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EUA Vão Fotografar Todos os Estrangeiros Que Entram e Saem do País

Medida deve afetar pelo menos 1 milhão de pessoas, número diário registrado pela Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras americana

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O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) anunciou nesta sexta-feira (24) que irá fotografar e poderá ainda coletar  informações biométricas de todos aqueles que venham a entrar ou sair do país a partir do dia 26 de dezembro.

A regra exclui cidadãos americanos, e é mais um capítulo das medidas de repressão e segurança em relação à imigração que vem sendo adotadas pela gestão do presidente Donald Trump.

Oficialmente a administração Trump não forneceu o número daqueles que serão afetados pela medida. Entretanto, dados da Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA indicam o movimento diário de cerca de 1 milhão de pessoas.

Quem será afetado?

O regulamento será aplicado a todos os aeroportos, portos terrestres, portos marítimos ou qualquer outro ponto de partida ou entrada autorizado. A justificativa dada pelo departamento é a de que a nova regra ajudará a fortalecer as medidas de segurança nacional, evitando a permanência fora do prazo de visto e identificando criminosos e terroristas.

A Forbes entrou em contato com o Departamento de Segurança Interna para obter comentários a respeito, sem sucesso.

Aumentando o cerco

Este é mais um capítulo de como o governo Trump vem expandindo a coleta de dados sobre todos os imigrantes e estrangeiros que visitam e vivem nos EUA. Em janeiro, o presidente assinou a ordem executiva “Protegendo o Povo Americano Contra Invasões”, exigindo que todos os estrangeiros a partir de 14 anos e que estejam nos EUA por 30 dias ou mais se registrem no DHS e carreguem comprovante o tempo todo.

No mês passado, em setembro, Trump anunciou um aumento massivo nas taxas associadas aos vistos H-1B, um visto de trabalho para não imigrantes que permite que empregadores americanos contratem trabalhadores estrangeiros altamente qualificados.

A alegação, que afeta diretamente os trabalhadores latinos (a maior força de trabalho nos EUA atrás apenas dos americanos), foi a de que o programa estava sendo deliberadamtente explorado para tirar vantagem dos cidadãos americanos e criar um mercado de trabalho desfavorecido.

Protestos foram organizados contra a medida, e o governo Trump, como resposta, enviou tropas da Guarda Nacional para Portland, Oregon e Chicago. O envio também foi feito para, segundo o governo do republicano, reprimir crimes contra agentes do ICE e propriedades federais.

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