15 maiores roubos de arte de todos os tempos

História do crime cometido no museu Isabella Stewart Gardner, nos EUA, inspira série da Netflix enquanto obras nunca foram recuperadas .

Rebecca Silva
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Boston Globe/Getty Images
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Moldura vazia é exposta até hoje no museu Isabella Stewart Gardner, em Boston, 30 anos após o roubo que inspirou série da Netflix

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Nas primeiras horas da manhã de 18 de março de 1990, dois homens se passando por policiais chegaram ao museu Isabella Stewart Gardner, em Boston, Estados Unidos, dizendo ter recebido uma chamada por perturbação. Depois de algumas horas, deixaram o local com o equivalente a US$ 500 milhões em obras de arte, de acordo com o FBI. A agência nunca encontrou os culpados e as peças nunca foram recuperadas.

Esta é a história por trás de “O Maior Roubo de Arte de Todos os Tempos”, que chegou hoje (7) ao catálogo da Netflix. A série documental acompanha os investigadores que tentam recuperar as obras perdidas e encontrar os responsáveis pelo crime 30 anos depois, a partir da análise do caso arquivado.

O roubo de uma obra de arte pode mudar o curso de sua trajetória para sempre, principalmente quando a peça nunca mais é recuperada. A prática, cometida desde a época dos piratas, se especializou com o tempo e a tecnologia disponível, sendo praticada até hoje, de formas cada vez mais curiosas.

Veja, na galeria a seguir, 15 dos maiores roubos de arte que já aconteceram, com informações do site ArtNews e do FBI:

  • 15. Gauguin, Picasso e Van Gogh roubados em Manchester

    Avaliados em US$ 5,5 milhões

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    Um crime curioso aconteceu na galeria de arte Whitworth, em Manchester, Inglaterra, em 2003. Neste caso, o que repercutiu não foram as obras roubadas, mas como o delito foi cometido.

    Obras de Gauguin, Picasso e Van Gogh foram levadas e escondidas dentro de tubos de papelão que foram, então, escondidos em um banheiro a 200 metros da galeria. Quando elas foram recuperadas por funcionários do local, uma mensagem foi encontrada: “não queríamos roubar as pinturas, só queríamos mostrar a segurança fraca”.

    Os ladrões nunca foram identificados e as peças voltaram para exposição dias depois.

    Reprodução/Alan Williams
  • 14. “O Jardim Paroquial de Neunen”, Van Gogh

    Avaliado em US$ 7,1 milhões

    Por causa da pandemia, os grandes museus de todo o mundo precisaram fechar as portas. Em março de 2020, criminosos entraram no Singer Laren, na Holanda, e roubaram uma pintura do início da carreira de Van Gogh: “O Jardim Paroquial de Neunen”, de 1884. Uma marreta foi usada para invadir o museu e, apesar dos alarmes acionados, a polícia não chegou a tempo de impedir os infratores. O quadro, avaliado em US$ 7,1 milhões, ainda não foi recuperado.

    Reprodução
  • 13. Obras do início da carreira de Van Gogh levadas de Amsterdã

    Avaliadas em US$ 8 milhões

    As obras de Van Gogh são muito procuradas pelos ladrões especializados em arte. Em 2002, durante a comemoração de 150 anos do nascimento do artista em um museu dedicado a ele em Amsterdã, criminosos levaram dois quadros do início da carreira do holandês.

    Em 2016, as obras foram reencontradas por autoridades italianas em uma fazenda próxima a Nápoles, enquanto investigavam a máfia responsável pelo tráfico de cocaína. As peças retornaram ao museu e os criminosos foram presos.

    Divulgação
  • 12. “Jacob De Gheyn III”, Rembrandt

    Avaliado em US$ 13 milhões

    Considerado o quadro mais roubado da história, “Jacob de Gheyn III”, do artista holandês Rembrandt, foi levado pela primeira vez em 1966 da Dulwich Picture Gallery, em Londres, por criminosos que também roubaram obras de Peter Paul Rubens, Gerard Dou e Adam Elsheimer, além de mais dois quadros do holandês. Um dos responsáveis pelo roubo foi encontrado pela polícia e afirmou que pretendia vender a obra no mercado clandestino.

    O quadro foi roubado também em 1973, 1981 e 1983. O pequeno tamanho da obra (29,9 cm x 24,9 cm) pode ser o fator que facilita o crime. Atualmente, é possível visitá-la na Dulwich Picture Gallery.

    Reprodução
  • 11. “Natividade com São Francisco e São Lourenço”, Caravaggio

    Avaliado em US$ 13 milhões

    Ladrões entraram no Oratório de São Lourenço em Palermo, Itália, em 1969, e saíram do local com o quadro, que ficava pendurado acima do altar. Especialistas acreditam que a obra tenha se perdido para sempre, creditando o trabalho para a máfia italiana.

    O caso foi reaberto em 2017 pelas autoridades ao receberem uma nova pista envolvendo um falecido negociador de arte suíço que teria aconselhado os criminosos a destruírem o quadro, uma vez que ninguém compraria uma obra tão reconhecida.

    Reprodução
  • 10. Quadros de Monet, Renoir e Morisot roubados à luz do dia

    Avaliados em US$ 20 milhões

    A obra que deu nome ao movimento Impressionista foi roubada em 1985, no Musée Marmottan, em Paris, França. O roubo, ousado, aconteceu à luz do dia e os criminosos compraram ingressos para entrar no local, misturando-se aos outros visitantes.

    “Impressão, Nascer do Sol”, de Monet, e outros quadros de Morisot e Renoir foram levados enquanto nove seguranças e 40 visitantes ficaram sob a mira de armas. Os nove quadros roubados foram avaliados em US$ 20 milhões, mas especialistas afirmam que “Impressão, Nascer do Sol” não pode ser precificado por sua importância na história da arte. Todas as obras foram reencontradas em 1990 e sete pessoas foram presas.

    Reprodução
  • 9. Dezoito obras são levadas do MMFA (Montreal Museum of Fine Arts)

    Avaliadas em US$ 2 milhões na época, mas estimadas em US$ 40 milhões atualmente

    Em 1972, ladrões entraram no Montreal Museum of Fine Arts, no Canadá, pela claraboia durante a madrugada. Conseguiram levar 39 joias e 18 pinturas, incluindo obras dos artistas Delacroix, Rubens e Rembrandt. Nenhum dos itens roubados foi recuperado até hoje. Na época, eram avaliados em US$ 2 milhões, sendo que o quadro de Rembrandt valia metade da soma. Atualmente, a obra deve valer, pelo menos, 20 vezes mais, de acordo com especialistas*.

    Este crime é considerado o maior roubo de arte de todos os tempos do Canadá e acredita-se que foi cometido pela máfia de Montreal.

    Reprodução/Montreal Museum of Fine Arts
  • 8. Caçada internacional após roubo em Estocolmo

    Avaliadas entre US$ 30 milhões e US$ 42 milhões

    Em 2000, o Nationalmuseum, em Estocolmo, foi alvo de um grande roubo. Criminosos armados com pistolas-metralhadoras conseguiram invadir o museu e roubar três obras de Rembrandt e Renoir sem serem pegos.

    Esforços cinematográficos foram feitos pela polícia para impedir que os quadros, avaliados em US$ 30 milhões na época, fossem vendidos para o mercado clandestino. No ano seguinte ao roubo, a polícia encontrou um dos quadros de Renoir em uma operação antidrogas. Em 2005, autoridades internacionais se depararam com criminosos tentando vender o quadro roubado de Rembrandt por US$ 42 milhões.

    Divulgação
  • 7. Picasso e Portinari são levados do Masp

    Avaliados em US$ 50 milhões

    Em 2007, durante a mudança no turno dos seguranças do Masp, em São Paulo, criminosos se aproveitaram da brecha da vigilância para entrar no local. Após cerca de três minutos, deixaram o museu levando duas pinturas: “Retrato de Suzanne Bloch”, de Picasso, e “O Lavrador de Café”, de Portinari. Na época, foram avaliadas em US$ 50 milhões.

    O museu fechou as portas durante as semanas seguintes ao roubo para concentrar esforços na recuperação das obras. Com a dica de um informante, a polícia chegou a uma casa no interior de São Paulo, onde localizou os quadros. Os criminosos foram presos e afirmaram que o roubo foi encomendado por uma pessoa pública.

    Reprodução
  • 6. “Flores de Papoula”, Van Gogh

    Avaliado entre US$ 50 milhões e US$ 55 milhões

    Apenas nove visitantes foram ao museu Mohamed Mahmoud Khalil em Gizé, Egito, no dia em que “Flores de Papoula”, quadro pintado por Van Gogh em 1887, foi roubado.

    O alarme não funcionou quando os criminosos tiraram a obra de sua moldura, assim como os outros dispositivos de segurança do local. O roubo levou onze funcionários do ministério da cultura egípcia a renunciarem aos cargos e até hoje o quadro não foi encontrado.

    Reprodução
  • 5. “Retrato de uma Dama”, Klimt

    Avaliado em US$ 60 milhões

    A pintura desapareceu em 1997, durante as preparações para uma exibição na Galleria d’Arte Moderna em Placência, Itália. Avaliada em US$ 60 milhões, a obra permaneceu sumida por mais de duas décadas, quando foi reencontrada por um jardineiro.

    O quadro reapareceu em 2018, quando o funcionário cuidava dos jardins da galeria e encontrou a obra escondida em um saco de lixo. O mais curioso: dois homens confessaram, em uma carta, que roubaram o quadro e o esconderam do lado de fora da própria galeria quatro anos após o crime, como um “presente” para a cidade.

    Reprodução
  • 4. Obras roubadas de museu holandês podem ter sido queimadas

    Avaliadas entre US$ 26 milhões e US$ 100 milhões

    Algumas vezes, as obras nunca são encontradas depois de um roubo. Em tantas outras, retornam para onde pertencem. Mas em 2012, o crime cometido no museu Kunsthal, em Roterdã, Holanda, foi diferente.

    Obras de Picasso, Matisse, Monet, Gauguin e Lucian Freud foram levadas da instituição em apenas três minutos. A estimativa do valor das obras varia entre US$ 26 milhões e US$ 100 milhões. Cinco pessoas foram presas por conexão com o crime e as obras nunca foram encontradas. Segundo a mãe de um dos criminosos, os quadros foram queimados, mas a perícia nas cinzas foi inconclusiva.

    Reprodução/Jeroen Musch
  • 3. “O Grito”, Munch

    Avaliado em US$ 120 milhões

    Diferentes versões de “O Grito”, de Munch, já foram roubadas pelo mundo. Em 1994, ladrões entraram no Museu Nacional em Oslo, Noruega, durante a abertura da Olimpíada de Inverno. Uma vez dentro do museu, eles cortaram a corda que segurava o quadro na parede e deixaram o local. A procura durou quase dois anos, quando a obra roubada foi encontrada em um hotel em uma cidade ao norte de Oslo. Quatro homens foram presos por conexão com o crime, em 1996.

    Já em 2004, uma outra versão do quadro foi roubada do Museu Munch, também em Oslo, Noruega. E este roubo aconteceu em plena luz do dia, enquanto o museu estava repleto de visitantes. Os criminosos não se intimidaram pelo público e apontaram armas para os seguranças, levando também o quadro “Madonna”. As obras foram recuperadas em 2006 e seis pessoas foram presas.

    Reprodução
  • 2. Grande roubo no Musée d’Art Moderne de la Ville

    Avaliados em US$ 500 milhões

    Em 2010, cinco grandes obras da arte moderna foram levadas do Musée d’Art Moderne de la Ville, em Paris, França, levando a imprensa a comparar o criminoso ao personagem Arsène Lupin e ao Homem-Aranha.

    O ladrão Vjeran Tomic estudou o museu, visitando-o repetidas vezes e jogando ácido em uma janela, permitindo que acessasse o local com facilidade. Durante uma madrugada, roubou “Pastoral”, de Matisse. Como os alarmes não foram acionados, decidiu voltar e levar quadros de Modigliani, Léger, Picasso e Braque. Tomic recebeu a sentença de oito anos de prisão.

    Reprodução
  • 1. Museu Isabella Stewart Gardner

    Avaliados em US$ 500 milhões

    Se passando por policiais, ladrões entraram com facilidade no museu Isabella Stewart Gardner, em Boston, Estados Unidos. Horas depois, deixaram o local com quadros de valor inestimável para a história da arte como “O Concerto”, uma das 34 obras conhecidas de Vermeer, além de três peças de Rembrandt, cinco de Degas e uma de Manet.

    30 anos depois, os itens ainda não foram encontrados, mas o FBI estima um valor de US$ 500 milhões para a coleção.

    Reprodução

15. Gauguin, Picasso e Van Gogh roubados em Manchester

Avaliados em US$ 5,5 milhões

Um crime curioso aconteceu na galeria de arte Whitworth, em Manchester, Inglaterra, em 2003. Neste caso, o que repercutiu não foram as obras roubadas, mas como o delito foi cometido.

Obras de Gauguin, Picasso e Van Gogh foram levadas e escondidas dentro de tubos de papelão que foram, então, escondidos em um banheiro a 200 metros da galeria. Quando elas foram recuperadas por funcionários do local, uma mensagem foi encontrada: “não queríamos roubar as pinturas, só queríamos mostrar a segurança fraca”.

Os ladrões nunca foram identificados e as peças voltaram para exposição dias depois.

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