Segundo o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (19), economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) aumentaram a estimativa de inflação para o próximo ano. Ao mesmo tempo, reduziram as projeções para o crescimento da economia.
A pesquisa reúne as expectativas de cerca de 100 instituições financeiras.
Para 2026, a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permaneceu em 5,22%. Para 2027, porém, a estimativa subiu de 4,30% para 4,32%. Já a previsão para 2028 teve movimento contrário. O esperado para a inflação caiu de 3,79%, na semana passada, para 3,75%.
A meta de inflação é de 3% ao ano — com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) também foram revisadas. Para este ano, a estimativa de crescimento passou de 1,85% para 1,83%. Para o próximo ano, a redução foi maior: de 1,40% para 1,32%.
Mais estimativas
O mercado também diminuiu suas projeções para o dólar. Para o fim deste ano, a estimativa passou de R$ 5,15 para R$ 5,13. Para 2027, caiu de R$ 5,26 para R$ 5,22.
Em relação aos juros, não houve alteração nas expectativas. Os economistas continuam projetando a Selic em 13,25% ao ano no fim deste ano. Para o encerramento de 2027, a previsão segue em 12% ao ano.
O mercado também mantém a expectativa de dois cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros. As reduções são esperadas para as próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, previstas para novembro e dezembro.
Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano.