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Clima e dólar barato atingem a cafeicultura: produção caiu 34% em janeiro
Narciso De la Hoz G. | 6 de fevereiro de 2026 @ 8:48:28 am

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A Federação Nacional de Cafeicultores alertou que o clima e a valorização do peso reduziram a produção e a renda do produtor em janeiro, apesar do bom desempenho exportador de 2025.

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A cafeicultura colombiana iniciou 2026 sob fortes pressões climáticas, cambiais e de preços, que já se refletem em uma queda acentuada da produção e em menor renda para os produtores. Foi o que informou Germán Bahamón, gerente-geral da Federación Nacional de Cafeteros (FNC), ao apresentar o balanço do encerramento de 2025 e do primeiro mês do novo ano.

Em janeiro de 2026, a produção de café registrou retração de 34%, em linha com a tendência observada durante o último trimestre de 2025. Segundo a FNC, o resultado reflete os efeitos defasados dos choques climáticos sobre a lavoura e a formação da safra. No acumulado dos últimos doze meses, a produção nacional ficou em 13,2 milhões de sacas de 60 quilos, uma contração de 8% frente ao período anterior.

No frente comercial, as exportações no ano cafeeiro, que começou em outubro passado, somaram 4,2 milhões de sacas, com queda de 10%. No entanto, nos últimos doze meses a Colômbia exportou 12,89 milhões de sacas, com crescimento de 15% nos embarques realizados pela FNC, enquanto os demais exportadores permaneceram estáveis.

O panorama contrasta com a evolução da demanda interna. Em janeiro, o consumo de café na Colômbia cresceu 4,2%, consolidando uma tendência de valorização do produto no mercado local. Além disso, as importações alcançaram 1,3 milhão de sacas nos últimos doze meses, refletindo a integração do país às dinâmicas globais de abastecimento.

De acordo com o Departamento Administrativo Nacional de Estadística (Dane), em 2025 as exportações de café cresceram 70,6%, até representar 38% das exportações do setor agropecuário. Mais de $20 trilhões irrigaram a economia nacional, o equivalente a aproximadamente R$ 25 trilhões (R$ 25 trilhões na cotação atual), consolidando o café como o segmento econômico mais democrático do país, com presença em 23 departamentos e 611 municípios.

No entanto, Bahamón advertiu que a rápida valorização do peso colombiano reduziu de forma significativa a renda do produtor. Entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, o dólar passou de $4.409 para cerca de $3.663, uma valorização próxima de 16,9%. Apenas pelo efeito cambial, cada carga de café deixou de receber entre $500.000 e $550.000, o equivalente a aproximadamente R$ 625.000 e R$ 687.500 (R$ 625.000 e R$ 687.500 na cotação atual), apesar de o produto manter a mesma qualidade e o mesmo esforço produtivo.

Em um ambiente de alta volatilidade, a FNC reiterou a importância do Fondo de Estabilización de Precios del Café (FEPC) como ferramenta essencial para proteger a renda de mais de 500.000 famílias cafeicultoras e mitigar os impactos dos choques externos.

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