O presidente Donald Trump disse a jornalistas na Casa Branca, nesta quarta-feira (2), que está “feliz” que o príncipe Harry e Meghan Markle tenham deixado os Estados Unidos para retornar ao Reino Unido. Trump afirmou que “não é fã” do casal e que “não os teria aceitado de volta” se estivesse no lugar da família real.
Trump disse acreditar que Harry e Meghan, que se afastaram de suas funções como membros da família real e se mudaram para a Califórnia em 2020, “trataram a família real com grande desrespeito”. Segundo ele, Meghan foi “terrivelmente desrespeitosa com a rainha e com o rei Charles”.
“Se eu fosse da família real, não os teria aceitado de volta”, disse Trump, acrescentando que tinha uma relação “ótima” com a rainha Elizabeth II, que morreu em 2022, e com o rei Charles III.
Harry e Meghan retornaram ao Reino Unido na semana passada e, segundo relatos, estão se estabelecendo em uma residência privada nos arredores de Londres, embora não haja expectativa de que retomem suas funções como membros da realeza.
Por que Harry e Meghan voltaram para o Reino Unido?
Harry e Meghan não deram publicamente uma razão para terem deixado os Estados Unidos, e um porta-voz disse à BBC que a mudança “não é algo sobre o qual comentaríamos”. O anúncio de que o casal voltaria ao Reino Unido foi considerado uma surpresa, já que a relação entre os dois e a família real havia se tornado fria após a saída de Harry e Meghan de suas funções oficiais.
A mudança, porém, aconteceu um mês depois de Harry e Meghan se encontrarem com o rei Charles e a rainha Camilla no que o Palácio de Buckingham classificou como uma visita familiar privada, e um ano depois de Harry ter feito uma rara viagem ao Reino Unido para visitar o pai.
O que mais Trump já disse sobre Harry e Meghan?
Trump tem um longo histórico de críticas a Harry e Meghan, que começou em 2019, quando respondeu a comentários feitos por Meghan três anos antes, nos quais ela o classificava como “divisivo” e “misógino”. “Eu não sabia que ela era desagradável”, disse o presidente em uma entrevista ao The Sun. Em seguida, ele afirmou em uma publicação no Twitter que “nunca” havia chamado Meghan de “desagradável”, embora o The Sun tenha divulgado o áudio da entrevista.
Depois que Harry e Meghan anunciaram sua mudança para os Estados Unidos, em 2020, Trump escreveu em uma publicação que “os EUA não pagarão por sua proteção de segurança. Eles precisam pagar!”.
Mais tarde naquele ano, Harry e Meghan publicaram um vídeo incentivando os americanos a votar, pedindo que “rejeitassem discursos de ódio, desinformação e negatividade on-line”, embora não tenham declarado apoio a nenhum candidato específico.
Questionado por jornalistas sobre o vídeo, Trump disse: “Não sou fã dela. Desejo muita sorte ao Harry, ele vai precisar”.
Em uma entrevista concedida a Piers Morgan em 2022, Trump disse que Harry era “dominado como ninguém que eu já vi”, acrescentando que “não é fã de Meghan” e que “não era desde o começo”. Trump disse a Morgan que considerava que Harry e Meghan deveriam ter perdido seus títulos reais, chamando Harry de “desrespeitoso com o país” e uma “vergonha”.
Em 2025, Trump disse ao New York Post que não deportaria Harry, afirmando que o deixaria “em paz. Ele já tem problemas suficientes com a esposa. Ela é terrível”.
Contexto
Harry e Meghan tomaram a decisão, amplamente divulgada, de se afastar de suas funções como membros da família real em 2020. Depois disso, estabeleceram-se na Califórnia e passaram a se dedicar a diferentes projetos na mídia.
O casal concedeu uma entrevista reveladora a Oprah Winfrey em 2021, na qual acusou a família real de racismo. Harry também escreveu uma autobiografia, “Spare” (“O Que Sobra”, na edição brasileira), que bateu recordes de vendas entre livros de não ficção no Reino Unido.
O casal fechou em 2020 um contrato de cinco anos com a Netflix, estimado em US$ 100 milhões (R$ 500 milhões), por meio do qual produziu diversas séries documentais, incluindo “Harry & Meghan”. Algumas de suas iniciativas, porém, não tiveram o mesmo sucesso, entre elas o podcast “Archetypes”, de Meghan, que teve vida curta, e a série da Netflix “With Love, Meghan”, criticada pela imprensa especializada.