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Facebook não protege moderadores de conteúdo de trauma mental

Advogado diz que rede social ignora seu dever de fornecer um local de trabalho seguro

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iStockOs moderadores do Facebook sob contrato são “bombardeados” com “milhares de vídeos, imagens e transmissões ao vivo de abuso sexual infantil, estupro, tortura, bestialidade, decapitações, suicídio e assassinato”, diz o processo

Uma ex-funcionária do Facebook entrou com uma ação contra a empresa, alegando que os moderadores de conteúdo que enfrentam trauma mental após rever imagens angustiantes na plataforma não estão sendo devidamente protegidos pela gigante das redes sociais.

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Os moderadores do Facebook sob contrato são “bombardeados” com “milhares de vídeos, imagens e transmissões ao vivo de abuso sexual infantil, estupro, tortura, bestialidade, decapitações, suicídio e assassinato”, diz o processo.

Até o fechamento desta reportagem, o Facebook não respondeu ao pedido de entrevista.

“O Facebook está ignorando seu dever de fornecer um local de trabalho seguro e criando uma porta giratória de funcionários que estão irreparavelmente traumatizados pelo que presenciaram no trabalho”, disse Korey Nelson, advogado da ex-funcionária Selena Scola, em comunicado hoje (24).

A firma de Nelson está buscando uma ação coletiva para o processo.

Scola trabalhou nos escritórios do Facebook em Menlo Park e Mountain View, na Califórnia, por nove meses desde junho do ano passado, sob contrato de uma empresa de RH sediada na Flórida.

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