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Abiove Reduz Previsão de Exportação de Soja do Brasil após Aumento de Compras Chinesas nos EUA

Primeira revisão negativa desde março fixa embarques em 115 milhões de toneladas, mas setor compensa volume com esmagamento interno recorde

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A previsão de exportação de soja do Brasil em 2026 foi reduzida para 115 milhões de toneladas, queda de 400 mil toneladas em relação à projeção do mês passado, apontaram nesta sexta-feira dados da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), indicando a primeira redução da estimativa mensal desde março, pelo menos.

A ligeira redução na previsão acontece após a China, maior importadora global, intensificar compras de soja dos Estados Unidos nas últimas semanas, antes da visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington na próxima semana.

Ainda assim, a exportação de soja do Brasil deverá fechar 2026 com um aumento de 6,3% na comparação com 2025, com o maior produtor e exportador global tirando vantagem de uma safra recorde de mais de 180 milhões de toneladas colhida no primeiro semestre.

Em nota, a Abiove não fez comentários específicos sobre a redução nas exportações de soja.

O Brasil já exportou a maior parte do volume projetado para 2026. Dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) indicam que o Brasil deverá encerrar setembro com embarques acumulados em 2026 de 102,6 milhões de toneladas.

Assim, os embarques ao final do ano tendem a ser mais reduzidos. De janeiro a agosto, a China foi destino de 70% da soja exportada pelo Brasil, segundo a Anec.

“Seguimos acompanhando os indicadores de oferta e demanda com cautela para garantir o suprimento regular de grãos e derivados ao longo do ano”, disse o diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral.

A associação elevou para um recorde de 63,5 milhões de toneladas a previsão de processamento de soja no Brasil em 2026.

Assim, a previsão de produção de farelo de soja subiu 0,4% na comparação mensal, para 48,9 milhões de toneladas, com o volume exportado desse produto mantido em 25,3 milhões de toneladas.

Para o óleo de soja, a produção prevista subiu 0,4%, alcançando 12,8 milhões de toneladas, enquanto os embarques ao exterior foram revisados para 1,8 milhão de toneladas, o que representa um crescimento de 5,9% frente à estimativa anterior.

“O ajuste nas estimativas reflete o forte desempenho do processamento nacional de soja e o aquecimento do mercado internacional para o óleo de soja”, disse Amaral.

Segundo ele, a elevação da estimativa de processamento constante no acumulado do ano “demonstra a eficiência e a competitividade do setor industrial em responder às demandas globais e domésticas”.

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