Viajar pela Suíça mantém um apelo constante, atraindo tanto viajantes experientes quanto quem visita o país pela primeira vez. Com imagens de picos nevados, vilarejos e paisagens verdes, o país oferece isso e mais, atualizando-se continuamente para atender ao viajante atual, movido por experiências.
Poucos destinos apresentam uma combinação tão integrada de natureza, atividades ao ar livre e cultura local. Caminhadas sob picos com geleiras, visitas a cidades alpinas e refeições com ingredientes locais, além de espaços de bem-estar e hotéis de luxo, compõem um conjunto moldado pela paisagem que envolve cada experiência.
O sistema de transporte limpo e eficiente do país facilita os deslocamentos, mesmo com pouco tempo disponível. A rede ferroviária, referência do setor turístico, reflete características do país: precisão, integração e conexão direta com a Europa.

As ferrovias acompanham as necessidades atuais, com pontualidade e atendimento que percorre montanhas, vales e lagos. Para aproveitar a viagem, o Swiss Travel Pass está disponível em duas categorias. Seja na primeira classe ou na segunda, o passe permite acesso ilimitado à maior parte do transporte público — trens, ônibus, bondes e barcos — em um único sistema. Cada viajante utiliza apenas um passe para acessar essa conectividade. É necessário mantê-lo disponível para inspeções durante o percurso. Na Suíça, o deslocamento faz parte da própria experiência.
Como conhecer a Suíça de trem:
Villars-sur-Ollon

A vila de Villars-sur-Ollon, na região oeste da Suíça, é um ponto de partida apropriado. Localizada nos Alpes de Vaud, reúne cenários alpinos, ar de montanha e atividades variadas. A hospedagem pode ser feita no Villars Palace, um hotel cinco estrelas em estilo Belle Époque renovado recentemente e integrante de The Leading Hotels of the World. O local oferece spa, piscina externa e o restaurante Le 1913.
Outra opção é Les Mazots du Clos, com chalés e suítes voltados para as Dents-du-Midi, piscina aquecida, hammam e o restaurante Saskia’s. Entre momentos de descanso e atividades ao ar livre, uma refeição no Refuge de Solalex, acessível apenas a pé no inverno, encerra o dia com pratos tradicionais como raclette e salade avec Tomme Vaudoises.
Um passeio próximo é Glacier 3000, a 30 minutos de carro, acessível por dois teleféricos panorâmicos. No topo, surgem vistas amplas dos Alpes, incluindo Mont Blanc, Matterhorn, Eiger, Mönch e Jungfrau.
O Peak Walk by Tissot, ponte suspensa de 107 metros que conecta dois picos (View Point e o Scex Rouge), é uma das atrações. Após a travessia, é possível fazer uma refeição estilo alpino com ingredientes locais. Glacier 3000 também abriga o Alpine Coaster, o tobogã sobre trilhos mais alto do mundo.
Ao sair de Villars-sur-Ollon, a manhã pode ser dedicada às Minas de Sal de Bex, a poucos minutos de descida de carro. Dentro da montanha há um lago subterrâneo e túneis que revelam séculos de atividade de extração. O Miners’ Train leva visitantes por passagens estreitas durante 15 minutos. Durante o percurso, são oferecidas pequenas degustações locais enquanto se apresenta a história da extração de sal desde 1684.
Zermatt

Outra etapa possível é Zermatt, cidade aos pés do Matterhorn e sem circulação de carros. Mais movimentada que Villars-sur-Ollon, mantém características tradicionais e oferece atividades em todas as estações, como esqui ou trilhas próximas a geleiras.
A hospedagem pode ser no 22 Summits Boutique Hotel, com madeira natural, tecidos quentes e ambiente de montanha, além de bar, lounge e área de bem-estar em dois andares.
Fora das trilhas, uma caminhada pelo vilarejo antigo mostra chalés de madeira preservados. O Matterhorn Museum – Zermatlantis apresenta a história da primeira ascensão ao Matterhorn e temas que marcaram a cultura local.
Um ou dois dias podem ser reservados para a ferrovia Gornergrat, o trem cremalheira ao ar livre mais alto da Europa, que sobe a 3.089 metros e revela as montanhas do maciço Monte Rosa e outros picos. O funicular para Sunnegga dá acesso a rotas de caminhada; no verão, a trilha por Findeln passa por chalés e restaurantes de montanha. A volta à cidade pode ser feita a pé ou pelo trem.
De volta a Zermatt, o jantar pode ser no Schäferstube, conhecido por pratos como cordeiro e fondue, ou no Marie’s Deli, com refeições para comer no local ou levar.
Neuchâtel

Neuchâtel oferece uma estadia à beira do lago. O Hôtel Palafitte é o único hotel cinco estrelas da Europa construído sobre a água. Das 38 suítes, 24 ficam sobre estacas e têm terraço com vista para o lago e os Alpes. Há acesso direto ao lago nos meses quentes. O restaurante La Table de Palafitte serve pratos sazonais com produtos locais.
Outra opção é o Beau-Rivage Hotel, no centro da cidade, com spa, hammam, restaurante e terraços com vista para o lago.
A cidade tem centro histórico com fachadas claras, fontes antigas e ruas com arcadas. A região produz vinhos Chasselas, apreciados em terraços à beira do lago.
É possível participar do workshop de relojoaria da BA111OD, marca suíça contemporânea sediada em Neuchâtel. O participante monta um relógio ao lado de relojoeiros e conhece processos que combinam técnicas tradicionais e design atual.
Biel / Biel-Bienne

Com um dia extra, Biel/Bienne, cidade bilíngue (francês e alemão), oferece uma atmosfera local. Menos turística, mantém relojoarias, cafés e um centro histórico medieval com ruas, fontes e mercados semanais. A estação ferroviária permite deixar bagagens enquanto se explora o local.
O passeio gastronômico Nourritour apresenta produtores, especialidades e itens artesanais.
Basel

Basel reúne gastronomia, arte contemporânea e vida cultural. A hospedagem pode ser no Grand Hotel Les Trois Rois, às margens do Reno. Fundado em 1681, preserva áreas restauradas, suítes com vista para o rio, bar e lounges. O Seijaku Spa oferece três experiências: Yasuragi, Ki e Ichigo-Ichie. O jantar pode ser no Volkshaus, no bairro Kleinbasel, com pratos sazonais e opções tradicionais.
No verão, é comum nadar no Reno com um Wicklefisch, bolsa impermeável usada como flutuador.
Com o Swiss Travel Pass, o planejamento da viagem se torna direto, permitindo foco nas experiências. Entre montanhas, lagos, cidades e trilhas, o país reúne possibilidades em todas as estações, seja no inverno, verão ou outono. A combinação de história, gastronomia e paisagens torna cada etapa marcante.