Setor de serviços no Brasil cresce em janeiro

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O setor de Transporte e Armazenamento teve contração

O volume de novos negócios cresceu no ritmo mais forte em seis anos e o setor de serviços do Brasil manteve-se em crescimento no início de 2019, com o otimismo futuro chegando ao nível mais alto em três meses, de acordo com os dados apresentados hoje (5) pela pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).

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O PMI brasileiro de serviços avançou ligeiramente a 52,0 em janeiro, ante 51,9 em dezembro, informou o IHS Markit, destacando ainda o crescimento mais forte da produção em 11 meses. Leitura acima de 50 indica expansão.

O volume de novos negócios se expandiu pelo quarto mês seguido, e em todas as cinco categorias monitoradas, devido basicamente ao mercado doméstico, uma vez quer as exportações caíram pela segunda vez seguida. “A estabilidade econômica, as reservas domésticas melhores e o cenário político favorável foram alguns dos fatores citados para o aumento da atividade”, afirmou o IHS Markit.

O setor de Informação e Comunicação teve a expansão mais rápida na atividade de negócios entre os segmentos monitorados. Por outro lado, o de Transporte e Armazenamento teve contração.

Os fornecedores de serviços relataram crescimento das despesas em janeiro, com preços mais altos pagos por energia, combustíveis, carne, vegetais e equipamentos de aluguel.

Embora o ritmo de alta dos preços tenha sido o mais lento em quatro anos, as empresas buscaram reduzir os custos. Nessa linha, cortaram empregos pelo terceiro mês seguido.

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Os preços cobrados pelos fornecedores de serviços subiram à mesma taxa de dezembro. Enquanto algumas empresas repassaram as cargas de custos mais elevadas aos clientes, outras mantiveram os preços cobrados devido a reduções bem-sucedidas de custos, a uma moeda relativamente forte e a um impulso nas vendas.

Sobre as perspectivas para daqui a 12 meses, o otimismo atingiu a máxima em três meses, com os entrevistados citando melhores condições econômicas, novas parcerias, mudança de governo e as previsões de novas melhorias na demanda.

Com o ligeiro crescimento do setor industrial em janeiro, o PMI Composto do país foi a 52,3 em janeiro, contra 52,4 em dezembro.

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