Dólar recua ante real

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O presidente Jair Bolsonaro, por sua vez, afirmou na véspera, que as tensões com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), são página virada.

O dólar cai ligeiramente ante o real hoje (29), após registrar queda de 1% logo no início do pregão, com expectativa de retomada na tramitação da Previdência depois do após anúncio do relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e trégua nas tensões entre Executivo e Legislativo.

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Às 10h50, a moeda norte-americana recuava 0,32%, a R$ 3,9048 na venda. Ontem (28), terminou em baixa de 0,94%, a R$ 3,9174 na venda, após ter alcançado o patamar de R$ 4 logo na abertura. O dólar futuro tinha variação positiva de cerca de 0,05%.

Segundo investidores, a formação da taxa Ptax de fim de mês pode trazer volatilidade na parte da manhã do pregão. Também há um pouco de realização de lucros por investidores após semana de movimentos acentuados.

Ontem, o deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG) foi anunciado como relator da proposta de reforma da Previdência na CCJ, primeiro colegiado que analisará o texto. O presidente da CCJ, deputado Felipe Francischini (PSL-PR), disse que o plano é votar a admissibilidade do texto no dia 17 de abril.

O presidente Jair Bolsonaro, por sua vez, afirmou na véspera, que as tensões com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), são página virada. Ele disse ainda ter certeza que o Congresso aprovará a Previdência, afirmou que as duas casas podem fazer possíveis correções ao texto enviado pelo governo, mas cobrou celeridade na tramitação.

Segundo informou o jornal “O Estado de S. Paulo”, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro da Economia, Paulo Guedes, decidiram tomar a frente da articulação, sem esperar por iniciativas de Bolsonaro. Essa informação trouxe certo otimismo entre agentes financeiros. Eles veem com bons olhos o envolvimento do ministro nas negociações.

Na avaliação de agentes do mercado, no entanto, apesar do clima menos conflituoso no lado político, ainda deve haver volatilidade ligada à Previdência e também influenciada pelo cenário externo. “A volatilidade vai seguir. Temos uma trégua agora, com esse pacto para fazer a reforma acontecer, mas não vejo o dólar ficando no patamar de R$ 3,80, R$ 3,89 “, afirmou o economista-chefe da Geral Asset, Denilson Alencastro.

Do lado externo, há apetite por risco impulsionado por otimismo de progresso nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China, após autoridades dos dois países concluírem a mais recente rodada de conversas em Pequim.

O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, disse que manteve discussões “construtivas” em Pequim e se mostrou ansioso para receber o vice-premiê chinês, Liu He, para nova rodada de conversas em Washington, na próxima semana.

O Banco Central anunciou ontem que fará, em 1º de abril, leilão de até 5,350 mil contratos de swap cambial tradicional para rolagem de US$ 4,843 bilhões que vencem em maio de 2019.

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