de cada quarto) e conseguir acesso a eventos de arte, coleções particulares e lugares como o Atelier des Lumières.

“Beyond the Streets”, no Brooklyn, em Nova York

Espalhada por dois andares, essa vasta exibição dá à arte de rua uma merecida retrospectiva em Nova York. A exposição “Beyond the Streets” (em português, “além das ruas”) começou em Los Angeles, mas a edição nova-iorquina é duas vezes maior e conta com mas de 150 artistas internacionais, incluindo veteranos como Eric Haze, que criou logos para a banda Beastie Boys e outros grupos de hip-hop, e outros artistas, como Takashi Murakami, Jean-Michel Basquiat e Keith Haring.

As Guerrilla Girls, um grupo anônimo de ativistas feministas, trouxeram sua marca registrada: estilo provocador e de humor agressivo que mostram as desigualdades de gênero no mundo da arte. “Quantas mulheres tiveram sua exposição própria em museus de Nova York no ano passado? Zero no Guggenheim, Metropolitan e Whitney, e uma no Museu de Arte Moderna”, está escrito em uma das obras. Uma parede tem o enorme rosto de um gorila com olhos amarelos hipnotizantes e, acima, a frase “Se você mantiver as mulheres fora, elas se tornam rancorosas.”

Outro destaque é a instalação “Facing the Giant: Three Decades of Dissent” (em português, “Encarando o Gigante: Três Décadas de Divergência”), um olhar sobre os 30 anos de carreira do artista Shepard Fairey, que ficou conhecido por criar o pôster “Hope”, icônico da campanha presidencial de Barack Obama. A exibição começa com à obra de 1989 “André the Giant”, um adesivo que, de acordo com o artista, serviu de teste psicológico no qual as pessoas projetavam seus sentimentos e que segue o caminho de estampas com tendências mais políticas e colagens que abordam temas mais obscuros, como a cobertura da mídia do cárcere em massa de afro-americanos.
Onde ficar: hospede-se no The William Vale, recomendado pelo Forbes Travel Guide. A cervejaria Brooklyn Beer Garden domina o quarto andar do descolado hotel durante o verão, servindo produtos artesanais e exibindo grafites de artistas locais como Bianca Romero, que cria camadas de recortes de revistas e tintas coloridas para explorar questões de identidade, e Mad Vaillain, que desenha personagens da cultura pop em quadrinhos e vestidos como vilões. O hotel tem enormes murais externos e vistas para o centro da cidade.

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