Galeria Fortes D’Aloia & Gabriel reabre o Galpão com a primeira individual de Yuli Yamagata

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“Night Call”, de Yuli Yamagata (2021; tinta acrílica, pastel oleoso, malha, lycra, linho, linha de costura e fibra siliconada sobre tela; 125 x 125×15 cm)

Após quase um ano de reforma e a quatro meses de celebrar seus 20 anos, a Fortes D’Aloia & Gabriel está pronta para reabrir as portas do Galpão, na Barra Funda (SP), em abril. Fundada em 2001 por Márcia Fortes e Alessandra D’Aloia (com esse nome desde 2016, após a entrada de Alexandre Gabriel na sociedade), a galeria representa 40 artistas, nomes como Adriana Varejão, Ernesto Neto, Beatriz Milhazes e osgemeos. A reforma do Galpão, de 1.500 metros quadrados, é do arquiteto Rodrigo Cerviño, autor do projeto original.

Na reabertura, acontece a primeira individual de Yuli Yamagata (nova artista representada pela galeria), com 14 pinturas e sete esculturas; e uma mostra de Luiz Zerbini, com pinturas dos anos 1990. O espaço agora conta com uma biblioteca especializada em títulos de arte e uma reserva técnica climatizada. Na área externa, uma grande parede servirá de suporte para a projeção de filmes.

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A seguir, entrevista com Alexandre Gabriel, sócio-diretor da Fortes D’ALoia & Gabriel.

Forbes: Qual foi o motivo da reforma?

Alexandre Gabriel: A galeria completa 20 anos em agosto, e inovação e frescor são essenciais no nosso negócio. A ideia da reforma faz parte da estratégia de concentrar a programação num único endereço em São Paulo e outro no Rio de Janeiro, a Carpintaria [Jardim Botânico]. Muito do tempo da reforma foi dedicado à movimentação de 4 mil obras. Além da divisão de dois espaços expositivos distintos, a Galpão ganha uma grande área dedicada à visualização do acervo com teleiros móveis que seguem o conceito inicial do espaço. Paredes brancas em planos articuláveis, os teleiros são parte do projeto arquitetônico.

F: O que chama atenção na produção de Yuli Yamagata?

AG: Seu olhar aguçado sobre fenômenos contemporâneos e sua capacidade de criar uma espécie de aderência entre eles e a obra. Ela processa temas complexos como inteligência artificial, ou a obsessão pelo corpo e autoimagem em imagens sintéticas e potentes. Também me impressiona a forma como ela adotou certos materiais como lycra, artigos esportivos e a resina, criando e consolidando um repertório próprio muito cedo. É uma artista super jovem que já tem uma trajetória internacional expressiva, expôs em 2020 na Madragoa, em Portugal, e em setembro abre uma individual na Anton Kern, em Nova York.

F: Como foi a escolha do recorte do que será exposto do Zerbini?

AG: A seleção inclui quatro trabalhos do início dos anos 1990 que têm em comum uma narrativa pessoal muito marcante na produção dessa época. Zerbini explora a relação dele mesmo com a paisagem (viagens, natureza), mas também sua relação com a morte, retomando o memento mori [lembre-se de que você é mortal], como um tema central da arte.

Reportagem publicada na edição 85, lançada em março de 2021

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