Anvisa registra 5 casos de coágulos em vacinados com AstraZeneca, mas descarta relação com vacina

Segundo o órgão, é comum o aparecimento de coágulos em pessoas com idade mais avançada, público alvo da campanha de vacinação

Redação
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Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/Reuters

Em quatro casos não foi encontrada relação com a vacinação, enquanto um ainda está em estudo

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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recebeu cinco notificações de efeitos adversos em pessoas que receberam a vacina da AstraZeneca no país, com a formação de coágulos, mas em quatro deles não foi encontrada relação com a vacinação, enquanto um ainda está em estudo.

A informação foi divulgada hoje (12) em entrevista de técnicos da Anvisa, depois do anúncio da concessão do registro definitivo da vacina no Brasil.

OMS diz que comitê de especialistas analisa questões sobre vacina da AstraZeneca

Segundo a gerente de Farmacovigilância da Anvisa, Helaine Carneiro, apenas um caso ainda está sendo analisado, mas até agora não foi possível relacionar o aparecimento dos coágulos nos pacientes com a aplicação da vacina.

Carneiro explicou que o aparecimento de coágulos é comum em pessoas mais velhas, e disse que as mais de 2 milhões de doses da vacina da AstraZeneca aplicadas no Brasil foram destinadas majoritariamente a idosos.

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“Idosos podem ser acometidos por essas doenças independentemente de vacinação ou não”, afirmou.

Esta semana, países europeus como Áustria, Dinamarca e Noruega suspenderam a aplicação da vacina da AstraZeneca depois do registro da formação de coágulos em pessoas que foram vacinadas. As autoridades de saúde dos países informaram que a suspensão foi uma medida preventiva, já que não há como, no momento, relacionar os casos com a vacina.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) e a Agência Europeia de Medicamentos indicaram que a vacina deve continuar a ser aplicada e que não há provas da relação dos coágulos com a vacina.

A vacina da AstraZeneca, desenvolvida em parceira com a Universidade de Oxford e produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), recebeu nesta sexta-feira (12) o registro definitivo da Anvisa. Até o momento, estava sendo aplicada com registro emergencial. (Com Reuters)

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