SP volta a adiar anúncio de eficácia da CoronaVac

Previsão é divulgar número definitivo da potencial vacina contra Covid-19 no dia 23.

Redação
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Amanda Perobelli/Reuters
Amanda Perobelli/Reuters

A previsão de São Paulo era anunciar a primeira leitura da eficácia da vacina na primeira semana de dezembro

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O governo do Estado de São Paulo adiou mais uma vez a divulgação dos resultados da eficácia da CoronaVac, potencial vacina contra Covid-19 da chinesa Sinovac que está sendo testada pelo Instituto Butantan, e o anúncio deve ser agora feito no dia 23 de dezembro.

A nova data foi anunciada pelo governador João Doria (PSDB), em entrevista à rádio “CBN”. Inicialmente, a previsão das autoridades de saúde de São Paulo era de anunciar a primeira leitura da eficácia da vacina experimental, possível após 61 voluntários da Fase 3 dos testes clínicos contraírem Covid-19, na primeira semana de dezembro. Depois, a data foi adiada para 15 dezembro e, agora, fixada para o dia 23.

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“Isso será apresentado no próximo dia 23, 23 de dezembro”, disse Doria à emissora. “Estamos muito confiantes na eficácia da vacina, mas evidentemente vamos aguardar a entrega do estudo completo no próximo dia 23”, acrescentou.

Em entrevista à “CNN Brasil”, o coordenador-executivo do Centro de Contingência do Coronavírus do governo do Estado de São Paulo, João Gabbardo, afirmou que o adiamento aconteceu porque se chegou ao número de 151 voluntários infectados para se fazer uma leitura definitiva da eficácia e será o dado definitivo, não o preliminar, que será anunciado.

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“Com o aumento da transmissão de casos, isso também se refletiu entre os voluntários e nós rapidamente ultrapassamos o número de 151 (voluntários infectados) que era necessário para conclusão desta análise. Nós já estamos hoje com 170 casos. Nós optamos por fazer a entrega de dados já com o número definitivo, não vamos fazer de forma parcial”, disse Gabbardo.

“E também tem outro aspecto, o governo chinês está aguardando o resultado dessa Fase 3 para que eles possam dar o registro da vacina na China. Se isso acontecer, sendo a agência chinesa uma entre os quatro países que a Anvisa considera que estando aprovado lá, o processo no Brasil ficará muito simplificado, bem mais rápido”, afirmou.

De acordo com lei federal sancionada no início da pandemia, a Anvisa terá 72 horas para se manifestar sobre o registro de uma vacina contra Covid-19 que tenha sido aprovada pelas agências correspondentes de Estados Unidos, União Europeia, Japão e China.

Gabbardo também disse que o adiamento da entrega dos resultados da eficácia não impactará no prazo anunciado na semana passada por Doria de iniciar a vacinação contra a Covid-19 com a CoronaVac no dia 25 de janeiro. (Com Reuters)

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