A trajetória de João Fonseca, um dos maiores nomes da nova geração do tênis brasileiro e Forbes Under 30 2023, tem sido marcada por uma ascensão meteórica e por uma maturidade rara para sua idade. Eleito campeão mundial juvenil pela Federação Internacional de Tênis (ITF) em 2023, após encerrar a temporada como número 1 do mundo, o carioca encerrou sua fase júnior com o título do US Open Junior e a honra de se tornar o primeiro brasileiro a receber tal reconhecimento. Ainda naquele ano, viveu a experiência de treinar com os melhores tenistas do mundo no ATP Finals, em Milão — um momento que, segundo ele, consolidou a ambição de chegar entre os grandes do circuito profissional.
A transição para o tênis profissional em 2024 foi o início de uma nova fase de descobertas e desafios. Com apenas 19 anos, Fonseca estreou na chave principal do US Open e venceu o sérvio Miomir Kecmanovic na rodada de abertura, encantando o público de Flushing Meadows com seu estilo agressivo e emocional. Mesmo enfrentando crises de vômito e tontura durante a partida, manteve o foco e venceu em três sets, demonstrando a resiliência que vem marcando sua curta, mas intensa carreira. “Estou descobrindo novos lugares, novos países, e me divertindo muito. Sei que há muita expectativa e pressão, mas estou adorando fazer o que amo”, declarou à Forbes Brasil.
A sequência de resultados sólidos confirmou que a promessa estava se tornando realidade. Em 2025, Fonseca conquistou seu primeiro título ATP em Buenos Aires e subiu rapidamente no ranking mundial, entrando no Top 50 e consolidando seu nome entre os jovens mais promissores do circuito. Sua combinação de técnica refinada, mentalidade forte e carisma dentro de quadra deu origem até a um termo usado por fãs e comentaristas: o “fonsequismo” — uma referência à energia vibrante e ao estilo ousado com que o carioca joga.
O ápice dessa fase veio com sua chegada à final do ATP 500 de Basel, na Suíça, um feito inédito para um brasileiro desde a criação da série, em 2009. A vitória sobre o espanhol Jaume Munar na semifinal, por 7-6(4) e 7-5, mostrou um jogador em plena evolução mental e técnica. “Fiquei feliz com a forma como mantive o foco mentalmente depois de perder o serviço no início do segundo set. Agora é seguir com essa energia para a final”, afirmou. A própria ATP exaltou sua atuação, descrevendo a “mágica” do fonsequismo em suas redes sociais.
A rápida ascensão de João Fonseca simboliza uma nova era para o tênis brasileiro. Em um esporte que buscava sucessores para o legado de Guga Kuerten, o jovem carioca surge como um nome capaz de inspirar uma geração. Entre vitórias marcantes, títulos inéditos e a promessa de um futuro ainda mais brilhante, Fonseca se consolida não apenas como um atleta em ascensão, mas como um protagonista de uma retomada nacional no cenário internacional do tênis.